“O PSol tem compromisso com a mudança que o povo quer”

Candidato a governador anuncia que fará campanha propositiva, buscando fazer a população avançar para fugir da polarização entre governo e oposição, que segundo ele ainda pode dominar esta eleição, mas não será por falta de alternativa

Ruy Bucar

Joaquim Rocha, candidato do PSol ao governo: “Vamos convocar a população” / Foto: Divulgação

Joaquim Rocha, candidato do PSol ao governo: “Vamos convocar a população” / Foto: Divulgação

O candidato a governador pelo PSol, o médico Joaquim Rocha reconhece que a eleição no Tocantins está polarizada entre o candidato do governo, Sandoval Cardoso, e o principal líder da oposição, o ex-governador Marcelo Miranda (PMDB). Mas Joaquim acredita que existe espaço para uma candidatura alternativa como a do PSol. “Pelo sentimento de mudança que o povo quer eu acho que o PSol hoje detém todos esses parâmetros no qual o eleitor pensa em votar no dia 5 de outubro”, comenta o candidato, que promete fazer uma campanha propositiva.

Joaquim Rocha reclama que o maior desafio do novo governador do Tocantins é combater a corrupção que se espalhou de forma generalizada pelos órgãos públicos. “Nós temos que realmente mudar e punir aquelas pessoas que estão utilizando do poder para enriquecer de forma ilícita”, afirma o candidato, dizendo que sua história de luta em Palmas e seu passado limpo são a melhor apresentação da sua propositura.

Joaquim Rocha é médico, tocantinense nascido na região que hoje integra o município de Palmas. Já foi vereador na capital e candidato a governador. Afirma que está preparado para a missão de governar o Estado e fazer uma gestão moderna e inovadora.

Por que o sr. substituiu o professor Elvio Quirino como candidato, já que ele foi escolhido em convenção pelo PSol?
Foi feita uma pesquisa interna e se observou durante uma questão de perfil. Ao analisar o perfil do professor Élvio Quirino se observou que ele tinha um pouco mais a indumentária do Legislativo, e que o meu estava mais voltado ao Executivo. Então por isso, ainda em tempo, sentamos e decidimos essa troca no cargo, e assim foi feito.

O que muda no plano de governo e no planejamento da campanha que tinha um intelectual como candidato?
Não vamos mudar muita coisa na proposta de continuar numa linha propositiva. A diferença é que nós temos um perfil diferente e pelo fato de não aceitarmos o que os governantes fizeram e deixaram de fazer. De vez em quando é preciso lembrar as pessoas, que têm memória curta, que alguns meninos saíram daqui meio pobres, tímidos e hoje estão voltando de uma incursão sendo donos de restaurantes internacionais, uma coisa que não dá para entender. Eu sou um profissional liberal e sempre trabalhei muito para poder conseguir as coisas, vejo a dificuldade. Na política, infelizmente, há pessoas que acham que as coisas têm que ser dessa forma porque estão no poder e podem fazer o que quiserem. Essa mentalidade de que se está lá tem que roubar tem que começar a mudar. O eleitor tem que policiar mais, mostrar que a escolha é dele, ele que diz quem vai governar ou não. Nesse momento estamos numa situação privilegiada e pelo sentimento de mudança que o povo quer o PSol detém todos esses parâmetros no qual o eleitor pensa em votar no dia 5 de outubro. O perfil é mais voltado, já estivemos no poder, com mandato e ali pudemos ver que propostas são frequentes, que esquemas realmente existem, mas não os acatamos. Politicamente não temos nada que possam dizer contra a gente, algum tipo de suborno ou outra transgressão. Precisamos deixar um legado, um legado político. Não tem outra forma de deixar um bom nome. Por isso estamos nos propondo a isso. Sou médico, nascido em Palmas, na redondeza, na verdade sou um pouco mais velho que a capital, nasci nos arredores de Palmas, a 20 quilômetros do Palácio Araguai, então em função disso em amo esse Estado, não menos do que os outros, mas tenho esse carinho especial pela nossa capital e pelo Estado. Não quero ver ele nas mãos de pessoas que disfarçam de todas as formas para obter o poder e quando chegam lá criam uma sangria violenta, um apetite voraz com relação ao erário. Temos que mudar e punir as pessoas que utilizam o poder para enriquecer de forma ilícita.

Como o sr. avalia o cenário político do Estado e qual chance do PSol neste contexto?
Não entro numa campanha pensando que estamos derrotados, mas temos também que ter um senso crítico em relação as candidaturas postas. Há uma polarização no Estado entre o candidato do governo e o ex-governador Marcelo Miranda. O funcionalismo público muito grato a Marcelo e acima de tudo um mandato pífio feito pelo ex-governador Siqueira Campos, o que melhorou muito a imagem de Marcelo Miranda. A população não quere ninguém vinculado ao governo Siqueira, mas infelizmente criou-se apenas essa concepção de que o ex-governador é melhor. Durante essa campanha vamos tentar mostrar que ao invés de estarmos olhando para trás é melhor avançarmos, vamos colocar novas alternativas, novas opções. Com isso o Tocantins pode ser bem melhor. Não estamos querendo fazer política para de forma ilícita enriquecer, queremos fazer um trabalho para deixar o nome na história. Estamos com uma equipe bem montada do PSol, precisamos de mais pessoas que tenham competência, que também acreditam e apostam nessa mudança e queiram compartilhar com a gente. É com essas pessoas que nós queremos buscar a mudança e transformar o Tocantins no Estado que sempre sonhamos, com a qualidade de vida que buscamos sempre.

O sr. assumiu posição de candidato já no meio do processo. Como está se sentindo, que avaliação faz desses primeiros dias de campanha?
A campanha para o Senado estava mui­­to mais atrativa. Os candidatos concorrentes vêm de desgastes muitos grandes, não havia polarização, não há essa questão de polarização, há apenas desgaste. Vejo uma candidatura com maior possibilidade, mas a questão do Estado nos dá uma perspectiva maior de poder ajudar a nossa população, o nosso povo, e tem como fazer as nossas propostas de forma mais clara. Como senador ficaria preso a algumas propostas que estariam no papel, mas como candidato ao governo vamos ter debates. Para decorar alguma coisa e ir para a televisão falar é fácil, nós temos que ver é no debate, olho a olho, cara a cara, perguntando ali, frente a frente é que vamos poder ver realmente o que os políticos pretendem e se estão sendo honestos primeiramente com eles e depois, em segundo lugar, com a população.

O sr. tem dois minutos de tempo de televisão, praticamente sem dinheiro, partido pequeno que terminou ficando sozinho. Como vai ser o desafio?
Dois minutos é tempo demais. Eneas com os 10 segundos dele conseguiu passar a mensagem e foi muito bem votado. Dois minutos dá esclarecer a população que precisamos neste Estado de alternativa de poder, mudança, mas não mudança de coleira, sair de um pescoço e ir pra o outro. O outro candidato é quem sempre financiou as campanhas está junto nas questões políticas o tempo todo, então não vemos ali um diferencial, não vemos ali nos nossos concorrentes alguém que venham se embuir realmente dessa mudança que o povo tanto quer. O partido é pequeno, pobre, mas é aí que queremos fazer o diferencial, convocar a população, trazê-la para a nossa campanha, fazer com que ela acredite que essa mudança é verdadeira e que nós podemos realmente administrar o Estado, com aquelas pessoas que acreditem e querem vir pra podermos criar uma equipe qualitativa para podermos dar a este Estado o diferencial que ele precisa. Queremos que a população entenda que o PSol vem com a real mudança para o Tocantins.

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