Um deles será o governador

Eleitor tocantinense vai poder escolher entre Marcelo Miranda, Sandoval Cardoso, Ataídes Oliveira, Élvio Quirino e Carlos Potengi. Esses são os nomes que concorrem às eleições como candidatos a governador, conforme as convenções partidárias

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Ruy Bucar

O ex-governador Marcelo Miranda (PMDB, PV, PT e PSD), o governador San­do­val Car­do­so (SD, PSDB, PTB, PDT, PPS, PSB, PP, PR, PTdoB, PCdoB, PSC entre outros), o senador Ataídes Oliveira (Pros, PPL, PTN, PMN e PSDC), o professor Élvio Quirino (PSOL) ou o bancário Carlos Potengi (PCB), um deles será o próximo governador do Estado e comandará o Palácio Araguaia do dia 1º de janeiro de 2015 a 31 de dezembro de 2018.

Depois de muita negociação, cooptações, composições e desistências como acontece em todas as eleições, esse é o quadro que se apresenta no cenário eleitoral do Estado: 5 candidatos a governador, 5 candidatos ao Senado, cerca de 40 candidatos a deputado federal e quase 200 candidatos a deputado estadual, envolvendo 29 partidos com registro junto ao Tribu­nal Regional Eleitoral (TRE).

Muita coisa ainda pode mudar até o prazo final do registro das candidaturas, incluindo os prazos para defesa e a substituição de nomes que for necessário. Mas pouco deve alterar a conformação dos grupos que aponta para a formação de três grandes frentes políticas. Uma li-derada pelo governo que tem à frente o governador Sandoval Cardoso apoiado por nada menos de 18 partidos — segundo Eduardo Siqueira Campos, a maior coligação já registrada no Tocantins. A outra liderada pelo PMDB, de oposição, que tem à frente o ex-governador Marcelo Miranda e apoio de quatro partidos. A terceira, liderada pelo Pros, também de oposição, que tem à frente o senador Ataídes Oliveira. Um grupo novo formado por quadros de vários outros partidos e que pode ser chamado de terceira via.

Dos mais de 20 nomes que se apresentaram na pré-campanha, apenas cinco conseguiram passar na peneira das convenções e estão colocados agora como candidatos, ainda sujeitos ao crivo final da Justiça Eleitoral.

Ficaram pelo meio do caminho nomes de peso como ex-governador Siqueira Campos (PSDB), que desistiu de concorrer à reeleição e até renunciou, numa decisão polêmica e rumorosa que ainda dá o que falar até hoje. Siqueira teria renunciado supostamente para permitir que o filho Eduardo Siqueira pudesse ser candidato a governador. A candidatura de Eduardo também ficou pelo meio do caminho, possivelmente atingida pelo desgaste do governo e pelos escândalos de desvio de recursos, como é o caso do Ige­prev, que respinga no ex-secretário de Relações Institucionais.

Outro pré-candidato forte que também se perdeu pelo caminho foi o ex-prefeito de Porto Nacional Paulo Mourão (PT), que vinha lutando bravamente para a união das oposições, que ele considera indispensável para vencer as eleições. No final do processo de definição ele esteve ausente. Não se sabe se recusou a participar por discordar de algum encaminhamento ou se foi esquecido. Mourão é um líder carismático que se não participar da campanha vai fazer falta.

Mas a maior frustração ficou por conta da pré-candidatura do procurador da República Mário Lúcio Avelar, atropelada pelo Palácio Araguaia. O pré-candidato escolheu um partido da base do governo, o PPS, para tentar ser candidato. Como a decisão foi da executiva nacional o diretório regional fingiu que a acataria, mas mandou o procurador buscar apoio para formar uma aliança forte. Na última hora o partido ficou no lugar que sempre esteve, ou seja, na base do governo e deixou Avelar sem legenda. Avelar reclamou da falta de cumprimento da palavra da direção nacional, deputado Roberto Freire, mas já não podia fazer mais nada. Deve voltar para Brasília e retomar a sua função no Ministério Público Federal. O que era para ser um fenômeno eleitoral virou uma frustração, uma decepção que vai marcar este pleito.

Na opinião dos analistas políticos que acompanham o processo eleitoral, esta será uma das eleições mais disputadas da história do Estado e também uma das mais caras. A previsão de gastos é que pode ultrapassar os R$ 100 milhões. Só o governo pretende torrar algo em torno de R$ 50 milhões, sendo R$ 38 milhões só com o palanque eletrônico. Para se ter uma ideia o marqueteiro Duda Mendonça, contratado pelo governo, não virá ao Tocantins por menos de R$ 12 milhões.

Em matéria de marketing político o Tocantins poderá repetir a disputa entre marqueteiros brasileiros que fizeram história na campanha presidencial na Colômbia. Marcus Vinicius Queiroz, que já está no Tocantins acompanhando o ex-governador Marcelo Miranda, levou a melhor no confronto com Duda Mendonça. Seu candidato, o presidente Juan Manoel Santos, foi reeleito, derrotando o candidato de oposição Óscar Zuluaga que havia vencido o primeiro turno. Zuluaga foi assistido por Duda Mendonça.

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