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Conselheira disse, ainda, que escala informada não coincide com médicos em atendimento
Circula um vídeo pelas redes sociais, feito às 8h da manhã desta sexta-feira, 5, no Cais de Campinas, que explicita a ausência total de profissionais. "Consultórios vazios", diz a autora do vídeo, a conselheira tutelar Vera Lúcia Pereira, a Verinha, que passou por diversas salas da unidade de saúde.
“Às 8h não havia chamado nenhuma criança”, disse. Segundo Verinha, dez minutos depois da gravação, chegaram três pediatras, apesar do informativo de escala apontar que seriam quatro. “Os nomes dispostos nunca coincidem. Há desorganização de administração”, afirma a conselheira.
Atualmente, tanto o Cais de Campinas como Hospital Materno-Infantil (HMI) e outras unidades de saúde utilizam o sistema de cores para atendimento. Verde e azul podem esperar. Amarela e vermelha, grave.
Para ela, pela falta de profissional e grande demanda, não é incomum que se erre na classificação das cores, durante a triagem.
O Diogo, menino que morreu enquanto aguardava atendimento no HMI, no último dia 28, foi diagnosticado com alergia no Cais de Campinas, no dia anterior. Porém, conforme a conselheira, tudo indica que estava com uma pneumonia silenciosa, que compromete o pulmão. “Se tem avaliação e atendimento básico rápido, a situação não se agrava”, pontua Verinha.
Fiscalização
A fiscalização desta sexta-feira, 5, não foi isolada. Vera relata que passou o carnaval no Cais de Campinas e tem feito esse trabalho há mais de um mês. Segundo ela, após denúncias de que não haveria atendimento médico no período, mesmo com escala prevista, teve que ficar “literalmente lá, no período. Acabou que teve atendimento precário”.
Ela afirma que expôs essa situação ao prefeito Iris Rezende (MDB) e para a secretária municipal de Saúde, Fátima Mrué, além de registrar boletim de ocorrência na Delegacia de Proteção À Criança e ao Adolescente (DPCA) no primeiro dia útil, após o carnaval.
Na época, ela lembra, não tinham sido identificadas vítimas. “De lá pra cá, a gente tem buscado informações de quem foi negligenciado”, explica.
Apesar dessas situações, em que ela diz se sentir impotente, por não conseguir garantir um direito, Vera lembra de algo positivo. “Diante de cenário já temos um ganho. Foi noticiado oficialmente que Hugol também assumirá parte dos atendimentos pediátricos”, comemorou.
De Cais em Cais
Ao todo, são 30 conselheiros na Capital, conforme Vera. Ela explica que, no sábado, 30 de março, foi feito um mutirão de visitas a todos os Cais de Goiânia e que o problema, infelizmente, não é só pediátrico.
Vera lembra que a unidade de Campinas é a única do município que possui profissionais de pediatria, mas que além da falta desse, os conselheiros observaram que em todas as unidades pessoas aguardam por longos períodos por atendimento e que faltam médicos de outras especialidades.
“É um jogo de empurra-empurra. Um Cais indica outro para o paciente”, relata.
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Sobre o Materno-Infantil, a conselheira afirma, também, que ocorre fiscalização. Segundo ela, no HMI o problema é de sobrecarga. “Todos os dias, os 28 leitos [todos do local] estão ocupados. Pelos corredores, 10 a 15 famílias são atendidas”, explicitou.
De acordo com ela, faz-se o primeiro atendimento e se desocupar leito transfere a criança. “Se não desocupar, manda para casa. É por isso que lá só está atendendo ficha amarela e vermelha”, justifica. “Verde ou azul, eles pedem para ir pro Cais de Campinas ou retornar no dia seguinte”, disse.
Respostas
A assessoria de imprensa do município informou a uma repórter do Jornal Opção que o atendimento feito pela gestão municipal é pré-hospitalar, ou seja, ambulatorial. Segundo eles, na prefeitura tem 11 mil vagas e só 6 mil são marcadas. No cais de Campinas o atendimento pediátrico foi criado para suprir o déficit no Estado, que é responsável por atender casos de emergência e urgência.
A comunicação do HMI já havia informado que o perfil da unidade é de média e alta complexidade. “Classificação amarela, laranja e vermelho são prioridades. Também se atende verdes e azuis (de baixa complexidade) depois dos atendimentos do perfil”.
Além disso, a Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) determinou a contratação de seis profissionais, pela organização social Instituto de Gestão e Humanização (IGH), já a partir da próxima quarta-feira, 10, para reforçar o acolhimento humanizado de pacientes que chegam ao HMI. Serão cinco técnicos de enfermagem e um assistente para orientar e tirar dúvidas dos usuários.
A prefeitura também está contratando novos médicos. Um edital publicado na quarta-feira, 3, chama profissionais para atenderem na modalidade de urgência e emergência crianças em Goiânia. A secretária municipal de Saúde, Fátima Mrué, também disse em coletiva na quinta-feira, 4, que os novos leitos no HMI e no Hugol irão ajudar a situação da pediatria na Capital.
Isso, porque o secretário de Estado de Saúde, Ismael Alexandrino, anunciou, após audiência no Ministério Público, que o Hugol passará a atender urgência e emergência de pediatria. Além disso, eles disse que a unidade contará com novos leitos para ajudar no atendimento.

