O machismo que cerca o mundo “muderno” de Renata Vasconcellos e César Tralli
05 setembro 2026 às 21h00

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O machismo está enraizado na cachola até de mentes progressistas. Sites jornalísticos esmeram-se em publicar que César Tralli foi mal nas entrevistas com Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Augusto Cury (Avante), Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missões) e Romeu Zema (Novo).
A rigor, não foi mal. Talvez tenha sido comedido e respeitoso.
A linguagem relativamente “cifrada” dos “mudernos” da mídia é a seguinte: Renata Vasconcellos, a parceira de “Jornal Nacional”, foi bem porque César Tralli foi mal. É como se uma profissional mulher só pudesse sem bem-sucedida porque o profissional homem fracassou.
César Tralli, que perdeu protagonismo pra Renata Vasconcellos, merece ser criticado? Não. Primeiro, não foi mal. Segundo, se aceitou ficar na sombra, é prova de que, se seus críticos são machistas, ele não é
No caso, é uma leitura enganosa e, acima de tudo, preconceituosa. Renata Vasconcellos foi bem — precisa e incisiva — porque se preparou. Fez as perguntas adequadas e questionou, com firmeza, quando os candidatos “escorregavam” ou tergiversavam.

Procede que Renata Vasconcellos deixou cristalizar a imagem de “boazinha”, de apresentadora “fofa” e emotiva. Mas as sabatinas, praticamente debates — nos quais a jornalista “venceu” —, deixaram claro que se trata de uma profissional preparada e crítica.
César Tralli, que perdeu protagonismo para Renata Vasconcellos, merece ser criticado? De maneira alguma. Primeiro, não foi mal. Segundo, se aceitou ficar na sombra, como insinuam, é prova de que, se seus críticos são machistas, ele não o é.
Sites e redes sociais, juntos e misturados, disseram que Renata Lo Prete vai substitui-los nas entrevistas do segundo turno — sugerindo que os dois “fracassaram”. O que é falso. Nem mesmo César Tralli fracassou.
A excelente Renata Lo Prete já era cotada para o segundo turno bem antes das sabatinas feitas por Renata Vasconcellos e César Tralli.


