Consórcio Brasil Central começa ano definindo projetos prioritários

Mandato de Marconi Perillo como presidente começa em janeiro. Thiago Peixoto e o novo secretário executivo do consórcio estão trabalhando na definição dos projetos prioritários

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Os primeiros projetos executivos do Consórcio Brasil Central devem ser definidos até o meio do ano de 2016. O primeiro passo, de acordo com o secretário de Gestão e Planejamento de Goiás (Segplan), Thiago Peixoto, será a escolha, por parte das unidades da federação participantes do consórcio, de cada uma de suas ações prioritárias.

“O mais importante é que o consórcio já está constituído de fato e de direito. Já temos presidente eleito, secretário executivo definido, sede, conta bancária e CNPJ. O ano de 2016 será marcado pelos primeiros trabalhos executivos de fato do Consórcio Brasil Central”, esclarece Thiago Peixoto, um dos idealizadores do Movimento Brasil Central, que levou à criação do consórcio.

Em novembro passado, durante o Fórum de Governadores do Brasil Central realizado em Brasília, o governador Marconi Perillo foi escolhido por unanimidade como o primeiro presidente do consórcio. Em dezembro, durante a reunião em Porto Velho (RO), Marconi anunciou o goiano Thiago Camargo como secretário-executivo do consórcio. Camargo é superintendente executivo de Planejamento da Segplan Goiás. O executivo adiantou que está elaborando um plano de ações que serão aplicadas nos primeiros 100 dias de 2016.

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Thiago Peixoto (foto ao lado, no centro), que será o representante de Goiás no conselho de administração do consórcio, salientou que um dos desafios ao longo do ano será manter a agenda permanente de reuniões periódicas dos governadores. “Agora, como temos sede em Brasília, ficará mais fácil centralizar as atenções para que as reuniões ocorram na capital federal. No entanto, a definição dos locais das reuniões caberá aos governadores”, acrescentou o secretário.

Força regional

O Consórcio Brasil Central é formado pelos estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins e Rondônia, além do Distrito Federal. O bloco foi criado em julho de 2015 em Goiânia (GO) com a presença dos governadores do Centro-Oeste e do Tocantins (Rondônia se integrou posteriormente). “Nossa ideia foi buscar uma agenda positiva, de superação da crise, voltada para o desenvolvimento regional. Já no primeiro encontro, assinamos uma carta de intenções e vários resultados surgiram em pouco tempo”, explica o governador Marconi Perillo.

Ao longo de 2015, a partir de julho, foram realizadas reuniões em Goiânia (GO), Cuiabá (MT), Palmas (TO), Campo Grande (MS), Brasília (DF) e Porto Velho (RO). Um dos incentivadores da formação do bloco foi o ex-ministro Roberto Mangabeira Unger, pensador social e professor da Universidade de Harvard (EUA), que também estará na reunião em Brasília. A proposta básica é fomentar uma ação de governadores no sentido de buscar alternativas de desenvolvimento de projetos que não dependessem apenas de repasses da União.

Thiago Peixoto afirma que, conforme o modelo do Consórcio Brasil Central, ele modificará a lógica do desenvolvimento regional. “O professor Mangabeira é um defensor dessa tese. Até agora, a União era a provedora e os Estados apenas aguardavam os recursos das agências de desenvolvimento regional. Agora, com o consórcio, os governadores se tornam mais atuantes. O modelo deixará de ser horizontal, de cima para baixo, e passará a ser vertical. Os governadores vão cobrar recursos federais, mas também irão buscar parcerias para desenvolver projetos independente de recursos públicos”, explica.

O Consórcio Brasil Central será um mecanismo catalisador das políticas de integração destes Estados. Ele contará com carteira de projetos em oito grandes áreas: agropecuária, empreendedorismo, infraestrutura e logística, educação, inovação (ciência e tecnologia), meio ambiente e turismo. A ideia é desenvolver programas e ações nestas áreas que promovam o fortalecimento da integração regional, seja por meio de projetos com dinheiro público ou por financiamentos de organismos nacionais e internacionais.

O que é

O Movimento Brasil Central (MBrC) é um bloco de cooperação político e econômico criado em Goiânia em julho deste ano com a presença dos governadores de Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins e Rondônia. A primeira conversa sobre a ideia de articular um trabalho de desenvolvimento regional a partir da região central do Brasil ocorreu em novembro do ano passado em Harvard, nos Estados Unidos, entre o deputado federal goiano Thiago Peixoto (PSD-GO) e o professor Roberto Mangabeira Unger, titular da universidade.

O assunto voltou à pauta em junho de 2015, durante um evento do Governo de Goiás, em Goiânia, com a presença de Mangabeira. Na oportunidade, já ministro-chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, ele provocou o governador Marconi Perillo a liderar a construção de uma agenda de desenvolvimento regional.

Desde então as reuniões aconteceram, o bloco se consolidou e o Consórcio Brasil Central foi criado. Desde o início do processo, se destacam no bloco as figuras do governador Marconi Perillo, principal articulador político, e do secretário Thiago Peixoto, principal nome do ponto de vista técnico e executivo do grupo.

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