Bastidores
De bicos erados e de bicos curtos, tucanos garantem que o governador e o vice-governador não discriminam nenhum dos postulantes
Se não for eleito, o partido deve bancá-lo para deputado federal em 2018
Os nomes mais cotados são os deputados federais Waldir Soares, Giuseppe Vecci e Fábio Sousa
[caption id="attachment_54946" align="alignnone" width="300"]
Giuseppe Vecci e Fábio Sousa: supercotados[/caption]
Sexta-feira, 29 de janeiro: é a data confirmada das prévias para definir o candidato do PSDB a prefeito de Goiânia, como o Jornal Opção anunciou em primeira mão.
As inscrições devem ser feitas até terça-feira, 19. Nove mil filiados da capital podem votar.
Os três principais postulantes são os deputados federais Waldir Delegado Soares (que tem tido que não vai disputar prévias), Giuseppe Vecci e Fábio Sousa.
[caption id="attachment_45534" align="aligncenter" width="620"]
Deputado Bruno Peixoto discursa durante eleição do diretório Metropolitano do PMDB | Foto: Alexandre Parrode[/caption]
O deputado estadual Bruno Peixoto assegurou ao Jornal Opção que a cobiçada vaga de vice na chapa de Iris Rezende à Prefeitura de Goiânia neste ano será mesmo do PMDB.
Embora tenha-se especulado que o senador Ronaldo Caiado iria indicar o nome -- que seria do DEM --, não há tal acordo. "Nós já demos o Senado para Caiado. Já está ótimo", argumenta o presidente do diretório Metropolitano.
Bruno Peixoto assume que pode ser ele o vice, mas que não está definido. "O importante é que será um peemedebista", assevera.
No que diz respeito à aliança com o PT do prefeito Paulo Garcia, o deputado vislumbra uma parceria para o segundo turno.
[caption id="attachment_35708" align="aligncenter" width="620"]
Iris e Daniel durante campanha de 2014 | Foto: reprodução / Facebook[/caption]
O ex-prefeito Iris Rezende e o deputado federal Daniel Vilela conversaram sobre o processo de sucessão no Diretório Estadual do PMDB. De acordo com informações obtidas pelo Jornal Opção, a conversa foi “positiva e franca”, na qual os dois chegaram à conclusão de que o importante é a união do partido, mesmo que os dois resolvam ir para disputa da presidência da sigla em Goiás.
Os dois teriam chegado ao acordo de que quem ganhar essa disputa terá o apoio do outro para comandar o partido. A informação é de que o momento requer o consenso, que Daniel e Iris mostraram ter encontrado. Falta Iris anunciar se será mesmo candidato, pois o PMDB não pode ficar paralisado, não dá para continuar assim, segundo informação obtida pelo Opção.
A conversa entre Iris e Daniel teria quebrado o gelo existente na relação do ex-prefeito com o deputado.
O peemedebista-chefe alega que, se for eleito prefeito, terá de abrir espaço para o vice, possivelmente Daniel Vilela
Waldir Soares pode não participar. Mas Giuseppe Vecci e Fábio Sousa irão às prévias
O partido permanece sem formuladores e estrategistas políticos e repete discursos sem apresentar alternativas factíveis que possam convencer os eleitores
“Há semanas, o jornalismo da emissora tenta agendar uma entrevista com a secretária de Estado da Educação, Cultura e Esporte, Raquel Teixeira. Entretanto, ainda não obteve resposta positiva”
Motivos: Joaquim Liminha apoiou Marconi Perillo em 2014 e, quando o empresário rompeu com o prefeito Misael Oliveira, decidiu ficar ao lado do líder do PDT
O colunista do jornal mais lido do país afirma que, apesar disso, o peemedebista goiano foi ministro da Justiça do governo de Fernando Henrique Cardoso
Mandato de Marconi Perillo como presidente começa em janeiro. Thiago Peixoto e o novo secretário executivo do consórcio estão trabalhando na definição dos projetos prioritários
[caption id="attachment_55671" align="alignleft" width="620"]
Iris Rezende, Gustavo Mendanha e João Gomes: três políticos que são sólidos eleitoralmente para a disputa de outubro deste ano | Foto: Fotos: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption]
As oposições ao governador de Goiás, Marconi Perillo, apostam que vão eleger os prefeitos das três maiores cidades do Estado: Goiânia, Aparecida de Goiânia e Anápolis. Os três municípios já são geridos por partidos que fazem oposição ao tucano-chefe, apesar de que os três prefeitos mantêm uma relação republicana e, ao menos em dois casos, de amizade pessoal com o gestor tucano.
