Bastidores
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Mauro Miranda e Iris Rezende | Foto: Leandro Vieira[/caption]
Um dos políticos mais articulados do PMDB, o ex-senador Mauro Miranda diz que percebe o crescimento do candidato do PSB, Vanderlan Cardoso, nas pesquisas de intenção de voto com tranquilidade. “Com o apoio da máquina do governo do Estado, com uma estrutura mais ampla, é natural que cresça, mas certamente terá um teto. O fato é que Iris Rezende lidera e tem chance de ser eleito prefeito de Goiânia, no primeiro ou no segundo turno. Trata-se de um grande administrador, e isto ninguém pode negar.”
Mauro Miranda frisa que “Iris Rezende está tranquilo” e que não vai mudar a campanha devido ao crescimento de Vanderlan Cardoso. “Mas é claro que vamos intensificar a campanha, na reta final. Nós estamos fazendo uma campanha espartana, sem grandes recursos financeiros. O objetivo de Iris Rezende é mostrar ao eleitor goianiense que, com sua expertise, tem condições de reorganizar a prefeitura. Trata-se de um administrador e um político que tem autoridade para dar um novo norte à prefeitura.”
A campanha de Iris Rezende também vai ser mais intensificada na internet. “Estaremos com uma presença mais ostensiva nos bairros, com Iris ou com nossos candidatos a vereador. E não vamos aceitar bullying dos opositores. Nossos programas na televisão serão cada vez mais afirmativos e informativos. Vamos fazer a grande política.”
Ana Carla Abrão deixa a Secretaria da Fazenda em dezembro. O governador estuda três possibilidades: a indicação de um auxiliar da secretaria (o chefe do Tesouro), a indicação de um deputado federal (Giuseppe Vecci ou Thiago Peixoto) ou a indicação de um especialista em finanças de outro Estado (do mercado). O nome do presidente da Celg D, Fernando Navarrete, tem sido mencionado. Simão Cirineu e José Carlos Siqueira também têm sido citados.
De um integrante do PSD: “Cristóvão Tormin [prefeito de Luziânia] é tão desastrado que nem precisa de adversários para atrapalhá-lo”. Cristóvão Tormin, dono de uma rejeição ímpar — tanto que os adversários o denominam de “Cristóvão Rejeição Tormin” —, não conseguiu nem mesmo registrar sua candidatura à reeleição.
Sentindo-se “agredido” pelo radialista Jorge Kajuru, candidato a vereador em Goiânia pelo PRP, o candidato a prefeito de Aparecida de Goiânia pelo PSDB, o professor Alcides Rodrigues, decidiu processá-lo.
Alcides Ribeiro processa Jorge Kajuru por danos morais e cobra indenização e também o processa na Justiça Eleitoral.
Os programas políticos na televisão são modernos e um modo democrático de os candidatos a prefeito e a vereador se apresentar aos eleitores. Pois, em Aparecida de Goiânia, os candidatos a prefeito Marlúcio Pereira, do PSB, e Alcides Ribeiro, do PSDB, recorreram à Justiça para impedi-los. A Justiça, considerando a solicitação absurda, liberou os programas. Porque Marlúcio Pereira e Alcides Ribeiro querem evitar os programas de televisão? Nos bastidores, mas só lá, alguns de seus aliados afirmam que o programa de Gustavo Mendanha (PMDB) é tão bem feito que pode levá-lo a ser eleito já no primeiro turno. Nada mais vergonhoso. Os políticos de Aparecida subestimam a inteligência dos eleitores.
O presidente da Associação Comercial e Industrial de Aparecida de Goiânia (Aciag), Osvaldo Zili, sugere aos aliados que votem em Maione Padeiro, do Partido Verde, para vereador, no município.
Em Aparecida de Goiânia, pelo menos, o PHS é considerado um partido de aluguel. Seus candidatos a vereador querem trocar Gustavo Mendanha (PMDB) pelo Professor Alcides Ribeiro (PSDB). Um humanista, indignado, lamenta: “O vil metal dobra qualquer ideologia”.
