Tocantins

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“Quanto mais tentam amordaçar Marcelo Miranda, mais ele cresce”

Deputado da situação avalia que Sandoval Cardoso é o melhor nome do governo, mas diz que é preciso saber como sua administração está sendo avaliada pela sociedade

Marcelo Miranda garante direito de ser candidato

Ex-governador derrota siqueirismo incrustado no PMDB e consolida nome na disputa pelo Palácio Araguaia. Conquista é resultado de intervenção da executiva nacional do partido no diretório regional, o que assegura a Marcelo o direito de ser candidato conforme acordo que vinha sendo descumprido

Eles são os nomes mais prováveis

[caption id="attachment_7729" align="alignleft" width="620"]Dulce Miranda e Eduardo Siqueira Campos: eles também podem ser candidatos ao governo. Fotos: Reprodução/Fecebook e Fernando Leite/Jornal Opção Dulce Miranda e Eduardo Siqueira Campos: eles também podem ser candidatos ao governo. Fotos: Reprodução/Fecebook e Fernando Leite/Jornal Opção[/caption] Chegou o momento decisivo, a escolha dos candidatos nas convenções partidárias como manda a legislação eleitoral. Muitos desejam disputar o governo do Estado, poucos poderão. Alguns que discursaram como candidatos imbatíveis já nem estão mais na disputa. Outros que não foram sequer ventilados até aqui podem surgir no cenário com muita força na reta final e virar candidatos com possibilidade de surpreender. Dos mais de 20 nomes que se apresentaram como pré-candidatos ao governo do Estado na pré-campanha restam me­nos da metade e so­mente quatro ou cinco serão ho­mo­logados por seus partidos ou alianças e serão candidatos de verdade. O restante deve disputar outros cargos, inclusive compondo a chapa majoritária das principais forças políticas que disputarão o governo. Só para refrescar a memória esses foram os nomes mais cogitados durante a pré-campanha: Marcelo Miranda (PMDB) Kátia Abreu (PMDB), Dulce Miranda (PMDB), Júnior Coimbra (PMDB), Marcelo Lelis (PV), Eduardo Siqueira Campos (PTB), Siqueira Campos (PSDB), Sandoval Cardoso (SD) Vicentinho Alves (SD), Paulo Mourão (PT), Borges da Silveira (PP), Roberto Pires (PP), Nicolau Esteves (PT), Ataídes Oliveira (Pros), Marco Antonio Costa (PSL), Mário Lúcio Avelar (PPS), Raul Filho (PT), José Augusto Pugliesi (PMDB), Élvio Quirino (PSol), Cleyton Pinheiro (PTdoB), Toninho da Brilho (PMN), Adail Gama (PSDC) e Benedito Faria, Dito do Posto (PMDB). Ainda restam na disputa Marcelo Miranda, Sandoval Cardoso, Marcelo Lelis, Ataídes Oliveira, Paulo Mourão, Mário Lúcio Avelar, Élvio Quirino e Adail Gama. São, indiscutivelmente, os nomes mais prováveis de serem convocados por seus partidos e coligações para disputar as eleições. Eduardo Siqueira e Dulce Miranda de­vem ser incluídos nesta lista de prováveis. Eduardo porque nunca deixou de ser pretenso candidato, embora tenha preferido sair do foco da sucessão em função do desgaste do governo. Dulce Miranda pode ser convocada em caso de im­pedimento do titular, o marido. Até dia 30 vamos saber quem são e o que pensam os candidatos que desejam governar o Tocantins a partir de 2015.

“Há espaço para candidaturas alternativas como a nossa”

Candidato a governador pelo Psol anuncia a implantação de uma gestão profissional com enxugamento da máquina, escentralização administrativa e valorização da meritocracia como metas prioritárias do seu plano de governo

Chapa dos sonhos dos oposicionistas

A chapa dos sonhos de dez entre dez oposicionistas pesquisados tem o ex-governador Marcelo Miranda (PMDB), na cabeça com o deputado Marcelo Lelis na vice e a senadora Kátia Abreu como candidata à reeleição e o ex-prefeito de Porto Nacional Paulo Mourão (PV) como suplente. Agora, com a garantia de que Marcelo e Kátia serão candidatos, as negociações que vinham em marcha lentas devem acelerar.

