O mais certo é uma conciliação pelo alto, com alguns bagres sendo condenados, que acabe por preservar a República, que, apesar dos males, é democrática
A legislação é clara: o impulsionamento de publicações durante a campanha eleitoral só pode ser feito pra promover ou beneficiar candidatura ou partido, nunca para fazer propaganda negativa contra adversários.
Mas, aparentemente, há uns e outros que, por “lapso de memória”, deixam isso passar e patrocinam postagens, na maioria das vezes, com informações inverídicas sobre o oponente - as chamadas fake News.
Claro, para isso existe a Justiça Eleitoral, que tem juízes plantonistas justamente para sanar essas questões, tirando do ar e punindo os responsáveis. O ponto é: da maneira como está acontecendo, há alguns que acabam vendo vantagem no risco de impulsionar as notícias falsas.
Especialistas ouvidos pela coluna apontam que a multa para esse tipo de publicação, além da remoção dela, costuma ser uma multa que varia de 2 a 5 mil reais. 10 mil para reincidentes. E com campanhas milionárias acontecendo, começa a haver a impressão de que “vale a pena”, devido ao estrago provocado pela publicação maliciosa e o baixo valor da multa.
Há, ainda, outro fator: a Justiça costuma decidir, por liminar, em poucas horas. Mas a Meta (Instagram e Facebook) leva até 12 horas pra remover a postagem. Até lá, muita reputação foi destruída.
Conforme apurado pela coluna, “influencers” e donos de blogs são “acionados” pela equipe de candidatos para promover os ataques. Para se ter uma ideia, somente na última sexta-feira, 4, a campanha de Daniel Vilela conseguiu cinco decisões liminares contra donos de postagens (muitos deles ligados ao PSDB) por impulsionamento de publicações com informações falsas com o emedebista.
Mas interlocutores da política goiana não negam: “O medo é isso pegar, e eles acharem que compensa propagar fake news por causa da punição branda”. (T.P)
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