Bastidores
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Com receio de ter sua candidatura a deputada federal impugnada pelo Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO), a primeira-dama de Goiânia, Iris Araújo (MDB), resolveu se afastar de vez da gestão do marido, Iris Rezende (MDB).
Após ser avisada de que havia um procedimento em curso no Ministério Público de Goiás (MP-GO), a emedebista — que agia na Prefeitura de Goiânia como uma eminência parda — decidiu se exonerar do “cargo”.
Iris Araújo participava de todos os eventos oficiais, concedia entrevistas, era estrela de fotos e vídeos postados nas redes sociais da prefeitura, além de decidir quem seria ou não nomeado
para cargos de confiança. Era (ainda é) conhecida como prefeita ad hoc de Goiânia. O comportamento chamou atenção da mídia e acabou por voltar os olhos do MP e da Justiça Eleitoral para sua atuação.
Como versa o ditado “rei morto, rei posto”, o cargo de primeira-ministra foi assumido por outra integrante da família, a filha Ana Paula Rezende.
Consta que vereadores estão irritados com as constantes interrupções e ordens da nova mandachuva. Mas uma coisa é certa: o Parlamentarismo não vingou no país, mas deu certo na Prefeitura de Goiânia. Há a rainha da Inglaterra, Iris Rezende, e a primeira-ministra — agora, com a “renúncia” de Iris Araújo, governa Ana Paula Rezende. “Pelo menos ela acorda cedo”, contemporiza um vereador.
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Daniel Vilela durante evento do MDB, em Rio Verde | Foto: reprodução[/caption]
A executiva estadual do MDB vai se reunir na segunda-feira, 26, às 10 horas, na sede do diretório, para cobrar do pré-candidato a governador Daniel Vilela uma posição objetiva sobre a chapa de candidatos a deputados estadual.
Os deputados cobram a formatação de uma chapa competitiva, e não meramente decorativa. “Para deputado federal, até o momento, nós só temos Iris Araújo e José Nelto. O resultado pode ser danoso, com a eleição de apenas um deles, possivelmente a mulher do prefeito de Goiânia. Zé Nelto quer bandear-se para o lado de Ronaldo Caiado para tentar ser eleito, pois teria como companheiros de chapa, entre outros, o delegado Waldir Soares, o produtor rural e líder classista José Mário Schreiner, o médico Zacharias Calil e um político de Rio Verde. Não se trata de discutir a chapa para governador, se Daniel é melhor ou pior do que Ronaldo Caiado, do DEM, e sim de qualificar a chapa para deputado. Daniel apresentou um candidato, Bernardo Sayão, para deputado federal, que, se tem nome, possivelmente não tem votos. Humberto Machado, de Jataí, outra aposta de Daniel Vilela, é candidato de manhã e deixa de sê-lo à tarde. Para deputado estadual, corremos o risco de eleger apenas dois nomes, o que será ruim para o partido”, disserta um emedebista.
“A expectativa de poder, ao menos no momento, não está com Daniel Vilela — está com Ronaldo Caiado. Hoje, o MDB não tem dez candidatos a deputado estadual confirmados. Cada partido pode lançar até 62 candidatos e nós estamos perdendo nomes, como José Essado”, afirma um deputado. “Daniel tem de explicar inclusive como será financiada a campanha dos postulantes, pois o partido conta com um Fundo Eleitoral. Ele precisa ser mais objetivo e menos adepto de teorias conspiratórias.”
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