Tocantins
Prefeito Amastha fala da emoção de administrar Palmas, que considera uma das cidades planejadas de maior sucesso como núcleo urbano e que tem potencial para virar referência na América Latina
Três novos partidos podem aderir à base do governo Sandoval. O PP do prefeito de Palmas, Carlos Amastha, o PRB do deputado federal César Halum, e o PDT do deputado federal Ângelo Agnolin. Três siglas importantes no processo e que certamente podem ajudar a consolidar o projeto de reeleição do governador, o que pode ser a salvação do siqueirismo.
O governador Sandoval Cardoso (SD) comemora entendimento com líderes destas agremiações, às quais chamou de “partidos do bem”. Segundo ele, as legendas são bem-vindas ao seu governo. Sandoval é diferente de Siqueira, embora faça um governo de continuidade, e isso atrai adesão, mas ele não pode confundir: é o poder que atrai, não o seu governo, que ainda não disse a que veio.
O PP fazia parte da terceira via que acabou antes de começar com a desistência Roberto Pires (foto), que retirou a pré-candidatura ao governo do Estado. O PDT vinha mantendo independência com certa simpatia pelo governo. Agora pode assumir de vez a posição que defendeu, que é estar no governo. O PRB não tem tradição no Tocantins, mas apreendeu que com o governo fica mais fácil.
Não se pode prever quanto tempo vai durar, mas o certo é que o PMDB está comemorando a paz interna. Que finalmente chegou depois de mais de um ano de divergências e brigas internas. O ex-governador Marcelo Miranda e o deputado federal Júnior Coimbra dividiram palanque em encontro do partido em Palmeirópolis, durante lançamento da candidatura do ex-prefeito Enoque Souza a deputado estadual, e iniciaram um processo de entendimento que pode levar à união da legenda. A verdadeira paz interna ainda pode estar distante. Diante da possibilidade de entendimentos, prefeitos do partido (certamente aliados do Palácio Araguaia) dizem que se Marcelo Miranda for candidato vai vencer as eleições, mas não vai poder tomar posse, por isso preferem apoiar o candidato do governo. Marcelistas dizem que bandeira branca estendida por Júnior Coimbra não mudou nada. PMDB continua trabalhando contra o PMDB.
O empresário e pré-candidato ao governo Roberto Pires (PP) jogou a toalha. Anunciou na semana passada por meio de nota a imprensa que não é mais pré-candidato ao governo. O empresário explica que a desistência tem motivação puramente pessoal. Na verdade, Pires desiste porque não conseguiu reunir condições políticas para manter a candidatura. Pelo teor da nota sai da disputa, mas se mantém na oposição.
O empresário Osvaldo Durães já mostrou que tem prestígio no mundo do futebol. Trouxe ao Tocantins craques como Ronaldinho Gaúcho, Viola e Adílio, com quem desfilou nas principais cidades do Estado e viu sua popularidade crescer. Daí imaginar que vai ser eleito deputado estadual com a bandeira do esporte, ainda é apenas uma pretensão, mas pode virar realidade. Precisa mostrar que tem proposta para o esporte e não apenas usar o prestígio de craques aos quais tem acesso para se promover.
Roberto Pires pode até manter o discurso de oposição, mas não vai conseguir segurar o rolo compressor do governo, que avança de forma avassaladora sobre os partidos que até então se identificavam como de oposição. Nos bastidores comenta-se que a desistência do empresário pode ajudar na decisão do PP, que não tendo candidato próprio terá que fazer aliança com governo ou oposição. Entre as duas opções, o governo parece mais atrativo.
O governador Sandoval Cardoso (SD) faz um governo truncado, com adoção de medidas de austeridade como exoneração de servidores que agravam a crise. Uma espécie de continuísmo com alguma tentativa tímida de mudança. O que chama atenção é a velha prática da cooptação de partidos da oposição ávidos por espaço no governo. Se pensa seguir a estratégia de Gaguim, o governador vai ter que acelerar. Fazer um governo igual, ou pior do que Siqueira, será o fim.
O prefeito de Palmas, Carlos Amastha (PP), discorda da tese defendida pelo consultor em marketing Melck Aquino sobre a sucessão estadual, em entrevista ao Jornal Opção. O prefeito diz que a eleição indireta mudou sim o cenário político local e colocou Sandoval Cardoso no centro da disputa como o nome mais competitivo da base do governo. Mas adverte: “Se o governador deseja ir à reeleição terá obrigatoriamente que fazer um bom governo”. E segundo ele, isso começa pelo cumprimento dos compromissos com os prefeitos. Amastha esqueceu de um detalhe: como o governador vai cumprir compromissos de movimentar os municípios com obras se o Estado está falido?
Governador-tampão tem missão quase impossível: recuperar credibilidade do governo e conquistar prestígio capaz de influenciar no resultado das eleições. Uso da máquina já não será tão fácil como na era Siqueira Campos
Procurador da República que atuou em casos polêmicos, como a prisão do senador Jader Barbalho, defende que o combate à corrupção precisa ser prioridade no País
Prefeito anuncia a aplicação de R$ 1,5 bilhão em investimento e afirma que BRT será um sistema que vai funcionar como indutor de desenvolvimento, ajudando a transformar Palmas numa cidade mais justa
Em visita ao Estado, a convite da presidente da CNA e senadora Kátia Abreu, Pelé faz um apelo ao povo brasileiro para que deixe a Copa do Mundo acontecer e afirma que o futebol sempre ajudou o Brasil
[caption id="attachment_4337" align="alignleft" width="258"]
Vice-presidente da Faet, Paulo Carneiro: força no meio rural | Foto: Lourenço Bonifácio[/caption]
O produtor rural e vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Tocantins (Faet), Paulo Carneiro (PSD), está confiante que o segmento do agronegócio vai conquistar uma cadeira na Assembleia Legislativa. Ele é um dos principais nomes da área e garante que está trabalhando para merecer o apoio dos ruralistas, que representam uma força econômica e política considerada no Estado.

