Tocantins
Informações de bastidores dão conta que o deputado Raimundo Moreira (PSDB), que está de licença para tratamento de saúde, estará de volta ao plenário dentro de poucos dias. O deputado foi convocado às pressas para reassumir o mandato, o que na prática significa botar o suplente Carlão da Saneatins (PSDB) no banco. O motivo seria o deslize do líder do governo no caso da CPI do Igeprev, em que questionou o Ministério da Previdência e obteve como resposta uma maior disposição da pasta em revelar os desmandos praticados na gestão dos fundos de aplicação do instituto e que envolve diretamente o ex-secretário de Relações Institucionais Eduardo Siqueira Campos.
O deputado José Augusto Pugliesi (PMDB) avalia que uma candidatura da ex-primeira-dama Dulce Miranda à Câmara Federal tem todas as condições de obter sucesso. Ele avalia que se caso o ex-governador Marcelo Miranda, por alguma razão, não puder ser candidato a governador, a ex-primeira- dama aparece automaticamente com condições de compor a chapa majoritária. Ele lembra que as convenções estão vindo aí, momento que o partido vai ter de escolher a melhor opção para disputar e vencer as eleições.
O governador Sandoval Cardoso (SD) realiza um governo de continuidade da obra do ex-governador Siqueira Campos (PSDB), que fez uma gestão desastrosa, ineficiente e irreconhecível e por isso mesmo teve que deixar o cargo mais cedo para tentar mudar o quadro de desgaste. Sandoval herdou uma gestão com vícios siqueiristas, mas tenta imprimir uma nova marca e busca como inspiração o outro extremo, a gestão do ex-governador Carlos Henrique Gaguim (PMDB), adversário de Siqueira. Entre Gaguim e Siqueira, Sandoval segue tentando imprimir a sua marca, talvez melhor que o siqueirismo, mas ainda bem distante do ritmo acelerado de Gaguim.
O deputado José Augusto Pugliesi (PMDB) declara que não há nenhuma restrição a senadora Kátia Abreu por parte do grupo que ele integra no partido. Para ele a senadora tem todo direito de disputar a reeleição. “Já elegemos ela junto com Marcelo Miranda em 2006 e podemos fazer de novo”, garante o deputado que integra o grupo do deputado Júnior Coimbra que tinha séria restrição à filiação da senadora ao PMDB.
Tocantins vive o caos na saúde com o fechamento de UTI e falta de remédios e insumos básicos em vários hospitais. Enquanto isso, o governo comemora a adesão de novos partidos à sua base
Defensor público alerta que há pessoas morrendo nas filas dos hospitais públicos por falta de atendimento adequado e culpa o governo pelo caos na saúde, que, segundo ele, piorou nos últimos três anos
Deputados alertam que governo pode “fabricar” decreto legislativo sobre rejeição das contas do ex-governador atribuindo improbidade administrativa onde não tem para criar motivo para o TRE negar o registro de sua candidatura
Deputado de oposição diz que a mudança no comando do Palácio Araguaia ficou apenas na aparência. Segundo ele o governador é novo, mas o governo é velho e inoperante como sempre
Marcelo Miranda, Lelis, Sandoval, Ataídes e Paulo Mourão têm todas as condições para serem escolhidos
Amastha explica que escolha está condicionada a decisão do governador Sandoval Cardoso não aceitar os Siqueira na chapa majoritária. Amastha faz restrição aos Siqueira para não ser acusado de aderir ao siqueirismo, e se está disposto a apoiar o candidato do governo não tem como não ser chamado de governista e siqueirista, que é a mesma coisa.
O primeiro vestibular para o curso de medicina do campus da Universidade Federal do Tocantins em Araguaína deverá ser realizado já em janeiro de 2015. A informação foi dada pela senadora Kátia Abreu (PMDB), durante visita à cidade na semana passada. Durante a vista a senadora anunciou a liberação de recursos na ordem de R$ 5 milhões para adequação do Hospital de Doenças Tropicais (HDT) e a contratação de 20 professores e 15 profissionais para o corpo técnico-administrativo da unidade. Deverão ser oferecidas 40 vagas para o curso de medicina naquele campus. A senadora esteve acompanhada do reitor da UFT, Márcio da Silveira, e do prefeito Ronaldo Dimas (PR).
governador Sandoval Cardoso (SD) faz mais uma mudança na equipe de governo. Tira a administradora Vanda Paiva do comando da Secretaria da Saúde e coloca no lugar o odontólogo Luiz Antonio da Silva Ferreira, que exercia o cargo de diretor da TV Assembleia. A troca não deve mudar em nada a gestão da Saúde, uma das áreas mais contestadas neste governo, mas atende ao interesse do governador de formar uma equipe com a sua cara. Luiz Antonio é de Colinas e já exerceu a função de subsecretário das Cidades, quando Sandoval comandava a pasta. Vanda era nome de confiança de Eduardo Siqueira Campos.
O deputado federal e presidente licenciado do PMDB, Júnior Coimbra, já não parece mais tão interessado em tirar o ex-governador Marcelo Miranda da disputa pelo Palácio Araguaia. Coimbra reconhece que é a segunda opção do partido e que só será candidato se Miranda não puder ser. Neese caso, ele garante que será cabo eleitoral do ex-governador. O que fez Coimbra mudar tanto? A mudança no comando do Palácio Araguaia?
Tem cara nova no plenário da Assembleia Legislativa. Trata-se do suplente Elenil da Penha (PMDB), que estreou como deputado na semana passada. Elenil é suplente da oposição, mas chegou ao plenário pelas mãos do governo e assumiu a cadeira do deputado Raimundo Palito, que pediu licença para assumir a Secretaria do Trabalho e Assistência Social (Setas). Elenil é de Araguaína, onde foi vereador por quatro mandatos, em três foi presidente da Câmara. É o terceiro suplente da coligação tendo obtido 10.736 votos.
O deputado José Bonifácio (PR) recuou da decisão de acompanhar o deputado José Augusto Pugliesi (PMDB), que comunicou ao plenário a retirada do seu nome da CPI do Igeprev. Bonifácio vai continuar na CPI, mas sem expectativa de que possa investigar alguma coisa. Ele alerta que a comissão como está composta caminha não para apurar alguma coisa sobre os escandalosos desvios de recursos do Instituto de Previdência do Estado, mas para conceder habeas corpus ao ex-secretário de Relações Institucionais Eduardo Siqueira Campos, o principal responsável pelas aplicações temerárias que deram um prejuízo no instituto na ordem de R$ 500 milhões.


