Bastidores
De família do ramo de postos de abastecimento, ele afirma que dois pontos antes alugados estão sendo devolvidos por conta de dificuldades financeiras
O senador Ronaldo Caiado não passou o réveillon com Léo Pinheiro, presidente da OAS, na Bahia. O goiano não tem relacionamento com o empresário, que é apontado como um dos chefes do esquema do Petrolão. O senador goiano informa que estava em Miami na virada do ano. A correção já foi pelo Jornal Opção, que reafirma a integridade do líder do Democratas.
Salma Saddi é conhecida em Brasília como “o exército de uma só mulher”. Superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em Goiás, é atuante, gere bem os recursos e sua equipe. Por sua atuação suprapartidária — a defesa do patrimônio histórico pode até ser política, no melhor sentido do termo, mas não deve ser partidarizada —, é respeitada por líderes políticos e gestores públicos de todos os partidos. Entretanto, o deputado federal Rubens Otoni (PT) impôs-se uma missão: retirá-la do cargo — seria “técnica demais” e “avessa” a controle partidário — e substitui-la por sua aliada e assessora de longa data Kátia Maria dos Santos. A professora Kátia Maria dos Santos é apontada como uma pessoa articulada e íntegra, mas sem experiência na área de preservação do patrimônio histórico. Ressalve-se que, por atuar há vários anos ao lado de Rubens Otoni, tem experiência política. Resta saber se isto basta para gerir o Iphan. Uma fonte de Brasília frisa que Rubens Otoni quer ocupar toda a estrutura do Iphan em Goiás, que é ampla e tem alguns cargos.
O ex-petista Evandro da Cruz assumiu a direção do PPS em Caldas Novas e pretende disputar a eleição em 2016 contra o prefeito Evandro Magal.
O prefeito, filiado ao PP, é o favorito.
A gestora Andressa Zirretta diz que a empresa está em expansão e fez contratações na filiação de Luziânia
O empresário Vanderlan Cardoso disse ao Jornal Opção que a Cicopal não está promovendo demissão em massa. “Nós temos mais de 500 funcionários e às vezes é mesmo preciso trocar alguns para tornar a empresa mais produtiva. Nós estamos terceirizando alguns setores com o objetivo de tornar a Cicopal mais competitiva.”
Vanderlan Cardoso garante que a Cicopal está em fase de ampliação. “Abrimos uma filiação em Luziânia e, naturalmente, fizemos contratações”, afirma.
Ao final da conversa com o Jornal Opção, Vanderlan Cardoso disse: “A imprensa deveria verificar a situação da Prefeitura de Senador Canedo, que está promovendo várias demissões, inclusive na Guarda Municipal. O vereador [o que divulgou a história das demissões na Cicopal] deveria investigar isto”.
Os professores foram avisados por telefone e não receberam nenhuma explicação sobre a razão das demissões
Vereador de Senador Canedo afirma que diretoria da empresa disse aos demitidos que as vendas caíram e que é preciso “enxugar para não morrer”
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Michel Temer: será ele o homem à frente do governo Dilma? Os políticos entendem que sim[/caption]
Estiveram presentes no jantar promovido pela presidente Dilma Rousseff (PT) na segunda-feira, 4, além dos presidentes de partido: os ministros Aloizio Mercadante (Casa Civil); José Eduardo Cardozo (Justiça); Joaquim Levy (Fazenda); Armando Monteiro (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior); e Kátia Abreu (Agricultura). Mas quem chamou mais a atenção, segundo informações de bastidor, foi Michel Temer (PMDB).
O vice-presidente foi cercado pelos presidentes de partido, que disseram a ele: “O governo só não caiu por sua causa”. Temer olhava para Dilma, “sorria amarelo” e respondia: “É…”. Os políticos que estiveram no jantar relataram que Temer fez mais sucesso que Dilma no encontro. “As pessoas entendem que ele é o grande pilar da sustentabilidade do governo”, informa um político. Acontece que as pessoas entendem que Temer, por ser o presidente nacional do PMDB, é peça política fundamental neste momento de crise do governo Dilma.