O presidente do PHS em Goiânia, o ex-vereador Marcelo Augusto, afirma que, como presidente nacional do partido, Eduardo Machado tem de dar assistência aos candidatos do partido em todo o país. “Mas em nenhum momento se pode dizer que Eduardo Machado não participa da campanha de Vanderlan Cardoso. Posso atestar que o presidente foi o principal responsável pelo PHS ter se tornado o primeiro partido a apoiar o candidato do PSB a prefeito de Goiânia”, afirma Marcelo Augusto.
Candidato a prefeito de Anápolis pelo PSDC, Ernani de Paula denuncia o que chama de “deslize ético" na campanha de João Gomes, candidato a prefeito pelo PT”. “A família do marqueteiro Jorcelino Braga é dona da Kanal Vídeo e da Full Comunicação. A Full está no nome dos filhos de Braga e ele é sócio dos filhos na Kanal Vídeo. Ocorre que a Full faturou 12 milhões na Prefeitura de Goiânia e agora a Kanal Vídeo faz o marketing da campanha de João Gomes. É legal? É legítimo? É o que pergunto ao Ministério Público Eleitoral”, assinala Ernani de Paula.
O ex-senador Gim Argello, ao ser denunciado pelo ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, teria confidenciado que pode fazer delação premiada. Dono de um patrimônio de mais de 1 bilhão de reais, o petebista estaria disposto a confessar sua culpa e, até mesmo, devolver dinheiro ao Erário. Ao saber que Gim Argello pode fazer delação premiada, um prefeito do Entorno de Brasília, que teria negócios imobiliários na Flórida, Estados Unidos, com o ex-senador, teria cogitado fugir do Brasil. Mas, informado do “alerta vermelho” da Interpol, decidiu continuar no país.
O governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB), apresenta-se, publicamente, como um homem moderno. Porém, nos bastidores, comporta-se como um autêntico coronel. Por desavenças políticas e pessoais, está demitindo praticamente todos os aliados do vice-governador Renato Santana da Silva.
Uma coisa é certa: Rogério Rosso não será presidente da Câmara dos Deputados, entre 2017 e 2018. O PSD não tem estrutura e cacife para bancá-lo. Se disputar ainda assim, acabará se tornando um colecionador de derrotas. Tido como primeiro-ministro do grupo de Eduardo Cunha, o ex-deputado cassado, é apontado como possível fonte de novos escândalos — se for eleito presidente do Parlamento.
Eduardo Cunha prepara um livro-bomba a respeito de falcatruas e jogadas do PMDB e do PT. Quem conversou com o ex-deputado federal ficou sabendo que o alvo prioritário é a ex-presidente Dilma Rousseff, cujos auxiliares teriam articulado dossiês para derrubá-lo, mas vai sobrar petardos para o presidente Michel Temer. Aos aliados, alguns deles goianos, Eduardo Cunha teria afirmado que há muita gente no PMDB posando de “santo”, depois de derrubar Dilma Rousseff da Presidência, mas que, de santo, não tem nada. O que Eduardo Cunha mais teme não é a sua prisão, e sim a prisão de sua mulher, a jornalista Cláudia Cunha, que o mercado persa da política dá como certa. Já aliados de Michel Temer sugerem que não temem as ameaças de Eduardo Cunha, porque, sem poder algum, se tornará um alvo mais fácil de ser atingido... inclusive com novas denúncias. Os temeristas avaliam que o ex-deputado está ameaçando exclusivamente para não ser abandonado de forma total.
O que se diz em Brasília é que o próximo presidente da Câmara dos Deputados será o goiano Jovair Arantes, do PTB, ou um político indicado pelo PSDB. Por que Jovair Arantes? Por causa de sua capacidade de articulação com praticamente todos os setores da Câmara — do alto clero ao baixo clero. O presidente Michel Temer tem estima especial pelo parlamentar, que foi decisivo na implementação do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.
O candidato do PSB tem 40,1%. Dienes da Farmácia e Hermes Lemes têm 23,1%


