Irismo teria buscado apoio do senador Jucá, mas teria voltado de mãos abanando

A ordem entre aliados do presidente Michel Temer é que a disputa de Goiânia, entre políticos de sua base, seja resolvida em Goiânia, sem interferência exógena

Pintura de Mike Davis

Pintura de Mike Davis

Peemedebistas admitem que o candidato a prefeito de Goiânia pelo PMDB, Iris Rezende, teria procurado o senador Romero Jucá, do PMDB, em busca de apoio financeiro para reforçar sua campanha no segundo turno. Teria feito um apelo dramático, por considerar, segundo as fontes, que os números do instituto Serpes, que apontam empate técnico em Goiânia, ainda não refletem o real crescimento de seu adversário, Vanderlan Cardoso. Trakings internos, que não podem ser divulgados, estariam apontando uma virada. O irismo teme que uma virada agora leve Vanderlan Cardoso a deslanchar e aí não poderá mais ser alcançado.

Romero Jucá teria ouvido os apelos do líder goiano, de maneira respeitosa, mas teria alegado que não tem como ajudá-lo. O senador e ex-ministro, alinhado com o presidente Michel Temer, não quer, na verdade, se envolver em disputas paroquiais. A base política que interessa ao governo Temer em Goiás é composta basicamente por mais de 10 deputados e dois senadores que apoiam o governador Marconi Perillo, do PSDB. O PMDB tem apenas dois deputados federais e, aliás, ambos, embora alinhados com o governo de Michel Temer, não pertencem ao grupo político de Iris Rezende. O grupo deste não elegeu nenhum deputado federal.

Entre um player efetivo, Marconi Perillo, que decide, e um ex-player, Iris Rezende, sem nenhuma presença política nacional, a opção da realpolitik é pelo primeiro. Sem contar que uma possível derrota de Iris Rezende fortalece o grupo que apoia Michel Temer, quer dizer, o grupo do deputado federal Daniel Vilela, presidente regional do PMDB, e do prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela.

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