Salma Saddi é apontada como uma força da natureza, ousada, competente e íntegra, no comando do Iphan em Goiás. Apesar disso, e de ter um apoio multipartidário, o deputado federal Rubens Otoni, do PT, estaria jogando duro, em tempo integral, para derrubá-la com o objetivo de colocar um aliado no seu lugar.
Salma Saddi [foto acima, de seu Facebook] tem o apoio de setores da esquerda, do governador Marconi Perillo, da presidente Iphan nacional. Sobretudo, não há nenhum setor ligado à preservação do patrimônio histórico que defenda sua saída. Aliás, todos dizem o mesmo: “Fica, Salma Saddi. O patrimônio histórico agradece”.
Rubens Otoni, que não trabalhou para emplacar Edvard Madureira num cargo federal, pode não conseguir aplicar um pequeno golpe de Estado no Iphan.
A senadora Lúcia Vânia e o empresário Vanderlan Cardoso se reuniram na segunda-feira, 3, em Brasília, com o presidente nacional do PSB e definiram a data da filiação da tucana ao partido. Será no dia 25 de agosto, numa terça-feira, às 9 horas, na Câmara Municipal de Goiânia.
O PSB nacional avalia que a senadora Lúcia Vânia, conhecida no Senado, como “rainha das comissões” — dado seu trabalho efetivo na proposição de coisas essenciais —, é sua maior conquista política dos últimos anos.
Já Vanderlan Cardoso está definido como candidato a prefeito de Goiânia pelo PSB. O partido, em nível nacional, vai investir na sua candidatura.
Não convide os senadores do DEM para o mesmo Romanée-Conti. Pode sair sangue... parecido com o vinho
O governador de Goiás, Marconi Perillo, retornou de Brasília com prestígio em alta. A presidente Dilma Rousseff, ministros (os que contam, como Aloizio Mercadante e Joaquim Levy), jornalistas (o tucano goiano se tornou uma fonte privilegiada sobre política nacional) e tucanos deram atenção redobrada ao líder do PSDB.
Na definição da pré-pauta, em reunião com os governadores de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, a estrela de Marconi Perillo brilhou. Ele foi ouvido atentamente e o que disse se tornou tema do encontro.
O tucano foi escolhido para ser o porta-voz do Centro-Oeste no encontro com Dilma Rousseff. Ao que o nominam de “moderado”, Marconi Perillo sublinha que está pensando sobretudo no país e no seu Estado.
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Ao perder aliados para a oposição, Selma Bastos pode acabar inviabilizando sua reeleição e entregar a prefeitura à base do governador Marconi Perillo[/caption]
Em uma guerra, fica em pior situação quem está na linha de frente. No Brasil, com a atual crise — econômico-financeira, social, política etc. — a classe política está praticamente desmoralizada por inteiro. Raras exceções se salvam. E nesse “guerra”, estão na linha de frente os prefeitos. Em Goiás, a visão de quem lida com pesquisas e está no campo da política há mais tempo é unânime: poucos, pouquíssimos prefeitos irão se reeleger. Melhor: praticamente nenhum gestor tem chances reais. As exceções — e elas existem — ficam por conta daqueles com habilidade suficiente para driblar a crise. Aparentemente, não é o caso da prefeita da Cidade de Goiás, Selma Bastos (PT), cuja reeleição parece ficar cada vez mais distante.
Mesmo que seja considerada íntegra, a gestão da professora à frente da antiga capital do Estado, segundo os moradores da cidade, tem deixado a desejar em alguns aspectos, o que nos leva ao fator principal: Selma foi eleita com a bandeira da mudança, mas a única coisa que tem mudado, de fato, no município é o cenário político.
