Donald Trump afirma que proibiu Israel de voltar a bombardear o Líbano
17 abril 2026 às 16h38

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira, 17, que Israel não realizará novos ataques ao Líbano. Segundo ele, a decisão foi imposta diretamente pelo governo norte-americano. “Israel não bombardeará mais o Líbano. Eles estão proibidos de fazê-lo pelos EUA. Chega!”, escreveu Trump em publicação na rede Truth Social.
Os ataques israelenses ao território libanês ocorrem desde o início de março, no contexto da escalada de tensões envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. O governo israelense sustenta que as ofensivas têm como alvo o Hezbollah, grupo armado apoiado por Teerã que atua no sul do Líbano.
A declaração de Trump ocorre no mesmo dia em que o Irã anunciou a reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo. O presidente norte-americano agradeceu publicamente a decisão iraniana.
Em outra publicação, Trump afirmou que a passagem marítima está “completamente aberta” e pronta para o tráfego de embarcações. O estreito havia sido fechado pelo Irã no fim de fevereiro, em meio à intensificação do conflito regional.
Apesar da reabertura, autoridades iranianas indicaram que a navegação seguirá regras específicas. Um alto oficial militar declarou que navios comerciais deverão respeitar rotas determinadas e obter autorização da Marinha da Guarda Revolucionária.
Dados de monitoramento marítimo já apontam a retomada do fluxo na região. Três petroleiros iranianos deixaram o Golfo transportando cerca de 5 milhões de barris de petróleo, nos primeiros embarques desde o bloqueio imposto pelos Estados Unidos a portos iranianos no início da semana.
A movimentação ocorre paralelamente a esforços diplomáticos internacionais. Países europeus, como França e Reino Unido, realizaram reuniões com outras nações para discutir a estabilidade da região e a manutenção da circulação no estreito, responsável por cerca de 20% do comércio global de petróleo e gás.
Até o momento, o governo de Israel não detalhou oficialmente se acatará a determinação mencionada por Trump.
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