Caiado critica reeleição e diz que Estado não pode ser máquina partidária nem eleitoral

Em entrevista a GloboNews, governador defendeu medidas duras para romper com processo de “vandalismo administrativo” em Goiás 

Foto: reprodução

Em entrevista concedida nesta terça-feira, 8, ao programa GloboNews Em Ponto, conduzido pelo jornalista José Roberto Burniero, o governador Ronaldo Caiado (DEM) criticou a reeleição no Brasil e afirmou que o uso da máquina pública para garantir a continuidade do mandato levou Goiás à situação atual de colapso completo.

“Nunca me interessei por reeleição. Sempre encabecei o movimento do Congresso Nacional para que cancelássemos a reeleição. Essa sempre foi a nossa proposta no Congresso, para que os mandatos tivessem cinco anos e que não tivesse reeleição no Brasil”, afirmou o governador.

Para Caiado, o governante que realmente se ocupa em fazer a tarefa de casa, na maioria das vezes não tem condições de ser reeleito. Enquanto os que usam a máquina e fazem todo tipo de populismo, maquiando as informações e, ao mesmo tempo, abrindo espaço para que a máquina absorva todos os seus aliados e todos os municípios, alcançam a reeleição.

O governador disse ainda que, em Goiás, a reeleição foi um processo associado à corrupção e, também, ao vandalismo administrativo: “em que a máquina era usada de maneira totalmente irresponsável para colocar pessoas que fossem lideranças de todos os municípios, comprometendo a receita e causando um colapso financeiro total”.

Segundo o governador, a reeleição trouxe esse processo de total colapso na máquina pública, em que o governante não governa para o estado e nem para o seu povo. “Governa visando exatamente a sua reeleição, e isso leva a essa situação, como a de Goiás: um estado rico, com grandes potenciais, geograficamente bem localizado, terras férteis, capacidade de industrialização superior à de muitos outros no Brasil. E chegou a uma situação como essa”.

“Para ser ter uma ideia, eu recebi o governo com R$ 11 milhões em caixa e uma dívida de R$ 3,4 bilhões. É um processo de colapso completo, que levou o estado a um processo de concordata, de falência. Esse é o quadro que estamos recebendo, e a sociedade espera de nós soluções”, argumentou Caiado ao reafirmar que serão necessárias medidas duras para romper com o processo anterior e instalar um governo com competência administrativa e saneadora.

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