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Márcia da Costa e Adão Tavares foram condenados por abuso de poder político e por distribuição gratuita de bens em ano eleitoral

O juiz da 5ª Zona Eleitoral do Tocantins, Marcello Rodrigues de Ataídes, condenou à inelegibilidade a ex-prefeita de Lajeado Márcia da Costa Reis (PSD) e o vereador Adão Tavares (PTN), em Ação de Investigação (Aije) proposta pelo segundo colocado no pleito municipal de 2016, o também ex-prefeito Júnior Bandeira (PSB). Já o atual prefeito, Tércio Dias (PSD), o vice, Gilberto Borges (PSC), e outros quatro políticos que também foram alvos da ação judicial foram absolvidos.
No processo, o juiz condenou, além de Márcia da Costa e Adão Tavares, os políticos Manoel das Neves e Thiago Pereira pela prática de abuso de poder político e por terem se beneficiado ou realizado a distribuição gratuita de bens, valores ou benefícios em ano eleitoral. Todos foram declarados inelegíveis por oito anos e multados. O diploma de vereador de Adão Tavares e o do suplente Manoel Das Neves foram cassados pela decisão. Thiago Pereira ainda sofreu condenação por captação ilícita de voto.
A Ação de Investigação acusou Márcia da Costa de realizar, quando prefeita, doação de terrenos de forma irregular e transferência de domicílio fraudulenta como forma de captar votos para Tércio Dias – que posteriormente foi eleito – e também para postulantes à Câmara, como Thiago Pereira da Silva (PCdoB), Ananias Pereira da Silva Neto (PPS), Manoel das Neves Sousa (Pros), Nilton Soares de Sousa (PSD), Adão Tavares (PTN) e Emival de Sousa Parente (PDT), entretanto, apenas os dois últimos foram eleitos.
Derrotado
O Ministério Público Estadual já se manifestou que vai recorrer da decisão, devido a absolvição de Técio Dias, Gilberto Borges e dos demais políticos. Já o advogado Leandro Mazano, que defendeu o candidato derrotado, Júnior Bandeira, em material distribuído à imprensa, disse que há entendimento pacífico no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de que nos casos de abuso de poder econômico e político não é necessário que o acusado participe dos atos ilícitos para ser condenado, mas “basta o mero benefício eleitoral”.
Ato contínuo, enfatizou que “a doação ilegal e indiscriminada de aproximadamente 250 lotes realizada pela então prefeita Márcia da Costa Reis Carvalho no ano de 2016 tinha como única finalidade eleger seu sucessor Tércio. Assim, inequívoco que o resultado das eleições no município foi totalmente viciado, isso devido ao abuso de poder político e econômico, captação ilícita de sufrágio e condutas vedadas aos agentes públicos”, reforçou o advogado eleitoral.

Democrata defendeu ainda que novos gestores não podem responder por erros de antigos governadores