Por Luan Monteiro
De acordo com a Agence France-Press, quatro homens encapuzados invadiram o museu durante a madrugada entre os dias 22 e 23 de março
O acidente com o Césio-137, ocorrido em Goiânia em 1987, voltou ao centro do debate após o lançamento da série Emergência Radioativa, da Netflix. A produção reacendeu discussões sobre memória, responsabilidade e os limites entre realidade e ficção na narrativa.
Durante entrevista coletiva, o ator Johnny Massaro, que interpreta um dos protagonistas, afirmou que a obra busca resgatar um episódio marcante da história brasileira. “Acho que séries como a nossa […] cumprem exatamente essa função de resgatar a memória”, disse.
O que é real
A produção reconstrói os principais acontecimentos do acidente, mantendo a base histórica do episódio.
- Início da contaminação: assim como ocorreu na vida real, a série mostra catadores encontrando um aparelho de radioterapia abandonado e o levando a um ferro-velho, onde a cápsula com material radioativo é aberta.
- Disseminação da radiação: a obra retrata a rápida propagação do material contaminado e os primeiros sintomas nas vítimas, como vômitos, tonturas e queimaduras.
- Demora na identificação: também é abordada a dificuldade das autoridades em reconhecer a presença de radiação e identificar a origem do problema.
- Reação da população: o medo, a desinformação e a revolta dos moradores aparecem como elementos centrais, assim como o isolamento das áreas contaminadas e das vítimas.
Personagens reais retratados
A série incorpora figuras históricas diretamente ligadas à tragédia.
- Leide das Neves Ferreira: uma das vítimas mais emblemáticas, a menina morreu após ingerir material radioativo e se tornou símbolo do desastre.
- Cientistas, médicos e técnicos também aparecem representados, ainda que nem sempre com seus nomes reais.
Elementos ficcionais
Para construir a narrativa dramática, a série recorre a personagens e situações adaptadas.
- Personagem Márcio: interpretado por Johnny Massaro, é inspirado no físico Walter Mendes Ferreira, mas reúne características de diferentes profissionais envolvidos na resposta ao acidente.
- Linha do tempo condensada: eventos são organizados de forma mais direta para facilitar o entendimento do público.
- Criação de núcleos dramáticos: alguns personagens e histórias foram inventados para dar ritmo e profundidade emocional à trama.
Bastidores e preocupação com precisão
Segundo o elenco, houve apoio técnico para garantir verossimilhança.
A produção contou com assessoria do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares e de especialistas que atuaram no caso. O ator afirmou que houve o esforço em estudar relatos reais: “A gente teve um cuidado absurdo informação verdadeira, do conhecimento, da ciência”, explicou Massaro.
Críticas e controvérsias
Apesar da repercussão positiva, a série também enfrentou questionamentos.
- A Associação das Vítimas do Césio-137 afirmou não ter sido ouvida durante a produção.
Houve críticas à decisão de gravar fora de Goiânia. - Os criadores afiraram que a proposta não é documental, mas uma dramatização baseada em fatos reais.
O caso segue sendo um dos maiores desastres radiológicos do mundo. Sobre as vítimas, Massaro disse: “A minha esperança é que […] elas tenham o que merecem, porque são dores que ainda estão pulsando”.
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Autoridades da Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmaram que trabalham com a possibilidade de um cenário extremo caso o conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel se agrave. A preocupação foi expressa por Hanan Balkhy, diretora regional da entidade para o Mediterrâneo Oriental, que disse que o órgão já considera a hipótese de um incidente nuclear.
Segundo ela, esse é o cenário que hoje mais preocupa a organização. “O pior cenário é um incidente nuclear, e isso é o que mais nos preocupa”, disse. Na sequência, ela afirmou que, por mais que haja preparação, os danos seriam inevitáveis. “Por mais que nos preparemos, não há nada que possa impedir o dano que virá”, disse, ao alertar que as consequências poderiam atingir a região e se estender por décadas.
De acordo com Balkhy, equipes das Nações Unidas discutem respostas para um incidente “em um sentido mais amplo”, o que incluiria tanto um ataque a instalação nuclear quanto o uso de uma arma. “Estamos pensando nisso e realmente esperamos que isso não aconteça”, afirmou.
Ainda segundo o relato, a OMS tem atualizado orientações internas para seus funcionários sobre como agir diante de um eventual incidente nuclear. A organização também passou a reforçar informações sobre os riscos duradouros ligados à exposição à radiação.
A movimentação ocorre em meio ao agravamento da ofensiva militar dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. No início da operação, integrantes do alto escalão da Defesa norte-americana sustentaram que a meta era neutralizar a capacidade iraniana de desenvolver arma nuclear.
O conflito também provocou desgaste político dentro do próprio governo dos Estados Unidos. Joe Kent, então diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo, deixou o cargo ao afirmar que não podia apoiar a continuidade da guerra. Segundo ele, o Irã “não representava ameaça iminente ao nosso país”.
Em outra frente, a diretora de Inteligência Nacional dos Estados Unidos, Tulsi Gabbard, afirmou ao Comitê de Inteligência do Senado que os ataques americanos e israelenses do ano passado teriam destruído a estrutura de enriquecimento nuclear iraniana. “Não houve, desde então, nenhum esforço para tentar reconstruir sua capacidade de enriquecimento”, disse. Ela acrescentou que as entradas das instalações subterrâneas bombardeadas foram “enterradas e seladas com cimento”.
Já David Sacks, assessor da administração Trump, disse que sugeriu a possibilidade de Israel ampliar a guerra ao cogitar o uso de arma nuclear. Depois, Trump reagiu ao comentário e afirmou que “Israel nunca faria isso”.
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A ação é conduzida pela Corregedoria do Foro Extrajudicial, em parceria com a Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar


