Levantamento da IBGE divulgado nesta sexta-feira, 17, confirma que há menos homens do que mulheres no Brasil. Segundo dados da PNAD Contínua 2025, o país tem atualmente 95 homens para cada 100 mulheres. A diferença se amplia conforme a faixa etária.

Em estados como Rio de Janeiro e São Paulo, entre pessoas com mais de 60 anos, a proporção chega a cerca de 70 a 76 homens para cada 100 mulheres, mostrando o impacto do envelhecimento populacional.

Os números seguem uma tendência já apontada pelo Censo 2022, que registrou cerca de 6 milhões de mulheres a mais do que homens no país. A explicação, segundo especialistas, está principalmente em fatores como maior mortalidade masculina ao longo da vida.

Entre as principais causas estão mortes por fatores externos, como violência e acidentes, que atingem com maior frequência a população masculina, especialmente na juventude. Além disso, hábitos de saúde também influenciam: mulheres tendem a procurar mais atendimento médico e a manter rotinas de cuidado com maior regularidade.

Do ponto de vista biológico, nascem mais homens do que mulheres, cerca de 3% a 5% a mais. No entanto, essa vantagem se perde ao longo do tempo, e a população feminina passa a ser maioria já a partir dos 25 anos.

Outro fator relevante é a maior expectativa de vida das mulheres, fenômeno observado globalmente. Com o envelhecimento da população brasileira, essa diferença tende a se tornar ainda mais evidente nas próximas décadas.

A distribuição, porém, não é uniforme. Estados como Tocantins, Mato Grosso e Santa Catarina apresentam equilíbrio ou até leve predominância masculina, cenário associado a atividades econômicas que atraem mais homens, como agronegócio e mineração.

O fenômeno, segundo demógrafos, aponta mudanças estruturais da sociedade brasileira, combinando transição demográfica, padrões de saúde e diferenças de comportamento entre homens e mulheres.

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