Bastidores
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Governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB) | Foto: Divulgação[/caption]
O governador Marconi Perillo vai fazer uma reforma administrativa de médio porte. Nem vacas sagradas, como Raquel Teixeira (não melhorou o Ideb e não implantou as OSs na educação), serão poupadas. Há duas vagas importantes: a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e a Secretaria da Fazenda (para a qual pode ser convocado um economista nacional). Ana Carla deu um ultimato: sai em dezembro, porém, como sua missão está cumprida, pode sair até antes. O tucano-chefe planeja contemplar as forças eleitorais que atuaram como suas aliadas na eleição deste ano e vai pensar, além do aspecto técnico, na correlação de forças para a disputa de 2018.
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Reprodução[/caption]
Políticos propositivos, os candidatos a prefeito de Goiânia pelo PT, Adriana Accorsi, e pelo PSD, Francisco Júnior, vão terçar forças, nos próximos oito dias, pela terceira posição — atrás de Vanderlan Cardoso, do PSB, e de Iris Rezende, do PMDB, os dois postulantes que deverão ir para o segundo turno.
Aliados de Adriana Accorsi apostam que, consolidada no terceiro lugar, se consagrará para a disputa de mandato de deputada federal ou à reeleição para deputada estadual. Francisco Júnior, que pretende chegar ao quarto lugar e, depois, tomar o terceiro lugar da petista, trabalha para se cacifar para um mandato de deputado federal ou estadual em 2018.
Trata-se de uma disputa entre postulantes consistentes e que certamente terão futuro na política de Goiás.
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Foto: Wagnas Cabral[/caption]
O prefeito de Goiânia, Paulo Garcia (PT) — cujos problemas administrativos decorrem da gestão anterior, de Iris Rezende —, pretende partir para cima do candidato peemedebista. Ele promete abrir sua caixa preta (teria deixado uma dívida de quase 1 bilhão de reais). O petista conversou com o governador Marconi Perillo. Os dois vão traçar uma estratégia para o segundo turno. Paulo Garcia nunca teve medo de Iris Rezende, mas, por lealdade, nunca revelou o basfond da gestão irista.
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Reprodução[/caption]
Do deputado estadual Jean Carlo, presidente do PHS estadual: “Anote e me cobre depois: o prefeito de Itaberaí, Roberto Silva (foto), do PP, vai ser reeleito com extrema facilidade. Não subestimo mas também não superestimo adversários”. O parlamentar aposta que Silva terá de 65% a 70% dos votos. “Na reta final, o voto útil está migrando para Roberto.”
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Foto: divulgação[/caption]
O PSDB de Goiás, com o aval do governador Marconi Perillo, vai apostar em novas candidaturas para deputado federal em 2018. Entre os nomes novos está o do empresário Zé Garrote (que pode optar por lançar Jean Carlos, do PHS, para deputado federal), um dos maiores produtores de frango do país. O tucano-chefe planeja preparar outros candidatos de perfil qualitativo parecido. O que se diz é que, na próxima eleição, a disputa será acirrada e nem as vacas sagradas terão vaga garantida.
Dica de um político experimentado, de cabeça fria e que não milita em Pirenópolis: “A briga no município, que impede que a base banque apenas um candidato, pode acabar contribuindo para eleger João do Léo, do DEM, para prefeito. Será que o tucano-marconismo vai contribuir para a vitória de um candidato bancado por Ronaldo Caiado e que, em 2018, vai ajudá-lo com palanque e financeiramente, se eleito?”
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Foto: André Costa[/caption]
Comenta-se que o presidente regional do PMDB, deputado federal Daniel Vilela, não participa da campanha de Iris Rezende, concentrando-se no interior, porque não estaria preocupado com as lutas políticas de Goiânia. “Não procede”, garante o vice-prefeito da capital, Agenor Mariano.
“Daniel tem ajudado na campanha de Iris, colocando o diretório estadual à sua disposição. Porém, como dirigente máximo do partido, precisa prestar assistência aos nossos mais de 100 candidatos a prefeito no interior. De uma coisa não se pode acusá-lo: de deslealdade”, afirma Agenor Mariano.
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Foto: Jornal Opção[/caption]
Não há a menor de que em Aparecida de Goiânia há dois fenômenos. Primeiro, o prefeito Maguito Vilela, do PMDB, que é uma espécie de deus laico para os aparecidenses. Segundo, o candidato a prefeito pelo PMDB, o vereador Gustavo Mendanha.
Gustavo Mendanha começou muito em embaixo, mas, aos poucos, foi subindo e, de repente, disparou. Parece que, a partir de determinado momento, os eleitores conseguiram identificá-lo integralmente com Maguito Vilela. Quanto mais a identificação é ressaltada, mais o peemedebista cresce.
No momento, é certo que Gustavo Mendanha irá para o segundo turno. Portanto, a discussão é outra. Quem vai enfrentá-lo? Primeiro, Marlúcio Pereira, do PSB, ou Alcides Ribeiro, do PSDB. Segundo, haverá mesmo segundo turno?
A questão é: se mantiver o crescimento acelerado, Gustavo Mendanha tem chance de, em oito dias, liquidar a fatura no primeiro turno. As pesquisas de intenção de voto mostram que o peemedebista cresce a partir dos votos dos indecisos, mas também retirando votos de seus adversários, o que prova que estes são extremamente vulnerários, porque seus eleitorados são voláteis, quer dizer, podem trocar de candidato, e estão trocando.
