Euler de França Belém
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Polícia Civil prende criminosos que mataram dono de jornal

Integrantes de milícia liderada por Policial Militar são responsáveis pelo assassinato

Jose Roberto Ornelas do jornal Hora H.jpg

A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu na quarta-feira, 4, os suspeitos de matarem José Roberto Ornelas de Lemos [foto ao lado], de 47 anos, dono do jornal “Hora H”, de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, com 40 tiros. Beto do Hora H, como era conhecido, foi assassinado por Vanderlan da Silva, o Biico, e Braulino Brejeiro Fernandes. Vanderlan, Braulino e Celso Henrique Batista Ribeiro — este não participou diretamente do assassinato, mas atraiu o proprietário do jornal para a emboscada — foram presos na quarta-feira, 4. O crime ocorreu em 11 de junho de 2013.

Vanderlan, Braulino e Celso, segundo a polícia, fazem parte da milícia de Corumbá. O grupo seria chefiado pelo policial militar Leonardo de Souza Moreira. O delegado Fábio Cardoso disse ao jornal “O Dia” que “Beto do Hora H” foi morto porque impediu o grupo de se instalar na” Baixada Fluminense. “Ele era visto como um empecilho porque era nascido e criado no bairro e tomava conta da região”, contou o delegado.

Depois da morte de Beto do Hora H, relata “O Dia”, os milicianos tomaram os bairros de Corumbá, Adrianópolis, Santa Rita e Vila de Cava, em Nova Iguaçu”. O delegado Fábio Cardoso sublinha que “eles usam o aparato policial para praticar homicídio, extorsões, ameaças e cobrar por TV a Cabo”.

O jornal do Rio de Janeiro anota que, em 2002, o dono do jornal “foi preso” sob acusação “de integrar um grupo de extermínio e da morte de Kenedi Jaime de Souza, então subsecretário de governo e presidente da comissão de licitações da Prefeitura de São João de Meriti”. Mas o G1 acrescenta que “foi considerado inocente e libertado”.

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