Por Euler de França Belém
De um peemedebista: “A crise entre o maguitismo e o irismo remonta a 1998, quando Iris Rezende impediu a candidatura do então governador Maguito Vilela à reeleição. O problema agravou-se agora, pois o ex-prefeito de Goiânia atribui ao prefeito de Aparecida três articulações que o teriam ‘prejudicado’.” Primeiro, Iris Rezende atribui a Maguito Vilela a “invenção” de Júnior Friboi. Segundo, sugere que o projeto do prefeito é associar o PMDB ao PSDB do governador de Goiás, Marconi Perillo. Terceiro, sustenta que a rebeldia do deputado federal Daniel Vilela não teria acontecido sem o apoio explícito e direto do pai.
O deputado federal Daniel Vilela planeja assumir o comando do PMDB para garantir sua candidatura a governador de Goiás em 2018. Daniel Vilela conta com o apoio do deputado estadual José Nelto, que prefere ver o curupira a conversar com Iris Rezende nas encruzilhadas da vida.
Indicando que o PTB não vai mesmo deixar a base governista, Henrique Arantes participou, até com entusiasmo, da reunião dos deputados estaduais com o governador de Goiás, Marconi Perillo.
Bombeiros experimentados, com anos lutando para apagar incêndios, estão trabalhando, sobretudo nos bastidores, para reconciliar politicamente o governador Marconi Perillo e o deputado federal Jovair Arantes, presidente do PTB. Marconi Perillo e Jovair Arantes não conversam há um ano. O fato é que, apesar da crise — provocada em parte porque, para reduzir o tamanho do Estado, o tucano-chefe diminuiu os cargos comissionados —, os dois políticos sempre se deram muito bem.
A senadora Lúcia Vânia, presidente do PSB em Goiás, reforça a ação da secretária da Fazenda, sua filha Ana Carla Abrão Costa, e nas reuniões privadas e nas solenidades públicas sugere que todos exijam a nota fiscal nas compras.
Numa solenidade da Agehab na sexta-feira, 6, a senadora Lúcia Vânia elogiou o governador Marconi Perillo. De maneira entusiástica. Os dois tendem a caminhar juntos em 2018. Em 2016, se Vanderlan Cardoso for para o segundo turno, Lúcia Vânia deve trabalhar para conquistar o apoio do tucano-chefe. Se for contra Iris, o apoio é praticamente certo.
Para colaborar na reorganização das contas do Estado, a secretária da Fazenda, Ana Carla Abrão Costa, propõe cortar 10% nos salários do primeiro e do segundo escalão do governo de Goiás. A maioria dos secretários não concorda com o corte e chega a dizer, nos bastidores, que os salários são baixos.
Ao lado do governador Marconi Perillo, o secretário de Gestão e Planejamento, Thiago Peixoto, com discrição e eficiente, é um dos criadores da agenda positiva do governo de Goiás. Thiago Peixoto lança na segunda-feira, 9, no Palácio Pedro Ludovico, o Goiás Mais Competitivo.
Enquanto a maioria dos Estados se tornou “amigo” e “refém” da crise, Goiás navega em mares mais calmos. O Banco Central divulgou relatório provando que o Estado cresceu mais do que o Brasil nos últimos dez anos. O documento, produzido pelo governo do PT, reforça o projeto político nacional do governador Marconi Perillo. Há crise em Goiás. Há, porque o Estado não é uma ilha. Mas sua intensidade é bem menor do que em muitos Estados. Administrado pelo PMDB, o Rio Grande do Sul, por exemplo, vive uma situação caótica.
A senadora Lúcia Vânia permanece confiante de que o pré-candidato a prefeito de Goiânia pelo PSB, Vanderlan Cardoso, pode ser eleito. Lúcia Vânia o avalia como um político decente e como um gestor eficiente. Na opinião da tucana, é o candidato que, por ser consistente, tem condições de derrotar Iris Rezende e, depois, governar a capital de maneira qualitativa.
Mais do que a Justiça, a história dirá se a cobertura agressiva da “Veja” está certa ou exagerada. No caso do mensalão, a revista acertou mais do que errou
A denúncia é do advogado Talmon Pinheiro Lima, da chapa de Lúcio Flávio Paiva
Integrantes de milícia liderada por Policial Militar são responsáveis pelo assassinato
Sua mulher escreveu: “Meu ruivo adorado foi embora. A última coisa que me disse foi que queria morrer. E como era do temperamento dele, fez o que achou melhor”
Mestre da política, o ex-prefeito de Goiânia escolheu como alvos o petebista Luiz Bittencourt e o pós-tucano Waldir Soares


