Bastidores
Há oito pré-candidatos a prefeito de Anápolis. Portanto, sugerir que alguém vai ganhar no 1º turno, ainda sem campanha, é desrespeitar todos os postulantes
O contrato entre o ex-ministro da Justiça e a universidade de Brasília será assinado assim que acabar a quarentena
É preciso trabalhar pela emancipação da população para que os indivíduos não coloquem seus interesses particulares acima dos bens públicos
O parlamentar Bibo Nunes, do PSL, disse que os dois artistas recebiam dinheiro para apoiar os governos do PT
“Bebianno disse que Bolsonaro sabia escolher a dedo as piores pessoas para trabalhar junto com ele. Ele disse que uma pessoa em especial era muito perigosa”
Jornalista usa a Índia como exemplo para Goiânia também apostar na tecnologia com ferramentas para enfrentar (e vencer) a crise
O Fundo Monetário Internacional calcula que poucos países vão fechar 2020 com algum crescimento. É difícil adivinhar o nome de um deles, a Índia, mas o motivo de ela estar na lista beira o óbvio: “Foi só passar a ter internet que presta”, diagnostica o jornalista Nilson Gomes, citando dados da consultoria internacional Nielsen. É o que ele recomenda “para gerar empregos e empresas em Goiânia”. As vagas e portas fechadas no pós-pandemia podem reabrir com a inovação.
Para chegar a esse resultado, Nilson lembra que quase meio bilhão de conterrâneos de Gandhi tem acesso à internet, “grande parte com qualidade e quando se fala em grande parte ali é muita gente” (1 bilhão e 362 milhões de habitantes, seis vezes mais que o Brasil, com apenas 30% mais de PIB).
A Índia é líder mundial no consumo de dados. E não é por ser a 2ª nação mais populosa do mundo, mas porque cada deles consome 9,8 gigas (GB) em média por mês em 2018 — cinco vezes mais que a média brasileira.
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Nilson Gomes: pré-candidato a prefeito pelo DEM | Foto: Reprodução[/caption]
Um efeito de internet boa foi a explosão de empreendedorismo e o aparecimento dos destaques que confirmam a regra: da quantidade sai qualidade.
E agora não precisa ser mãe Dinah nem a deputada Carla Zambelli para adivinhar de onde são os principais executivos de duas das maiores empresas do planeta. Sim, Satya Nadella, da Microsoft, e Sundar Pichai, da Google. Sim, da Índia.
Outra consequência: já é o terceiro país (vence Alemanha, Inglaterra e outras potências) com mais unicórnios. Não, não é um animal típico da Ásia: é como são conhecidas as startups (empresas iniciantes, praticamente todas de inovação) que valem acima de 1 bilhão de dólares. L
O Tilt, canal do UOL, informa citando o jornal The Washington Post que são 440 unicórnios no mundo, 125 nos EUA, outros 125 na China e 26 na Índia (o Brasil tem 11, nenhum de Goiás).
“A melhora na internet tem resposta rápida não apenas na economia”, receita Nilson Gomes. “É também lazer, Educação, cultura, diversão e até segurança, pois o jovem tem mais razão para ficar em casa”. Para ele, o governo federal já deu pistas de que vai escolher o modelo americano de 5G. E quer que Goiânia seja pioneira no avanço tecnológico.
Dentro dos conceitos globais de cidade inteligente, seu planejamento levaria Goiânia a ser a Capital Brasileira da Tecnologia Social: “A prefeitura vai funcionar inteira no celular do prefeito. Em vez da burocracia, a tecnologia”, garante Nilson Gomes, que deseja implantar 10 hubs de inovação e 80 coworkings espalhados por Goiânia.
“O Paço Municipal (atual sede da prefeitura) vai ser a maior hub do Brasil”. Hub terá incubadora e aceleradora de startups, coworkings, espaço para desenvolvedores de games e softwares (os DEVs) e local para a prática de e-sports.
Coworkings são espaços compartilhados de atuação profissional, “com internet boa, energia e sem pagar nada, nem locação”. Nilson os dividiu entre os tradicionais (escritórios compartilhados), Coworkings da Saúde (consultórios/clínicas compartilhados de Odontologia, Psicologia, Psicopedagogia, Nutrição, Fisioterapia, Educação Física, Terapia Ocupacional), Coworkings do Conhecimento (com material atualizado para preparação para exames da OAB e CRC, concursos públicos, vestibulares e Enem).
