Edição 2155

de 23 a 29 de outubro de 2016
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A imagem de Paulo Garcia é pior do que as obras que construiu para melhorar Goiânia

[caption id="attachment_62446" align="aligncenter" width="620"]Paulo Garcia: a história provavelmente o “absolverá” | Renan Accioly Data:23/05/13 Paulo Garcia: a história provavelmente o “absolverá” | Renan Accioly[/caption] O julgamento justo da história se faz no futuro, não no presente, quando as emoções às vezes não permitem avaliações racionais, até frias. Paulo Garcia deve deixar a Prefeitura de Goiânia mal avaliado pela população. Trata-se de um julgamento justo e preciso? Não mais. A imagem cristalizada do petista não corresponde ao final de sua gestão — que melhorou muito. Por que Paulo Garcia ficou com uma imagem negativa? Primeiro, porque comunica-se mal. O marketing só funciona quando o gestor acredita na ideia. A impressão que se tem é que o petista “basta-se”, não precisa ouvir ninguém. Não há profissional que consiga construir uma imagem iluminada para quem não acredita nos poderes da publicidade. Segundo, o prefeito passa a imagem de que é cínico, com seu sorriso irônico de raposa, quando, na verdade, é mais tímido do que cínico e arrogante. Terceiro, ao não fazer a crítica de seu antecessor, por uma lealdade paga com deslealdade e oportunismo, acabou por assumir problemas que não foram gerados por sua gestão. O sucateamento dos caminhões que recolhem lixo se deu por que Iris Rezende acabou com a terceirização e não renovou a frota. Um repórter do Jornal Opção colheu uma impressão curiosa e contraditória de um jovem que trabalha num restaurante nas proximidades da Praça do Sol, no Setor Oeste. O jornalista perguntou: “O que achou da reforma da Praça do Sol?” O garoto respondeu de maneira exclamativa: “Ficou belíssima! É uma das praças mais bonitas de Goiânia! Maravilha!” O repórter inquiriu: “Como avalia a gestão do prefeito Paulo Garcia?” O pós-adolescente respondeu sem hesitar: “Péssima! Uma das piores da história”. Quer dizer: por mais que tenha trabalhado — os vereadores, inclusive os de oposição, reconhecem que construiu várias obras (o deputado Virmondes Cruvinel, do PPS, diz que recapeou a Avenida Flamboyant, no Parque das Laranjeiras, o que era uma reivindicação antiga) —, a população não reconhece seus méritos. Porque cristalizou-se uma imagem ruim, que se tornou pedra difícil de ser dissolvida. O fato é que, quando puder ser avaliado com isenção e sem as paixões do momento político, Paulo Garcia certamente serão mais bem-visto pelo goianiense. O petista deveria registrar em livro, com a inclusão de fotografias, o que fez em Goiânia. Será um primeiro passo para que possa ser avaliado com justiça, talvez até mais cedo do que imagina.

Renovação começa por arrancar Anselmo Pereira da presidência da Câmara Municipal de Goiânia

[caption id="attachment_78973" align="aligncenter" width="620"]Elias Vaz, Andrey Azeredo, Dra. Cristina e Wellington Peixoto | Fotos: Câmara Municipal e reprodução Elias Vaz, Andrey Azeredo, Dra. Cristina e Wellington Peixoto | Fotos: Câmara Municipal e reprodução[/caption] Os candidatos a presidente da Câmara Municipal de Goiânia já estão articulando, mas, para colocar o bloco na rua, estão esperando o término do segundo turno. O prefeito eleito terá um papel decisivo na escolha do dirigente do Legislativo. De qualquer maneira, há um consenso: se vão apostar na renovação dos métodos, na contenção do fisiologismo, é preciso arrancar Anselmo Pereira, do PSDB (ou do PG, Partido do Governo), da presidência. O tucano é a figura-símbolo que impede a mudança e a moralização no Legislativo municipal. O PMDB está colocando três nomes na disputa: Clécio Alves, Wellington Peixoto e Andrey Azeredo. O terceiro, embora inexperiente em termos de articulação política, é competente tecnicamente. Conta com o trunfo de ser o vereador “de” Iris Rezende. Wellington Peixoto é irmão de Bruno Peixoto, um deputado hábil nas tratativas de bastidores. A aposta do PSB é Elias Vaz. A principal aposta do PSDB é Cristina Lopes. Se quiser mudar a Câmara, e não apenas encenar, o tucanato aposta na vereadora, que é ética e respeitada.

Caiado deve se filiar ao PMDB e vai tentar convencer Daniel Vilela a ser seu vice

Peemedebistas do alto escalão mandam avisar ao senador Ronaldo Caiado, do partido Democratas, que só poderão apoiá-lo para governador de Goiás se ele se filiar ao PMDB, em 2017. Mesmo assim, ressaltam que não lhe darão garantia total de que será o candidato a governador. O que se comenta entre membros do Democratas é que Caiado, com o apoio de Iris Rezende, vai se filiar ao PMDB e vai trabalhar para convencer Daniel Vilela a ser seu vice.

PSB quer lançar Marconi Perillo como vice na chapa de Geraldo Alckmin

O PSB nacional convidou o governador de Goiás, Marconi Perillo, do PSDB, para se filiar a ser candidato a vice numa chapa com o PSDB na cabeça.

O candidato a presidente do PSB é o tucano Geraldo Alckmin, governador de São Paulo; Marconi e o político paulista, aliás, estão cada vez mais afiados.

Marconi, Alckmin e João Dória conversam com frequência sobre gestão e sobre política nacional. O PSD tem convidado Marconi Perillo com frequência para se filiar.

Caiado e Daniel Vilela usam Goiânia como duelo preliminar para a disputa principal de 2018

[caption id="attachment_77265" align="aligncenter" width="620"]daniel-caiado-maguito Daniel, Maguito Vilela e Caiado[/caption]

No início da campanha de Iris Rezende, no primeiro turno, o presidente do PMDB em Goiás, deputado federal Daniel Vilela, ficou ligeiramente afastado. Porém, como percebeu que havia estagnado, o peemedebista convocou o prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela, e Daniel Vilela para ajudá-lo.

Articulado, Daniel Vilela aproximou-se dos iristas, no segundo turno, e começou fazer um trabalho de qualidade, ao lado de Maguito Vilela e Gustavo Mendanha, o prefeito eleito de Aparecida de Goiânia. Daí começou um ligeiro confronto com o senador Ronaldo Caiado, que, no momento, se apresenta como super-irista.

Ocorre que Ronaldo Caiado e Daniel Vilela querem disputar o governo em 2018 e, por isso, buscam se cacifar junto de Iris Rezende. Um procura enfraquecer o outro. Aliados do senador afirmam que, nas pesquisas de intenção de voto, Caiado está bem à frente de Daniel Vilela. A sugestão é simples: o mais jovem deveria abrir espaço para o mais velho, aceitando ser o seu vice. O problema é que Daniel avalia que Caiado tem teto e que ele, sim, tende a crescer, ao se tornar mais conhecido do eleitorado.