Definitivamente o 5 de julho não é uma data que traz boas recordações para o Brasil. Duas derrotas, duas eliminações em Copa do Mundo. A primeira em 1982 e a segunda hoje, em 2026. Na Copa disputada na Espanha, a nossa seleção jogou um futebol bonito. Zico, Junior, Sócrates e Falcão eram algumas das estrelas daquele time liderado por Telê Santana. No 5 de julho de 1982, nossa seleção disputou as quartas de final contra a Itália e perdeu por 3 a 2. Na Copa disputada na América do Norte, Carlo Ancelloti montou um time bom, mas que, no dia 5 de julho de 2026, parou no time da Noruega e foi eliminada. O torcedor brasileiro vai experimentar o maior jejum de comemorações de títulos mundiais. Serão 28 anos sem levantar um troféu da Fifa.

Em 1982, a seleção jogava bonito, dava gosto de ver. Alguns chegaram a comparar com a seleção tricampeã em 1970. No dia 5 de julho de 1982, o Brasil jogou em Barcelona, no Estádio de Sarriá, contra a Itália. Ao contrário de 1970, quando derrotamos na final, os italianos saíram felizes no final do jogo. Paolo Rossi marcou os três gols que carimbaram o passaporte de volta da seleção. Foi uma derrota amarga, sofrida e até hoje lamentada.

A seleção brasileira chegou para a Copa deste ano com o mesmo jejum de 24 anos quando disputou o Mundial nos Estados Unidos, em 1994. Na terra do tetra, esperávamos o hexa. Mas, no dia 5 de julho de 2026, a seleção brasileira jogou contra os noruegueses as oitavas de final. Nunca derrotamos a Noruega e hoje se manteve esse tabu. Tivemos muitas chances de vencer a partida, mas os noruegueses foram mais eficientes e fizeram 2 gols. Neymar diminuiu com um gol de pênalti. Até a Copa de 2030, serão 28 anos de jejum, sem acrescentar uma estrela na nossa camisa.

E assim nos despedimos de mais uma Copa do Mundo. Tanto em 1982 como em 2026, fica a sensação de que poderíamos ter vencido, mas não fomos eficientes em marcar os gols. O dia 5 de julho continua sendo um péssimo dia para a nossa seleção.

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