Halum confirma adesão ao governo

O deputado César Halum (PRB) que estremeceu com o anúncio da pretensão do ex-governador Siqueira Campos de disputar a cadeira do Senado e ameaçou abandonar a aliança governista antes mesmo de aderir, agora parece conformado e plenamente integrado ao governo. Halum, que é pretenso candidato ao Senado, certamente se sentiu traído com o anúncio de Siqueira, mas foi convencido de que esta candidatura pode não vingar.

Amastha mantém silêncio sobre sucessão

O prefeito de Palmas, Carlos Amastha (PP), resolveu fazer silêncio sobre as articulações para eleições e foca a gestão. Amastha, que era um dos prefeitos mais entusiasmados com o governador Sandoval Car­doso, a quem chamou de continuísmo renovado, mudou de opinião quando o ex-governador Siqueira Campos anunciou pretensão de ser candidato ao Senado. O prefeito certamente se deu conta que Sandoval é continuísmo e nada mais.

Luana destina recursos para temporada de praia

[caption id="attachment_7711" align="alignleft" width="620"]Luana Ribeiro: apoio ao turismo.  Foto: Diretoria de Comunicação/Assembleia/TO Luana Ribeiro: apoio ao turismo. Foto: Diretoria de Comunicação/Assembleia/TO[/caption] A deputada Luana Ribeiro faz gestão junto ao governo para liberação de recursos de emendas parlamentares de sua autoria que beneficia municípios que integram a rota do sol, temporada de praia fluvial. A deputada destinou recursos para os municípios de Porto Nacional (Praia do Luzimangues), Pedro Afonso (Praia do Sono), Bernardo Sayão, Tocantínia, Miracema e Palmeirante. “As praias do Tocantins movimentam o turismo e o comércio. Apoio porque acredito que é um importante gerador de empregos, além de ressaltar a autoestima da população”, afirmou a parlamentar, que é turismóloga e acredita que o turismo fomenta a economia dos municípios praianos.

Nilmar desiste de candidatura

A suplente de deputada federal Nilmar Ruiz (PEN) desistiu de disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa. A ex-prefeita de Palmas alega falta de condições políticas e demonstra certa decepção com a atividade. Nilmar anunciou ainda que vai deixar a vida pública, ou seja, vai pendurar as chuteiras.

Queiroz apoia postulação de Avelar

O deputado Manoel Queiroz (PPS) defende a candidatura do procurador da República Mário Lúcio Avelar e nega que o PPS esteja na base do governo. “Quem faz parte do governo é o presidente do partido (deputado Eduardo do Dertins) e não o partido”, garante o deputado que diz que o presidente vai acatar a maioria, que quer o PPS na oposição. Queiroz recomenda a Avelar que articule sua candidatura, de preferência construindo uma coligação forte, se não conseguir pode perder o apoio do partido.

O gigante acordou e está pronto para o ataque

O gigante acordou. É o que se pode concluir da intervenção decretada pela executiva nacional do PMDB no diretório regional. A frase que vem sendo usada como palavra de ordem dos movimentos de rua durante a Copa do Mundo também serve para avaliar a pré-campanha eleitoral no Tocantins. No caso, do PMDB, maior partido do Estado que resolveu abandonar a postura defensiva e partiu para o ataque. Mas a tarefa não será fácil para os marcelistas, que terão que reestruturar um partido esfacelado e desacreditado por um longo período de guerra interna tão sangrenta quanto inócua. Marcelo consegue a sua primeira vitória ao salvar o partido das garras do siqueirismo. Organizar a sigla para vencer as eleições é outra tarefa não menos grandiosa.

Partido precisa recuperar o tempo perdido

Depois da refrega o PMDB tem obrigação de recuperar o tempo perdido. Não será fácil, mas ainda dá tempo. Evitar defecções é a primeira e mais urgente tarefa. Júnior Coimbra não causou toda esta turbulência sozinho. O deputado tem apoios na legenda e não vai desistir tão cedo de derrotar Miranda e Kátia. Por outro lado a militância está ávida por um projeto político consistente de mudança. Agora chegou a hora de o PMDB mostrar a sua força.

Josi diz que prestígio da Kátia salvou o PMDB

A deputada Josi Nunes avalia que a senadora Kátia Abreu salvou o PMDB e a candidatura do ex-governador Marcelo Miranda. A ameaça de deixar a senadora sem legenda para disputar a reeleição mobilizou a executiva nacional do partido a tomar uma decisão definitiva. A deputada lembra que a filiação de Kátia ao PMDB envolveu inclusive a presidente Dilma Rous­seff. Para a deputada foi uma estupidez de Júnior Coimbra medir força com a senadora.

