Tocantins
Pela primeira vez depois da criação do Tocantins o ex-governador Siqueira Campos (PSDB) não participa diretamente de uma eleição quer como candidato ou como cabo eleitoral de peso. Talvez este fato esteja afetando o humor do velho líder, que segundo observadores já não cumprimenta mais populares nos poucos eventos públicos em que comparece.
Dados do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) revelam que as eleições no Tocantins terão 341 candidatos, sendo 5 candidatos a governador do Estado, 5 a vice, 5 a senador, 52 a deputado federal e 274 a deputado estadual. Ao todo 30 partidos estão envolvidos na disputa, que tem previsão de gasto de R$ 100 milhões.
O defensor público e ex-vereador de Gurupi Kita Maciel (PMDB) revela que uma das principais propostas de campanha será aprovação da eleição direta para diretores de escola. Ele conta que conseguiu implantar projeto neste sentido em Gurupi e que representou um grande avanço para educação do município. Kita Maciel que tem o apoio declarado da deputada Josi Nunes (PMDB) e integra a lista dos prováveis novos deputados.
As chapas majoritária e proporcional do Partido Comunista Brasileiro (PCB) são formada por seis pessoas. Além do candidato a governador, Carlos Pontengi, da vice Ivanilde Gomes Ferreira e da candidata ao Senado, Maria da Conceição Silva, o partido conta com mais um candidato a deputado federal e dois a deputado estadual. Como se dizia antigamente, a militância do Partidão cabe num fusca.
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Senadora Kátia Abreu derrubou artimanha do velho siqueirismo / Foto: Luiz Alves/Agência Senado[/caption]
Analistas políticos dizem que o PMDB do Tocantins já tinha sido cooptado pelo governo e fazia parte da estratégia do ex-governador Siqueira Campos para fazer o seu filho sucessor. Observam que o plano começou a falhar quando a senadora Kátia Abreu abandonou o governo e se filiou ao partido com o aval da presidente Dilma Rousseff. O plano era simples: eliminar a candidatura do ex-governador Marcelo Miranda no nascedouro, no âmbito interno do partido e atribuir isso as divergências internas da legenda. Agora é possível entender porque o deputado Júnior Coimbra ficou tão furioso com a filiação da senadora. É curioso observar que enquanto o passe da líder ruralista era disputado por outros partidos, o presidente do PMDB do Tocantins a recusava.
Candidato a governador anuncia que fará campanha propositiva, buscando fazer a população avançar para fugir da polarização entre governo e oposição, que segundo ele ainda pode dominar esta eleição, mas não será por falta de alternativa
Candidato a governador revela que os comunistas não estão preocupados com eleição, mas em aproveitar o pleito para divulgar a legenda, que busca a organização da sociedade para a construção do poder popular
Peemedebista tem a preferência disparada nas pesquisas de intenção de votos realizadas até agora
Eleitor tocantinense vai poder escolher entre Marcelo Miranda, Sandoval Cardoso, Ataídes Oliveira, Élvio Quirino e Carlos Potengi. Esses são os nomes que concorrem às eleições como candidatos a governador, conforme as convenções partidárias
Eles são os nomes mais cotados para a Câmara Federal. Para chegar lá terão que liderar a votação em suas coligações e ainda derrubar os atuais ocupantes das vagas, que normalmente saem à frente na disputa
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Reeleição da senadora ruralista vai contar com apoio do PT do Tocantins | Pablo Valadares/Agência Senado[/caption]
Finalmente os petistas do Tocantins se curvam à competência política da senadora Kátia Abreu (PMDB), reconhecem a contribuição da líder ruralista ao governo Dilma e decidem abraçar a sua candidatura à reeleição, sem constrangimento nem ressentimentos do passado.
Dos mais de 20 nomes que participaram da pré-campanha, apenas cinco ficaram na disputa pelo Palácio Araguaia. Analistas preveem que será uma das eleições mais disputadas do Estado, que pode ser decidida no segundo turno. A terceira via está presente e ao que tudo indica desta vez não tem “laranja” concorrendo, pelo menos é o que se conclui pelo perfil dos candidatos.
O deputado José Bonifácio (PR) não tem pressa de decidir quem ele pretende apoiar nestas eleições. Tem respeito e admiração pelo ex-governador Marcelo Miranda (PMDB) e a senadora Kátia Abreu (PMDB), mas não tem nenhuma resistência ao governador Sandoval Cardoso (SD). Diz que vai consultar as bases para tomar a decisão.
Informações de bastidores dão conta de uma verdadeira guerra na base governista com a rebeldia de candidatos que se sentiram prejudicados com o chapão que privilegia os candidatos com mandato. A estratégia política de Eduardo Siqueira sempre causa mais danos que resultados. Assim foi na campanha, foi no governo e agora está sendo na sucessão. Eduardo além de não inspirar confiança, não agrega e tem telhado de vidro. Pela posição que ocupou na campanha do pai, de tesoureiro e de homem forte do governo, seu nome termina de uma forma ou de outra, ligado ao desgaste do governo.
O presidente nacional do PMDB, senador Valdir Raupp, acha que o partido pode eleger de 10 a 12 governadores — atualmente o partido tem 7 e concorre com candidato próprio em 19 Estados. Segundo ele Marcelo Miranda é mais bem posicionado nas pesquisas de intenção de voto no país.

