O uso do ar-condicionado por cerca de oito horas diárias pode custar aproximadamente R$223 por mês. Mas esse valor pode aumentar significativamente quando o aparelho não está com a manutenção em dia. Segundo especialistas, o aparelho com os filtros de ar sujos pode consumir entre 20% e 50% a mais de energia elétrica para entregar a mesma capacidade de refrigeração de um aparelho limpo. Com a aproximação do período de estiagem em Goiás, a recomendação é fazer a limpeza preventiva antes do uso mais intenso do aparelho para evitar desperdício de energia e reduzir os gastos na conta de luz. 

O alerta é do executivo de Faturamento e Leitura da Equatorial Goiás, Marcos Aurélio da Silva. Segundo ele, a poeira acumulada nos filtros, serpentinas e turbinas compromete o fluxo de ar, força o motor a trabalhar mais e reduz a eficiência do equipamento. “Quando os filtros, as serpentinas ou as turbinas estão cobertos de poeira, o fluxo de ar é severamente bloqueado. A sujeira impede o funcionamento eficiente do aparelho, fazendo o motor trabalhar mais e consumir mais energia”, explica. 

Os meses de maio a julho são considerados o melhor para fazer as manutenções dos aparelhos, segundo o especialista. “O ideal é que o consumidor faça essa limpeza antes da intensificação do calor e da estiagem. Com a manutenção em dia, o aparelho funciona de forma mais eficiente e econômica justamente no momento em que será mais exigido”, destaca. 

Entre os sinais que o ar-condicionado apresenta indicando que precisa de manutenção está a demora para gelar, cheiro de mofo, ruídos estranhos e vazamentos de água. O ideal é que o consumidor acione um técnico em manutenção para avaliar o aparelho. 

Além da falta de manutenção adequada, o especialista chama atenção para outros hábitos que podem cooperar para o aumento significativo da energia durante o uso do ar-condicionado, como o uso do em baixas temperaturas.  “Quando você ajusta o controle para temperaturas como 17°C ou 18°C, isso faz com que o compressor opere em carga máxima sem parar, já que, em climas quentes, as características térmicas do ambiente raramente permitem estabilizar uma temperatura tão baixa. Cada grau que você reduz pode aumentar o consumo de energia em cerca de 7% a 10%. O equilíbrio perfeito entre conforto térmico e economia de energia fica entre 23°C e 24°C (recomendado inclusive pela Anvisa). Essa faixa atende perfeitamente ao metabolismo humano em repouso e evita sobrecarregar o motor do aparelho”, pontua. 

Um ar-condicionado do tipo split, com potência entre 10.001 e 15.000 BTUs, gasta aproximadamente R$222,79 ao mês, operando 8 horas diárias e em condições normais de temperatura. Nos períodos de calor extremo esse consumo pode facilmente dobrar, por isso o seu uso requer atenção. Uma alternativa mais econômica é o ventilador de teto, que gasta cerca de R$20,14 mensais pelas mesmas 8 horas de uso, um custo 11 vezes menor do que o do ar-condicionado.

A recomendação do especialista é que para ajudar a economizar energia durante o uso do ar-condicionado, além da manutenção correta, o consumidor pode manter as portas e janelas fechadas, evite usar o aparelho com temperaturas muito baixas (o ideal é 23°C ou mais), optar por modelos de aparelhos mais econômicos, com  selo Procel de eficiência energética classe A, além de escolher um aparelho com potência adequada ao tamanho do ambiente em que deseja colocá-lo.

Executivo de Faturamento e Leitura da Equatorial Goiás, Marcos Aurélio da Silva | Foto: Reprodução/Equatorial Goiás

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