Capitão Wayne, Marcelo Augusto e Vanderlan Renovato são as três grandes apostas do PHS para vereador em Goiânia. Os três políticos do PHS são experientes e conhecem o eleitorado de Goiânia como poucos. O partido aposta que fará pelo menos três vereadores. Todos estão empenhados na eleição de Vanderlan Cardoso para prefeito de Goiânia.
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Fabiano da Saneago[/caption]
Não procede a história de que o prefeito de Nerópolis, Fabiano ex-Saneago, do PSDB do DEM, vai renunciar à candidatura à reeleição. Ele se mantém na disputa.
Fabiano ex-Saneago, o mais caiadista dos tucanos de Goiás, não é o favorito. Dada sua administração apontada como desastrosa, o favorito é o ex-prefeito Gil Tavares, do PRB, que conta com um vice, o dr. Luiz Alberto, considerado de “alto nível”.
O deputado José Nelto, do PMDB, e o senador Ronaldo Caiado, do DEM, além do marqueteiro Jorcelino Braga, são os principais orientadores da campanha de Fabiano ex-Saneago — cujo vice, Wendell Araújo, é do PMDB.
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Eronildo Valadares[/caption]
Tucanos de Porangatu afirmam que o prefeito Eronildo Valadares, do PMDB, estaria pressionando funcionários da ativa e aposentados — exigindo que votem nele.
Aliados de Eronildo Valadares admitem que o prefeito está em segundo lugar nas pesquisas, atrás do tucano Pedro Fernandes, mas asseguram que, com muito trabalho, pode superá-lo.
Pedro Fernandes faz uma campanha modesta, contra os milhões de Eronildo Valadares (dono de um patrimônio, declarado, de 24 milhões de reais), mas lidera as pesquisas sérias e, até, as não sérias.
Mas quem conversa com o candidato do PMDB fica com a impressão de que será eleito. Ou Eronildo Valadares sabe alguma que se pode chamar do pulo do gato ou se tornou um autêntico nefelibata.
Bancado por Antônio Gomide, um verdadeiro general eleitoral, o prefeito de Anápolis, João Gomes, do PT, permanece em primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto. Mas aliados de Roberto do Orion garantem que o petebista, “que deve ir para o segundo turno”, pode ser “a maior surpresa eleitoral do município”. Carlos Antônio, o postulante do PSDB, aposta que será o rival de João Gomes. Motivo: sua aliança política seria consistente. Ressalte-se que Anápolis tem o hábito de testar o novo. O candidato do PSDC, o ex-prefeito Ernani de Paula, frisa que o eleitor de Anápolis só se define integralmente 72 horas antes da eleição.
Candidato a vereador pelo PMDB em Goiânia, Ormando Pires discorda de parte de reportagem de capa do Jornal Opção publicada na semana passada, “Golden boys de Iris Rezende são responsáveis por equívocos da gestão de Paulo Garcia”. “Não fui indicado pelo PMDB, por Iris Rezende ou pelo vice-prefeito Agenor Mariano para dirigir a Comurg. Na verdade, minha indicação foi puramente técnica. Sou funcionário da Comurg, há 29 anos, e o professor Osmar Magalhães, do PT, me ligou e perguntou se eu queria assumir. Além disso, eu era filiado ao PT, não ao PMDB”, afirma Ormando Pires. “O vice-prefeito Agenor Mariano é meu parente, mas ele sugeriu que eu não assumisse o cargo, dado o desgaste da gestão do prefeito Paulo Garcia”, diz Ormando Pires.
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Foto: Divulgação[/caption]
O deputado federal Sandes Júnior (PP) e o presidente do PSD em Goiás, Vilmar Rocha, em ocasiões diferentes, disseram praticamente o mesmo: “Em Rio Verde, o eleitor vai optar pela renovação e, também, pelo político que tem mais experiência. Deputado federal no segundo mandato, Heuler Cruvinel tem excelente tráfego político em Brasília, tem o apoio do governador Marconi Perillo em Goiás e quase toda a bancada de deputados federais o avaliza”.
No dia 2 de outubro, à noite, Sandes Júnior e Vilmar Rocha dizem que estarão comemorando a vitória de Heuler Cruvinel. E o Paulo, do PMDB? “Vai para o Vale”, brinca Vilmar Rocha.
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Vinicius Luz e Victor Priori:[/caption]
Candidato a prefeito de Jataí pelo PSDB, Vinicius Luz, diz que, ao dizer que a Perdigão iria ser reaberta no município, sendo desmentido de maneira peremptória pela direção da empresa, o candidato do DEM, Victor Priori, “deu um tiro no pé”.
“O que se espera de um político que vai governar os destinos de milhares de pessoas? Que seja competente, criativo e não minta para as pessoas. Victor Priori não levou a sério a população de Jataí. A revolta é geral na cidade”, afirma Vinicius Luz.
Aliados de Victor Priori afirma que o recém-democrata continua na liderança nas pesquisas de intenção de voto. Mas o fato é que a aliança democrata-peemedebista teme mesmo uma virada eleitoral em Jataí. “Vou ganhar a eleição”, sustenta Vinicius Luz.


