Por Euler de França Belém

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PSD gostaria de ter o prefeito de Goiânia, Paulo Garcia, em seus quadros políticos

[caption id="attachment_48949" align="aligncenter" width="620"]Vilmar Rocha e o prefeito Paulo Garcia: parceria entre Estado e prefeitura | Foto: Humberto Silva Vilmar Rocha e o prefeito Paulo Garcia: parceria entre Estado e prefeitura | Foto: Humberto Silva[/caption] O prefeito de Goiânia, Paulo Garcia, não fala em sair do PT e pretende lançar um candidato de seu grupo para a disputa deste ano. Mas o PSD do ex-deputado federal Vilmar Rocha sonha em adquirir o passe do petista-chefe. Não há conversações sobre o assunto, mas Gilberto Kassab e Vilmar Rocha começam-nas assim que o médico e político sugerir que está aberto para discuti-lo.

Ozair José diz que não jogou a toalha e que quer disputar a Prefeitura de Aparecida de Goiânia

O vice-prefeito de Aparecida de Goiânia, Ozair José, recém-filiado ao PSDB, garante que não jogou a toalha, não compôs com o empresário Alcides Ribeiro, do PSDB e pretende disputar a prefeitura. “Uma candidatura a prefeito de Aparecida não passa apenas pelo PSDB. É preciso dialogar com as pessoas que constroem a cidade. O postulante deve obter o apoio da base, não apenas da cúpula. Sem o apoio do povo, ninguém será eleito prefeito.” Há diálogo entre Ozair e Alcides Ribeiro? “Conversamos uma vez. O candidato da base governista será eu ou ele. O importante é ter voto e credibilidade. Tenho história no município, as pessoas me conhecem e eu as conheço. O decisivo não é dinheiro, e sim popularidade. Sou fiscal de tributos da prefeitura, fui vereador duas vezes, deputado estadual três vezes, duas vezes vice-prefeito — de Ademir Menezes e de Maguito Vilela — e fui secretário da gestão de Norberto Teixeira. Aos 53 anos, estou preparado para gerir o município.”

Apesar do desgaste, o prefeito de Minaçu deve disputar a reeleição

O prefeito de Minaçu, Maurides Rodrigues Nascimento, é apontado, até por alguns adversários, como um político bem intencionado, mas sua administração é mencionada como “desastrosa”. Mesmo assim, o tucano deve disputar a reeleição. Por causa da máquina, mesmo com um desgaste acentuado, se torna um concorrente forte para os adversários. O PSD estuda a possibilidade de lançar Ian Carvalho. Ian da Samina (nome de seu restaurante) afirma que, se Maurides Rodrigues for candidato, divide a base governista. “Se ele não disputar, tenho chances reais, pois sou o novo na política do município.” O Pros vai bancar a presidente da Câmara Municipal, Cida Elias Costa, para prefeita. A pré-campanha de Nick Barbosa, do DEM, já está azeitada. Neusa Lúcia (mulher do ex-prefeito Cícero Romão), do PMDB, também está colocando seu bloco na rua. Nick e Neusa estão em campanha há mais de um ano. Um tucano diz que, apesar de visto como o “novo”, Nick tem rejeição alta, assim como Neusa

Tucano diz que, se bancar Waldir Soares, o PSDB pode até elegê-lo, mas não leva a prefeitura

Tucanos de Goiânia esboçaram a seguinte tese: “Com Waldir Soares, o PSDB pode ganhar a eleição para prefeito de Goiânia, mas não leva a Prefeitura”. O que isto quer dizer? Segundo um tucano, o deputado federal “não” é partidário. “Portanto, se for eleito, não governará com os quadros do partido, e sim com uma equipe pessoal. Ele é personalista, não dialoga, não cede e quer submeter o partido à sua vontade. Imagine se for eleito prefeito da capital. Vai se sentir Deus e não dialogará com ninguém do partido.”

Prefeito de Mara Rosa cai e Nilson Preto é o favorito para a disputa de outubro

O prefeito de Mara Rosa, Elvino Coelho Furtado, foi cassado pela Câmara Municipal na semana passada. Entre outras irregularidade, deixou de repassar o duodécimo para o Legislativo. Embora eleito pelo PMDB, ele está filiado ao PSD. O vice-prefeito Flávio Tatu, do PDT, assumiu o comando da prefeitura. É tudo como político articulado e, se disputar a prefeitura em outubro, dará trabalho para os adversários. Será um páreo duro para qualquer outro candidato. O tucano Nilton Preto, na opinião do deputado Júlio da Retífica, é o favorito para a disputa de 2 de outubro. “Ele foi prefeito três vezes e, sempre que assumiu, organizou o município.”

