Policiais militares e bombeiros podem parar se não receberem dezembro

Associação fez críticas à secretária da Fazenda e cobra de Caiado honraria às promessas de campanha

Presidente da ACS, Gilberto Cândido de Lima | Foto: Divulgação

A Associação dos Cabos e Soldados (ACS) da Polícia e Bombeiro Militar anunciou que pode fazer paralisação caso a categoria não receba o salário referente a dezembro.

O posicionamento é em resposta à proposta do governador Ronaldo Caiado (DEM) de parcelar em oito vezes a folha do mês que vence no dia 10 de janeiro. Para o presidente da ACS, Gilberto Cândido de Lima, caso o democrata não pague, estará descumprindo uma promessa de campanha.

Gilberto disse, ainda, que a categoria vai esperar até o dia do vencimento e, caso não seja realizada a quitação dos salários, a associação deve mobilizar toda a tropa para pressionar o governo de Goiás. A ACS conta com seis mil associados, entre ativos e inativos.

“Há mais de vinte anos nossos salários são pagos em dia, dentro do mês trabalhado. Nossos policiais e bombeiros não vão pagar o preço de situação financeira herdada por quem assumiu o cargo. Trabalhamos honestamente e precisamos receber”, disse o presidente.

Ele também questionou o fato de que o Legislativo e o Judiciário irão receber normalmente, em detrimento de outras categorias ligadas ao Estado. Além disso, Gilberto criticou a secretária da Fazenda, Cristiane Schimidt, alegando que a carioca não conhece Goiás.

“A Associação dos Cabos e Soldados não vai aceitar que seus associados e os demais policiais e bombeiros fiquem sem receber. Se houver necessidade de fazer uma paralisação, vou convocar uma assembleia geral e vamos estar todos juntos”, pontuou.

2 respostas para “Policiais militares e bombeiros podem parar se não receberem dezembro”

  1. Avatar Vivian disse:

    Sou concursado. Minha estabilidade foi gerada pela natureza do trabalho que desenvolvo, sempre seguindo os critérios da legalidade e os princípios éticos.

    A estabilidade está para nós, servidores públicos, como o fundo de garantia está para os demais trabalhadores.

    Pago 11% de contribuição previdenciária sobre o que ganho, por isso, acredito que minha aposentadoria sairá do meu bolso, não se tratando, assim, de nenhum “peso” extra para os cofres públicos.

    Não sonego impostos. Meu imposto de renda já vem retido na fonte! Todos os anos faço minha declaração de renda.

    Portanto, não faço parte de nenhum grupo de privilegiadas. Ralei muito, e concorri com milhares de pessoas por uma vaga.

    Estudei muito para conseguir. E mesmo alcançando o objetivo, continuo estudando para conhecimento próprio.

    Conheço diversos profissionais com a história parecida com a minha, que lutaram (e muito!) por uma vaga e isso não é indicação ou sorte. É competência!!!!!!

    É injusto e covarde ver campanhas desmoralizando o servidor público!

    Não se deixe enganar: a quebra da previdência e das finanças públicas é resultado de renúncias fiscais (perdão de dívidas milionárias de empresas), de isenções bilionárias, de inadimplência dos grandes devedores, fatiamento partidário de secretarias, distribuição de cargos de confiança para não concursados, além do uso indevido da finalidade e da má administração dos recursos públicos…

    A crise econômica é política, a falta de acesso à saúde e demais serviços por parte da população não é culpa do funcionalismo público concursado!

    Exigimos mais respeito!

    (Colega servidor(a), ativo ou inativo, copie, edite e cole no seu mural.)

  2. Avatar JoséTristão Lopes Filho disse:

    Essa secretaria é que pode se considerar uma privilegiada pois ela não fez concurso para ta aí aonde ela ta ganhando um gordo salário.

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