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Juiz Sergio Moro pede exoneração do cargo

Juiz federal deixa magistratura para assumir ministério da Justiça no governo de Jair Bolsonaro  [caption id="attachment_124852" align="aligncenter" width="620"] Foto: reprodução[/caption] O presidente do Tribunal Regional Federal da 4° região, desembargador Carlos Eduardo Thompson Flores aceitou, nesta sexta-feira (16/11), o pedido de exoneração protocolado pelo juiz Federal Sergio Moro. O magistrado ficou popularmente conhecido após conduzir os processos da Operação Lava Jato em 1° grau e desbancar um dos maiores escândalos de corrupção protagonizados políticos e empresários. Moro solicitou a exoneração do cargo após ser convidado para compor a equipe do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL). Ele assumirá o ministério da Justiça em 2019. A solicitação feita pelo Federal terá vigência a partir de segunda-feira (19/11). Protocolada a solicitação, o juiz se manifestou para destacar seu orgulho de ter exercido, durante 22 anos, o cargo de juiz Federal, bem como ter integrado os quadros da Justiça Federal brasileira, “verdadeira instituição republicana”, considerou. “Venho, mais uma vez registrando meu pesar por deixar a magistratura, requerer a minha exoneração do honroso cargo de juiz federal da Justiça Federal da 4ª Região, com efeitos a partir de 19/11/2018, para que eu possa então assumir de imediato um cargo executivo na equipe de transição da Presidência da República e sucessivamente ao cargo de Ministro da Justiça e da Segurança Pública”, destacou o federal em seu pedido de exoneração.

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Bolsonaro tem até esta sexta-feira (16) para explicar prestação de contas da campanha

TSE encontrou indícios de irregularidades na prestação do presidente eleito [caption id="attachment_146996" align="alignnone" width="620"] Presidente eleito, Jair Bolsonaro | Foto: reprodução/Lula Marques[/caption] Encerra nesta sexta-feira (16/11) o prazo de três dias determinado pelo ministro Luís Roberto Barroso para que o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), esclareça 23 indícios de irregularidades apresentadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na prestação de contas da campanha eleitoral. Segundo decisão do ministro, que é relator das contas do presidente eleito no TSE, Bolsonaro deve complementar dados e documentação e/ou prestar esclarecimentos /justificativas, com vistas ao saneamento dos apontamentos. As justificativas devem ser encaminhadas com status de prestação de contas final retificadora de segundo turno. Em seguida, a assessoria do TSE apresentará parecer final sugerindo aprovação, aprovação com ressalvas ou rejeição. A decisão final ficará a cargo do plenário do TSE. Redes sociais As empresas Facebook e Twitter também já informaram TSE que a equipe de Bolsonaro não contratou impulsionamento de posts durante a campanha eleitoral e o WhatsApp, rede social mais polemizada durante as eleições, e que também foi notificado pelo TSE, afirmou que não permite impulsionamento de conteúdo na rede mundial de computadores. Já o Google Brasil comunicou que a campanha do ex-capitão do exército gastou R$ 1 mil com propaganda eleitoral, bancados pelo PSL. As informações fornecidas por Facebook, Twitter e Google foram encaminhadas pelas plataformas no âmbito da prestação de contas de Bolsonaro no TSE. Posts patrocinados em redes sociais e investimentos em ferramentas de busca são liberados pela legislação eleitoral, mas que paga é o próprio candidato, o partido ou coligação à qual ele está vinculado. O gasto deve ser identificado na prestação de contas. Mensagens impulsionadas por apoiadores não foram permitidas.