Por Euler de França Belém
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Governador do DF, Rodrigo Rollemberg (PSB) já é chamado de "Enrollemberg" | Foto: Pedro Ventura / ABr[/caption]
Trata-se de um fato: o ex-governador do Distrito Federal Agnelo (o Agnulo) Queiroz, do PT, deixou uma herança maldita. Mesmo assim, a sociedade civil de Brasília cobra que o governador Rodrigo Rollemberg seja mais proativo. O integrante do PSB passa o tempo inteiro falando de crise e não tem uma única notícia positiva para o brasiliense. A última notícia é ainda menos alvissareira: em setembro, se a arrecadação não crescer além do esperado, é possível que o governo não consiga pagar em dia os salários do funcionalismo público.
Naquele mês, a gestão de Rollemberg terá de pagar uma parcela maior do reajuste dos salários dos servidores. Até os otimistas acreditam que será o caos. Há quem defenda que, no lugar de pedir o impeachment da presidente Dilma Rousseff, é mais adequado pedir o de Rollemberg, que, como gestor, está “perdido”.
O governo do DF deve 56 milhões para os meios de comunicação de Brasília, como TV Globo, “Correio Braziliense” e “Jornal de Brasília”.
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Vinicius Luz diz que o prefeito de Jataí não trabalha para aumentar a renda do município | Foto: reprodução / Facebook[/caption]
O vereador Vinicius Luz (PSDB) diz que o prefeito de Jataí, Humberto Machado — conhecido como “caudilho do Sudoeste” —, precisa ser desmitificado. “O peemedebista é um gestor menos eficiente e criativo do que as pessoas que moram fora do município acreditam. Ele é o homem do ‘batom’, da ‘maquiagem’. Sua preocupação com as questões humanas é mínima, tanto que os problemas na área de saúde são graves.” Autoritário, o caudilho “quer calar seus críticos”.
“Eu e o vereadores Thiago Maggioni, do PSDB, e João Rosa, do PR, cobramos soluções para os problemas do município. Nós fomos eleitos para fiscalizar os atos do prefeito, não para endossar aquilo que avaliamos que está errado ou é insuficiente. Numa ação totalitária, Humberto quer eliminar a oposição, mas não vai conseguir”, sublinha Vinicius Luz.
O tucano avalia que, se uma administração mais criativa não for implantada em Jataí, a curto prazo, a prefeitura vai entrar em colapso. “Nós precisamos atrair mais indústrias e aumentar a renda do município.”
Ao mesmo tempo em que critica a gestão de Machado, Vinicius Luz frisa que o PSDB de Jataí “está sem comando”. “Não temos nem comissão provisória.”
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Deputado Célio Silveira e a aliada, Lêda Borges | Foto: reprodução / Facebook[/caption]
O deputado federal Célio Silveira (PSDB) diz que o governador Marconi Perillo planeja emplacar a secretária de Cidadania, Lêda Borges (PSDB), como candidata a prefeita de Valparaíso.
“A prefeita de Valparaíso, Lucimar Nascimento, do PT, vai muito mal. A população clama pela volta de Lêda Borges”, frisa Célio Silveira. “Há outros nomes bons, eleitoralmente viáveis, mas Lêda Borges é o nosso pule de dez. Marconi deve convencê-la a disputar.”
Na semana passada, um petista e um tucano conversavam animadamente na Assembleia Legislativa. O tucano quis saber qual o nome petista com maior trânsito no governo federal. O petista, brincando a sério, disse: “O governador Marconi Perillo (PSDB) e o prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela (PMDB). Os dois entram e saem dos gabinetes de ministros com a maior intimidade”. O tucano fechou a conversa: “Pois é, quem diria”.
O ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, aquele que Lula da Silva abomina, é pródigo nos elogios ao governador Marconi Perillo. Eles tricotam com frequência. A presidente Dilma Rousseff também só fala bem do tucano-chefe.
