Bastidores
Na missa de sétimo dia de José Gomes da Rocha, em Itumbiara, o ex-governador ficou isolado num canto, esquecido
Há pouco tempo, o político do PRP jogou um tablet no deputado Tales Barreto. Teme-se tragédia na Assembleia Legislativa
Ex-presidente da Câmara Municipal da capital afirma que Iris Rezende é candidato a algum cargo eletivo quando diz que não é candidato
A imagem do jovem líder do PSD é de um político que faz propostas críveis e criativas e também de quem conhece a capital
A ordem em Brasília é que a disputa de Goiânia, entre políticos de sua base, seja resolvida em Goiânia, sem interferência exógena
Site editado por ex-jornalistas da Veja, O Antagonista entrevista o deputado federal de Goiás
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Thiago Peixoto, deputado federal | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption]
O deputado federal e economista Thiago Peixoto (PSD), segundo fontes palacianas, não fechou as portas com o governador Marconi Perillo, manteve o diálogo o tempo todo e contribuiu para que seu principal aliado, Francisco Júnior, obtivesse um desempenho qualitativo na disputa pela Prefeitura de Goiânia.
Embora tenha retornado à Câmara dos Deputados há pouco tempo, Thiago Peixoto, integrado ao alto clero, participa ativamente dos debates, como no caso da PEC 271, que estabelece o teto de gastos.
O parlamentar do PSD, ao fazer uma defesa consistente do projeto, ganhou destaque nas discussões. O bem-sucedido blog O Antagonista, dirigido por ex-jornalistas da “Veja”, entrevistou-o a respeito de sua posição em defesa do controle rigoroso das contas públicas.
As posições claras, firmes e sólidas de Thiago Peixoto tendem a consagrá-lo nacionalmente.
Os prefeitos de Catalão e Quirinópolis são o contraponto para o PMDB nos seus municípios
Nem a máquina milionária da situação conseguiu segurar a força do novo no município
Articulado, o vereador eleito é cotado para voos mais altos
A vitória acachapante do líder do PSB devolve Luiz Carlos Attié para Brasília ou, quem sabe, Miami
Em Sanclerlândia, Itamar Leão, do PSDB, é chamado de “o Homem Show”. Motivo: derrotou Cleyton, do PSD, com 62,41% dos votos — contra 37,59%. Traduzindo em voto, Itamar Leão conquistou 7.367 votos, contra 2.363 de Cleyton. Tido como gestor criativo, Itamar Leão volta ao poder depois de anos afastado da prefeitura.
Depois de ter feito uma gestão sem criatividade, Fernando Sem Saneago perde para Gil Tavares
A base aliada do governador de Goiás, Marconi Perillo, do PSDB, elegeu 244 jovens vereadores. A oposição elegeu apenas 70 — bem menos da metade. Dos jovens eleitos para as câmaras municipais, 77,7% são da base do governador tucano. Somente 22,2% são da oposição.
Deputado de Goiás mostrou revólver para o deputado João Dória e um parlamentar nordestino decidiu enfrentá-lo
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João Dória (pai) e João Dória Júnior | Foto: Álbum de família[/caption]
João Dória (pai de João Dória Júnior, prefeito eleito de São Paulo) fez um discurso contundente, em 1963, na Câmara dos Deputados, em Brasília, criticando os reacionários (o parlamentar baiano era nacionalista e apoiava o presidente João Goulart).
Um parlamentar goiano não gostou do tom do discurso de João Dória, do Partido Democrata Cristão (PDC), e abriu o terno e mostrou-lhe que estava armado.
Um deputado, do Nordeste, incomodado com o gesto do goiano, aproximou-se e disse: “Tire a arma e atire em mim. Mas, se retirá-la e não atirar, aviso-lhe que urinarei no cano do seu revólver”.
O parlamentar goiano, tido como “brabo” entre os bravos, fechou o terno (rapidamente) e escondeu o revólver, que, por certo, queria livre da urina do deputado nordestino. Até os “fortes” têm medo.