Iris Rezende, que lidera as pesquisas de intenção de voto — pouco à frente do deputado federal Waldir Soares, do PSDB —, é a principal aposta do PMDB em Goiânia. Aos aliados mais próximos, o peemedebista-chefe confirmou que será candidato, até por se considerar o único do partido com chances de ser eleito e não pretender encerrar sua carreira política com uma derrota. Segundo um irista, dos mais próximos, Iris Rezende se diverte quando lê nos jornais que políticos de outros partidos, notadamente do PSDB, insistindo que não será candidato este ano. “Iris sugere, com um sorriso nos lábios, que estão confundindo desejo com realidade. Ninguém quer enfrentá-lo e, por isso, espalham que não será candidato. O fato é que disputará e isto é consenso no peemedebismo-irista.”
O irista afirma que, quando Iris Rezende liberou o vice-prefeito de Goiânia, Agenor Mariano, para criticar o prefeito da capital, Paulo Garcia, do PT, enviou dois recados para os eleitores e para os possíveis aliados políticos. Primeiro, não quer ser visto como responsável pela gestão do petista. As palavras que os iristas usam são: “Queremos nos desvincular, de vez, de Paulo Garcia”. Segundo, está sugerindo que nada tem a ver com o PT nacional e local. O peemedebista-chefe não quer carregar o fardo do desgaste do petismo.
Em Aparecida de Goiânia, cidade conurbada com Goiânia, o prefeito Maguito Vilela, do PMDB, se pudesse disputar um terceiro mandato, seria reeleito com facilidade — tal a sua popularidade. Como não pode, tende a bancar o presidente da Câmara Municipal, o peemedebista Gustavo Mendanha. Antes, a intenção era lançar Euler Morais, porém, como não mora no município, o ex-deputado federal encontrou certa resistência. Gustavo Mendanha é de Aparecida, vereador pelo segundo mandato, é jovem e mantém forte ligação com Maguito Vilela e com o seu filho, o deputado federal Daniel Vilela. Se bancado pelo prefeito, Gustavo Mendanha poderá ser considerado favorito.
Em Anápolis, o PMDB não tem nenhuma consistência eleitoral. O prefeito João Gomes (PT), que faz uma administração consistente e tem o apoio do ex-prefeito Antônio Gomide e do deputado federal Rubens Otoni, não aparece em primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto (o deputado Carlos Antônio lidera as pesquisas). Mas, por ter o que mostrar ao eleitorado e pelo fato de que o PT gere a cidade com eficiência, é um dos favoritos e a tendência é que dispute o segundo turno com um candidato do PSDB — o deputado Alexandre Baldy ou o vereador Fernando Cunha Neto.
Políticos nacionais avaliam que o tucano goiano pode disputar a Presidência da República ou ser vice de Aécio Neves, de Geraldo Alckmin ou de Ciro Gomes
[caption id="attachment_48136" align="alignleft" width="620"]
Evandro Magal, gestor eficiente, é favoritíssimo em Caldas Novas | Denise Xavier[/caption]
O prefeito de Caldas Novas, Evandro Magal, faz uma gestão avaliada como eficiente pelos eleitores e seus índices de aprovação, acima de 90%, surpreendem até os aliados. Além de popular, mantém uma aliança política sólida com a deputada federal Magda Mofatto, do PR, e com o deputado estadual Marquinho do Privê, do PSDB. Os dois representam também dois grupos econômicos fortes no município — diRoma e Privê. Mas o líder do PP pode contar com outro trunfo: a inflação de candidatos.
O empresário Evandro da Cruz, que filiou-se ao PPS, é tido como o oposicionista mais consistente — até por ter enfrentado Evandro Magal na eleição de 2012. Mas uma das pedras no seu caminho — a principal, na verdade, é a popularidade do prefeito — é o excesso de postulantes. Especialistas na política do município afirmam que, na reta final, se dará um afunilamento em torno de duas ou no máximo três candidaturas. Mas há a possibilidade de cinco políticos disputaram a eleição: Evandro Magal, Evandro da Cruz, Alison Maia (militar), Ari Schmitz (presidente do grupo Lagoa Grande, filiado ao PPS) e Gesimar de Sousa (PSB). Schmitz e Cruz pertencem ao mesmo partido e, se quiserem disputar, um deles terá de sair do PPS.