A prefeita perdeu a maioria na Câmara Municipal, que agora conta com cinco vereadores da oposição e quatro da base. Prova maior disso foi a eleição da vereadora Eliane de Bastos (PV) à Presidência da Casa. Ela derrotou o candidato da prefeita, Celino Só Gelo (PTC) — que após a derrota resolveu ele também dar um “gelo”, se o leitor nos permite o trocadilho, na prefeita e se aliou à oposição.
Mas há um ponto mais grave, um que se encontra na sala ao lado da de Selma. Os políticos da cidade apontam que o vice-prefeito Rogério Azeredo (PSD) rompeu com a petista e já teria, inclusive, fechado aliança com o PSDB — principal partido da oposição no município.
Rogério e a prefeita negam o rompimento, mas durante a transferência da capital, ocorrida entre 24 e 27 de julho, o governador Marconi Perillo se reuniu com o diretório municipal tucano e foi informado que PSDB e PSD serão aliados em 2016. Marconi aprovou a aliança e se comprometeu a trabalhar para que eles vençam a eleição. A questão: mesmo sendo considerado “o melhor prefeito que a Cidade de Goiás já teve”, o tucano-chefe nunca conseguiu eleger um aliado no município.
Para formar a aliança que pretende tirar o PT do poder, Gustavo Izac (PSDB), que foi derrotado por Selma na eleição passada, resolveu suas questões com Rogério Azeredo (os dois eram adversários juramentados) e ambos podem encabeçar a chapa para 2016 — dependerá de pesquisas. Mas há outros nomes, de partidos da base aliada, como: o tucano Norival Júnior, Eurico Veiga (PTC), Joaquim da Farmácia (que deve se filiar ao PP), Zilda Lobo (vereadora do PP), Zé Ronaldo (sem partido) e João Demétrio (PPS).
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Edward Madureira: um excelente nome. Porém, em política, ser qualificado nem sempre é o suficiente[/caption]
Não é surpresa que vários partidos têm procurado o ex-reitor da Universidade Federal de Goiás (UFG) Edward Madureira: PSB, PSD, PPS, até o PMDB o quer. Por quê? O petista obteve quase 60 mil votos no Estado para deputado federal; uma votação expressiva para quem não teve muito apoio partidário e financeiro. Mas esse não é o ponto principal: é certo que, após as eleições de 2014, Edward está afastado da política e mais voltado à UFG, onde é professor. Porém, nos bastidores, quando fala sobre uma possível candidatura, o ex-reitor deixa no ar que o PT, talvez por ele não estar ligado a nenhuma tendência, não tem sido estimulado a colocá-lo no cenário. Isso faz com que os outros partidos vejam que ele não é orgânico no PT e se sintam a vontade para procurá-lo.
Outro ponto é: Edward não quer. Um petista ligado à Prefeitura de Goiânia aponta que, passadas as eleições de 2014, o prefeito e líder da tendência Articulação, Paulo Garcia, chegou a convidar Edward para compor mais de uma pasta em sua administração, como a da Educação, Amma ou Comurg.
Porém, Edward negou, alegando que só aceitaria algum cargo se tivesse liberdade para fazer as mudanças que achasse necessárias. “Disse que não queria ter amarras políticas”, relata o petista da prefeitura.
A verdade é que Edward, de fato, não é orgânico em seu partido. É um excelente quadro — já provou ser um bom gestor e um técnico qualificado. Contudo, não se adapta à realidade interna do PT. Falta-lhe habilidade para se articular em meio às questões políticas. Isso faz com que, mesmo sendo qualificado, ele não seja visto como uma opção tão boa quanto a deputada estadual Adriana Accorsi, por exemplo, que tem mais “tato” político — talvez pelo fato de ter crescido em meio à vida política de seu pai, o ex-prefeito Darci Accorsi.
Edward diz a amigos que não tem interesse em 2016, mas visa 2018. O governo? Outra vez à Câmara? Ele não diz. Mas, se quiser disputar qualquer cargo político daqui a três anos e vencer, Edward precisa se articular. Em política, infelizmente, qualificação não é tudo.