PSL, PTC e Cidadania apresentam quatro nome para a disputa: Edivaldo da Cosmed, Amélio Jacomo, João Renato e Márcio Luciano
O Democratas do governador e o Podemos do deputado federal José Nelto são aliados no município e buscam o apoio do PTC e do PSC
Iris Rezende e Maguito Vilela são considerados favoritos para a disputa e com chance de derrotar até Vanderlan Cardoso
O presidente da Assembleia deve ser candidato a deputado federal em 2022 com o apoio do prefeito do município
O PSD assegura que o candidato será Wilde Cambão. Mas o prefeito afastado não pertence mais ao partido
Mas o deputado afirma que sua prioridade é coordenar as candidaturas a prefeito dos integrantes do PSL
O prefeito, do Republicanos, é apontado como favorito. Mas a união das oposições pode ameaçar seu reinado
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Jones Rodrigues, pré-candidato a prefeito de Nerópolis pelo PSC | Foto: Divulgação[/caption]
O prefeito de Nerópolis, Gil Tavares, do Republicanos, é, no momento, apontado como favorito para a disputa deste ano. Até seus adversários reconhecem sua força política, que decorre de seu carisma e também do peso da máquina. Um pré-candidato afirma que, até para certos exames médicos, o prefeito tem de autorizar, e pessoalmente. “Gil faz política o tempo todo”, diz.
O principal adversário de Gil Tavares tende a ser o empresário Jones Rodrigues, um jovem empresário.
Jones Rodrigues foi criado em orfanato e, como self-made man, criou uma construtora e se tornou um empresário bem-sucedido — constrói casas populares. Ele pertence à Associação Comercial, Industrial, Agropecuária e Serviços de Nerópolis (Acianer). “Jones se tornou empresário, mas sabe, na própria carne, as dificuldades de quem é pobre. Por isso, se eleito prefeito, saberá atrair investidores para gerar empregos e melhorar a renda do povo do município”, afirma um aliado.
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Glaustin da Fokus, deputado federal, e Jones Rodrigues: aliados políticos | Foto: Divulgação[/caption]
Há outros nomes no páreo: o ex-prefeito Fabiano Luiz (DEM), o médico Vilmar Júnior (Solidariedade), a Professora Rejane Moreira (PSB) e Edinho “do Posto” de Paula (PSDB).
Fabiano Luiz conta com o fato de que já foi prefeito, por isso tem experiência administrativa. Mas há quem aposte que será candidato a vereador — uma eleição mais segura. Sua rejeição seria “alta”, diz um aliado de Gil Tavares.
O psiquiatra Vilmar Júnior é filho de um ex-prefeito. A Professora Rejane é vereadora. Edinho do Posto, como diz o “nome”, é dono de um posto de combustível e é produtor rural. Tido como um político articulado, é o presidente do PSDB de Nerópolis.
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Gil Tavares: o prefeito é, no momento, apontado como favorito | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption]
A tese política dominante na cidade: se seis políticos forem candidatos a prefeito — Gil Tavares, Jones Rodrigues, Fabiano Luiz, Vilmar Júnior, Professora Rejane e Edinho do Posto —, na disputa deste ano, cinco deles, Jones, Fabiano, Vilmar, Rejane e Edinho, podem se reunir para, antecipadamente, comprar o terno da terceira posse de Gil Tavares. O único que realmente ganha com a divisão é o prefeito, que, segundo dois pré-candidatos, lidera as pesquisas de intenção de voto.
A possibilidade de arrancar Gil Tavares da prefeitura, onde parece “grudado”, é, segundo dois postulantes, uma só: unir toda a oposição. Será possível? Não será fácil, mas também não é impossível. Há a possibilidade de pelo menos três oposicionistas caminharem juntos. Hoje, o nome mais cotado para aglutinar a oposição é o do empresário Jones Rodrigues.