Cassado pela ditadura, João Dória exilou-se na Europa. Estudou na Sorbonne, na França, e na Universidade de Sussex, na Inglaterra. Sua mãe era prima do célebre advogado e ministro Rui Barbosa.
O governador Marconi Perillo (PSDB deve proceder uma reforma administrativa até dezembro? É o que se comenta nos bastidores. O que se diz é que, depois das eleições, o tucano-chefe planeja contemplar a nova correlação de forças políticas com o objetivo de reformatar sua base tanto para governar — com uma equipe mais motivada — quanto para a disputa das eleições de 2018.
Como Heuler Cruvinel (PSD) não foi eleito prefeito de Rio Verde, o suplente Sandes Júnior (PP) deixa a Câmara dos Deputados, em novembro. Porém, tanto em consideração a Sandes quanto atendendo pedido do senador Wilder Morais, presidente do PP, Marconi Perillo deve mexer no xadrez do governo com o objetivo de manter o parlamentar em Brasília.
O presidente do PROS em Goiás, Eurípedes Júnior, relatou a dois parlamentares que Marconi prometeu-lhe que emplaca 2017 na Câmara dos Deputados.
Porém, se quer levar Sandes Júnior e Eurípedes Júnior para o Parlamento, Marconi precisa retirar dois deputados federais de Brasília e colocá-los em seu governo.
Cotado para a Secretaria da Fazenda (ou para a Secretaria de Desenvolvimento), Giuseppe Vecci, do PSDB, disse ao Jornal Opção que não planeja deixar a Câmara dos Deputados. “Aliás, não fui convidado”, sublinha.
O deputado federal Célio Silveira, do PSDB, admitiu a um parlamentar que, se convidado para a Secretaria da Saúde, aceitará o cargo. Sua vaga seria ocupada por Sandes Júnior. O secretário da Saúde, Leonardo Vilela, seria, assim, transferido para a Secretaria de Desenvolvimento ou então indicado para o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) ou para o Tribunal de Contas do Estado (TCE).
O deputado Heuler Cruvinel também é cotado para assumir uma secretaria, possivelmente a de Desenvolvimento Econômico. Ele quer? Um deputado afirma que, se convidado, aceitará o cargo.
Ao contrário do que comenta o baixo clero, Vilmar Rocha deverá ser mantido na Secretaria das Cidades e Meio Ambiente. O presidente do PSD teria aresta com o tucano-chefe? Nada que a realpolitik, agora conhecida como 2018, não possa levar à superação.
O prefeito de Catalão, Jardel Sebba, do PSDB, que perdeu a reeleição, deve ocupar um cargo de proa no governo. Além de aliado, é amigo de Marconi Perillo. Teria recebido um recado de que não será “abandonado”. O tucanato sabe que, numa cidade estratégica como Catalão, é preciso manter uma força política com alguma estrutura.
Marconi Perillo está de olho, há algum tempo, no deputado Francisco Júnior. Seu bom desempenho na eleição de 2016, sobretudo a percepção de que se trata de um político de ideias modernas, teria agradado o tucano-chefe.
A Secretaria mais “empacada” do governo é a de Educação. Há o consenso de que Raquel Teixeira entende de educação, ao menos na teoria, mas falta-lhe aptidão para a área de gestão. Um secretário-gestor teria dado conta de implantar o sistema de organizações sociais ao menos em parte das escolas públicas.
É consensual que o sistema de OSs na educação já teria implantado por um gestor, como Marcos Tucano das Neves. Mas, frise-se, Raquel Teixeira está prestigiada e, portanto, deve ser mantida no cargo.
O deputado federal Marcos Abrão, do PPS, prefere ficar em Brasília, segundo uma fonte do governo. No entanto, se quiser, pode ocupar uma secretaria de prestígio na equipe de Marconi Perillo.
Para o lugar de Ana Carla Abrão, que deixará a Secretaria da Fazenda em dezembro, Marconi Perillo ainda não definiu um sucessor. Tanto pode ser uma pessoa do mercado, de fora do Estado, quanto um de seus auxiliares ou o presidente da Celg, Fernando Navarrete.