Desvinculação das contas é manobra contra Marcelo Miranda

[caption id="attachment_7009" align="alignleft" width="620"]Ex-governador Marcelo Miranda: impedir sua candidatura é o objetivo  do governo estadual / Foto: Fernando Leite/Jornal Opção Ex-governador Marcelo Miranda: impedir sua candidatura é o objetivo
do governo estadual / Foto: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption] O ex-governador Carlos Henrique Gaguim (PMDB), que assumiu o governo do Estado em setembro de 2009 e permaneceu até dezembro de 2010, teve as suas contas aprovadas pela Assembleia Legislativa referentes ao exercício de 2009, em que dividia com o ex-governador Marcelo Miranda a responsabilidade pela gestão do Estado naquele ano. Gaguim foi beneficiado com aprovação de emenda substitutiva proposta pelo deputado Iderval Silva (SD), que propõe a desvinculação das contas dos dois ex-governadores. A matéria foi aprovada pela Comissão de Constituição Jus­tiça e Redação (CCJ). A decisão mantém a rejeição das contas de Marcelo Miranda e aprovação das contas de Gaguim. A emenda aprovada pela CCJ, apenas com abstenção da deputada Amália San­tana (PT), foi analisada pelos membros da comissão e resultou na anulação da reprovação das contas de Gaguim, referentes a 2009, em virtude da desvinculação. Em seu relatório, Iderval Silva considerou injusta a rejeição que ocasionou a reprovação da gestão do ex-governador Carlos Gaguim, que assumiu somente no se­gundo semestre de 2009, em período inferior a um quadrimestre e que cumpriu a Lei de Responsabilidade Fiscal e todos os índices constitucionais. Iderval também argumentou que o ex-gestor eleito indiretamente pela Assembleia Legislativa, para cumprir decisão do Tribunal Superior Eleitoral, não pode ser responsável pela reprovação do Balanço Geral das Contas, pois não participou da elaboração do projeto de Lei Orçamentária Anual e não estava à frente do Executivo no início do exercício de 2009 para a implantação do Plano de Governo e das despesas do Orçamento. Durante a votação da CCJ sobre o Decreto Legislativo de rejeição das contas, também foram analisadas as emendas dos deputados Eli Borges (Pros) e José Bonifácio (PR). Eles solicitaram, em seus pareceres, a anulação da votação devido a problemas no painel eletrônico do Parlamento e por falta de defesa dos ex-gestores, respectivamente. As emendas foram rejeitadas e obtiveram em ambas a abstenção da deputada Amália Santana e o voto favorável do deputado Sargento Aragão (Pros). O resultado da votação será encaminhado à mesa diretora para homologação. A desvinculação das contas dos ex-governadores que isentou Gaguim de qualquer responsabilidade pelas contas de 2009 e manteve a rejeição das contas de Marcelo Miranda não é nenhuma novidade. Como adiantou o Jornal Opção, o governo faz de tudo para impedir Marcelo Miranda de disputar a eleição. A rejeição das contas pela Assembleia Legislativa, com parecer favorável dos técnicos do Tribunal de Contas do Estado, teve caráter político e visa criar motivação para o Tribunal Regional Eleitoral negar legalmente o registro de candidatura ao ex-governador, que lidera as pesquisas de intenção de voto para o governo. A medida apenas confirma a intenção do governo de tentar tirar o peemedebista da disputa.

Ataídes aponta grave crise e diz que governo é o culpado

[caption id="attachment_7014" align="alignleft" width="160"]Senador Ataídes Oliveira: reclamação na tribuna / Foto: Pedro Dias/Agência Senado Senador Ataídes Oliveira: reclamação na tribuna / Foto: Pedro Dias/Agência Senado[/caption] O senador Ataídes Oli­veira (Pros) em pronunciamento na tribuna do Senado chamou a atenção para a crise de gestão que vive o Tocan­tins. Segundo o senador a situação do Estado é grave em todas as áreas, especialmente na segurança pública e na saúde. O senador acusa o governo pelas dificuldades que vive o Estado e aponta a falta de investimento como uma falha grave da gestão. “Lamentavelmente, as coisas não são muito boas, o Es­tado é um gigante adormecido”, declarou o parlamentar fazendo referência ao enorme potencial inexplorado do Tocantins em contraste com uma crise grave de gestão.