Inquirido sobre seu interesse na região Centro-Oeste do Brasil — Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul —, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, teria dito que o país vai sair da crise, em larga medida, graças ao agronegócio. Por sinal, fortíssimo nos três Estados.
O ex-presidente Lula da Silva, que anda ressabiado, porque o petrolão tende a atropelá-lo, sugere que a presidente Dilma Rousseff e o “primeiro-ministro” Joaquim Levy falem menos em crise. Joaquim Levy não concorda com a tese de Lula da Silva e defende que o governo deve dizer a verdade. A crise é forte e séria. Mais: as demissões no mercado privado mal começaram. O tsunami não é uma marolinha, ao contrário do que insinua o ex-presidente.
De um tucano de bico longo: “O deputado federal Alexandre Baldy é autor do chamado tiro-bumerangue. ‘Atirou’ críticas duras à política de ajuste fiscal articulada pela secretária da Fazenda, Ana Carlos Abrão, mas os tiros acabaram atingindo sua cabeça”.
Tese de um tucano muito próximo do governador Marconi Perillo: “O tucano-chefe pode bancar para presidente do PSDB de Goiás um político que faz críticas duras ao seu ajuste fiscal? Como a sociedade assimilaria tais questionamentos?” Não é nada pessoal contra Baldy, teria sugerido Marconi a um interlocutor. É que o principal opositor de seu ajuste fiscal “não pode” ser um aliado.
De um deputado federal: “Apostei em Alexandre Baldy para presidente do PSDB. Porém, na primeira investida dos adversários internos, ele correu para Mônaco e para a Suíça, abandonando seus aliados. Até parece o Júnior Friboi”.
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Martelo batido: Afrêni será o presidente do diretório estadual | Foto: reprodução / Facebook[/caption]
Na semana passada, tucanos, de bicos longos, médios e curtos, decidiram assinar um documento propondo consenso para a eleição, em junho, do presidente do PSDB de Goiás.
Os tucanos definiram que o presidente do PSDB deve ser Afrêni Gonçalves. Primeiro, porque tem trânsito em todas as correntes do partido. Segundo, porque, como não tem mandato, não vai provocar ciumeira entre os deputados federais e estaduais.
Afrêni Gonçalves, enfim, é o candidato a presidente do PSDB que obteve o apoio do governador Marconi Perillo. Aliás, foi articulado pelo tucano-chefe. (Só não será presidente se ocorrer uma reviravolta no quadro político.)
Não procede que a secretária da Fazenda, Ana Carla Abrão, pretende disputar mandato de deputada federal em 2018. O que a economista quer mesmo é ser ministra da Fazenda de um possível governo de Aécio Neves ou de Geraldo Alckmin, ambos do PSDB.
Empresários de São Paulo, sobretudo, estão impressionados com a capacidade do governador Marconi Perillo como gestor e, ao mesmo tempo, com seu talento para expor as ideias de modernização do Estado, sobretudo da máquina pública. O país tem a maior dificuldade de assimilar políticos-gestores que não são da região Sudeste. Pois tudo indica que Marconi Perillo está sendo assimilado, e até com certa facilidade, pelos empresários paulistas, os mais resistentes aos políticos de outros Estados.
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Governador Marconi Perillo (PSDB) apresenta OSs ao governador das Alagoas, Renan Filho (PMDB) | Foto: Wagnas Cabral[/caption]
Na semana passada, um neurologista brincou com um ortopedista: “O que você acha dos romeiros da saúde?” O ortopedista, desentendido, perguntou: “O que quer dizer com romeiros da saúde?”
O neurologista explicou: “É que há uma verdadeira romaria de representantes do governo federal, governadores, secretários da saúde e médicos de todo o país visitando os hospitais de Goiás geridos por organizações sociais”.
O governador Marconi Perillo criou um modelo de organização social que fez a saúde funcionar de fato e, por isso, o país voltou os olhos para Goiás. Os visitantes aprovam, em geral, todo o sistema. Mas o que mais chama atenção, pela qualidade e humanização do atendimento, é mesmo o Crer.