Há quem comente, porém, que a união das oposições talvez não signifique a união dos votos. Parte dos eleitores de Fabiano Luiz, por exemplo, pode não votar em Jones Rodrigues, e sim em Gil Tavares. De qualquer maneira, unidas, as oposições têm mais chances de derrotar o prefeito — que conta com uma estrutura apontada como “fabulosa”. “Vários grupos econômicos têm interesse em mantê-lo na prefeitura”, sustenta um tucano.
O médico Luiz Alberto (Cidadania), pessoa respeitada em Nerópolis, continuará como vice de Gil Tavares.
A cirurgiã plástica Ivane Mendonça, do PSB, é considerada um nome forte para enfrentar o candidato de Agenor Rezende
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Ivane Campos: médica e pré-candidata a prefeita de Mineiros | Foto: Arquivo de família[/caption]
Nascida na cidade mineira de Piumhi (mudou-se para Mineiros, junto com os pais, quando tinha 4 anos de idade. Uma mineira em Mineiros), a cidade do padre Fábio Melo, a cirurgiã plástica e geral Ivane Campos Mendonça, de 58 anos, planeja disputar a Prefeitura de Mineiros, no fim deste ano, pelo PSB do presidente da Assembleia Legislativa, Lissauer Vieira.
Formada em Medicina pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), apontada como uma das melhores do país (a vacina contra a Covid-19 pode sair de lá), e professora da Faculdade de Medicina de Mineiros (aprovada em primeiro lugar), Ivane Campos afirma que se sente preparada para governar Mineiros. “Fui secretária de Assistência Social e fiz um curso de pós-graduação em gestão. Estou, portanto, credenciada para gerir um município da estatura de Mineiros. Como secretária e vice-prefeita, observei com atenção a gestão do prefeito Agenor Rezende e tenho de admitir que aprendi muito com ele, que inclusive foi governador de Goiás por nove meses. Agenor é um administrador fantástico, experimentado.”
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José Alves, presidente do PSB metropolitano, vereador Marcelo do Vale, deputadolLissauer Vieira, médica Ivane Campos e o deputado federal Elias Vaz | Foto: Divulgação do PSB[/caption]
Quando secretária de Assistência Social da administração de Agenor Rezende, Ivane Campos, ex-petista, conquistou dotações orçamentárias no valor de mais de 3 milhões de reais para a prefeitura. Ela afirma ter conexões políticos “produtivas”.
Ivane Campos afirma que, no pleito deste ano, dois temas serão — “aliás, são”, sublinha — cruciais: saúde e emprego. “Como sou médica, tenho plena noção do que é preciso fazer para melhorar o setor de saúde do município. Por ser gestora, tenho plena consciência do que deve ser feito para gerar empregos, notadamente empregos que gerem requalifiquem a renda do município. Um prefeito com ligações políticas decisivas, como tenho e terei ainda mais, tem mais condições de atrair investimentos importantes para o município”, afirma. “O fato de ser mulher, de ter sensibilidade feminina, pode me ajudar a fazer uma administração humanista, com maior escopo social.”
Inquirida se pode compor com o vereador Marcelo do Vale, do PSDB, Ivane Campos disse: “Como democrata, entendo que todos os partidos têm o direito de lançar candidatos a prefeito. Mas é claro que gostaria de uma composição com Marcelo do Vale, que é um político qualitativo, uma pessoa do bem. Tenho conversado com ele sobre a política de Mineiros”. Há possibilidade de composição político-eleitoral? “Por que não?”
Além de Aleomar Rezende (MDB), sobrinho do prefeito, de Marcelo do Vale e de Ivane Campos, também estão no páreo Isaac Luiz de Mendonça Filho e a dentista Dra. Flávia Vilela, ambos do partido Democratas. Há quem aposte que, no final do processo, Aleomar Rezende pode desidratar-se — por ser sobrinho do prefeito, fica quase caracterizado um terceiro mandato para Agenor Rezende —, e a disputa pode ficar entre duas mulheres, Ivane Campos e Dra. Flávia, as duas do setor de saúde.
Ouvido pelo Jornal Opção, o tucano Marcelo do Vale diz que uma composição com Ivane Campos é possível. “Ela é uma política e uma médica respeitada na cidade”, afirma.
Um auxiliar do governador Ronaldo Caiado é cotado para ocupar o cargo. Borges, protegido de Iso Moreira, iria para outro cargo

