A Quasar Cia de Dança retorna a Goiânia, cidade onde nasceu há 38 anos, com o espetáculo “Céu de Pêssego”. A apresentação será no dia 13 de setembro, domingo, às 19h, no Teatro Rio Vermelho. Com direção artística de Henrique Rodovalho, a montagem propõe uma reflexão sobre maturidade, efemeridade, relações humanas e a passagem do tempo.

A obra estreou nacionalmente em agosto de 2025, no Museu de Arte de São Paulo (Masp), durante a 7ª Semana Paulista de Dança. A montagem marcou o retorno da companhia aos palcos após um hiato e foi o primeiro projeto da Quasar desenvolvido integralmente em São Paulo.

Foto: Divulgação

Depois da estreia, “Céu de Pêssego” passou pelo Sesc Vila Mariana, em dezembro de 2025, e voltou aos palcos em 2026. O trabalho de Rodovalho rendeu uma indicação ao Prêmio APCA 2025 na categoria Coreografia/Criação.

Dança sobre tempo, encontros e despedidas

Com 50 minutos de duração e classificação livre, o espetáculo reúne os intérpretes Carolina Amares, Daniela Moraes, Fabiana Nunes, Jorge Garcia, Luciane Fontanella, Luiz Oliveira, Samuel Kavalerski e Silvia Maia.

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O elenco reúne artistas com passagens por companhias como Grupo Corpo, São Paulo Companhia de Dança, Companhia de Dança Deborah Colker, Balé da Cidade de São Paulo, Cisne Negro Cia de Dança e Balé Teatro Guaíra, além de experiências internacionais.

A proposta de Rodovalho foi justamente colocar no palco bailarinos com trajetórias consolidadas e permitir que as experiências acumuladas ao longo das carreiras atravessassem a criação. Em crítica publicada pela revista Bravo!, a montagem foi definida como um “poema coreográfico” sobre afastamentos e reencontros.

Um céu que dura poucos minutos

O próprio título ajuda a compreender a proposta da obra. “Céu de Pêssego” faz referência ao momento do entardecer em que o céu assume tons alaranjados e rosados por um curto período. A imagem funciona como metáfora para aquilo que é belo justamente porque não permanece.

No palco, essa ideia aparece também nos elementos cênicos. Um chão de veludo cinza registra temporariamente os rastros deixados pelos bailarinos durante a apresentação. As marcas se modificam e desaparecem à medida que os corpos se movimentam, reforçando a reflexão sobre memória, transformação e passagem do tempo.

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A montagem preserva a exigência física que se tornou característica da Quasar, com movimentos fragmentados e impulsionados por diferentes partes do corpo. A coreografia alterna solos, duos, trios, quintetos e momentos com todo o elenco.

A trilha sonora original é de Lívia Nestrovski e Fred Ferreira e foi desenvolvida em diálogo com o processo coreográfico. Os figurinos são assinados por Cássio Brasil, que também divide com Henrique Rodovalho a criação do cenário.

Retorno às origens

A apresentação também marca um reencontro da Quasar com a cidade onde sua trajetória começou. Fundada em Goiânia, em 1988, por Vera Bicalho e Henrique Rodovalho, a companhia completa 38 anos em 2026.

Ao longo de quase quatro décadas, o grupo consolidou uma linguagem própria, marcada pela inventividade dos movimentos, pelo humor e pela plasticidade cênica, além de acumular apresentações no Brasil e no exterior.

Com “Céu de Pêssego”, a companhia retorna à capital goiana com uma obra que também dialoga com a própria maturidade e com as transformações vividas ao longo de sua história.

Ingressos

Os ingressos custam entre R$ 27 e R$ 80 e estão disponíveis pelo Disk Ingressos. Há descontos previstos para estudantes, idosos, profissionais da educação, doadores de 1 kg de alimento, conveniados do Sesc Goiás e trabalhadores do comércio.

A apresentação será realizada no dia 13 de setembro, às 19h, no Teatro Rio Vermelho, em Goiânia. A realização é da Quasar Cia de Dança e do Sesc Goiás.

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