PSB de Goiás é o PSBE, Partido Socialista Brasileiro dos Empresários

O PSB de Goiás está sendo chamado, nacionalmente, de PSBE, Partido Socialista Brasileiro dos Empresários. Os postulantes a prefeito de Goiânia e Senador Canedo pelo PSB, Vanderlan Cardoso e Zélio Cândido, são empresários e não mantém nenhuma ligação com a causa do socialismo.

Sama fechou turnos e demitiu 119 trabalhadores em 2015. A crise deve se aguçar em 2016

Em 2015, a Sama parou de produzir amianto, em Minaçu, durante três dias. A direção da empresa explicou aos funcionários que o objetivo era conter a superprodução. As vendas caíram interna e externamente — daí a crise. A Sama fechou turnos e demitiu 119 trabalhadores. Acredita-se que em 2016 não será diferente. Funcionários graduados da empresa afirma que, além a crise geral, o amianto é hoje um produto cada vez mais execrado em vários países.

Não será fácil desvencilhar o PMDB do PT na disputa pela Prefeitura de Goiânia

O PT e o PMDB estão no poder em Goiânia há 16 anos, desde 2001, quando o sociólogo Pedro Wilson (PT) assumiu a prefeitura. Em 2004, Iris Rezende foi eleito prefeito, contra Pedro Wilson. Na eleição de 2008, na reeleição, o peemedebista contou com Paulo Garcia (PT) como vice. Em 2010, saiu para disputar o governo do Estado e Paulo assumiu o mandato. Em 2012, Paulo foi reeleito, com Agenor Mariano (PMDB) na vice. Portanto, na campanha de 2016, será difícil desvencilhar os dois partidos.

Governo vai se empenhar para tentar eleger Fernando Cunha em Anápolis

[caption id="attachment_57857" align="aligncenter" width="620"]Fernando Cunha, o Fernandinho, será o candidato do PSDB | Foto: Fernando Leite / Jornal Opção Fernando Cunha, o Fernandinho, será o candidato do PSDB | Foto: Fernando Leite / Jornal Opção[/caption] A pré-candidatura de Fernando Cunha (PSDB) à Prefeitura de Anápolis vem ganhando musculatura desde o seu anúncio, na segunda-feira, 1º. Nos bastidores, é dada como praticamente certa a participação de Victor Hugo Queiroz, superintendente executivo de Indústria e Comércio, e do coronel Adaiton Florentino, chefe do gabinete militar da Governadoria, como coordenadores de sua campanha. Ambos, por sinal, também coordenaram a campanha de Marconi Perillo em 2014. As informações reforçam a ideia de que o governo do Estado está inteiramente fechado com Fernando Cunha. Em declaração recente, o vice-governador José Eliton já havia elogiado o seu trabalho à frente do Produzir e demonstrado entusiasmo pela sua disposição em buscar a renovação da política anapolina.

Ligado a Iris Rezende, Andrey Azeredo pode ser guilhotinado da Prefeitura de Goiânia

Ligado ao PMDB irista, Andrey Azeredo pode ser guilhotinado pelo prefeito de Goiânia, Paulo Garcia, da Agência Municipal de Trânsito. Não é à toa que Andrey Azeredo já começa a ser chamado de “Danton do Cerrado”.

Censurar Mein Kampf, o livro de Adolf Hitler, esconde suas ideias mas não ajuda a combatê-las

Para combater ideias, evitando que sejam colocadas em prática, é preciso conhecê-las bem. Se Churchill, Roosevelt e Stálin tivessem lido “Mein Kampf” cuidadosamente teriam percebido as reais pretensões de Hitler e poderiam, talvez, ter evitado a Segunda Guerra Mundial

O dia que o ator francês Jean-Paul Belmondo andou pelo “céu” de Brasília

Cerca de 20 minutos do filme “O Homem do Rio” passam-se em Brasília, em 1963, quando a capital do país estava em franca construção. O artista anda numa viga e o espectador fica apreensivo

Críticos de cinema não percebem que o macarthismo era frango de granja perto do comunismo

untitledOs jornalistas Luiz Carlos Merten e Luiz Danin Oricchio, do “Estadão”, são excelentes críticos de cinema. Eles amam o cinema, são dotados de paixão, mas escrevem racionalmente. No sábado, 30, escreveram sobre um filme e um livro a respeito do notável roteirista americano Dalton Trumbo (1905-1976). As críticas são, no geral, muito bem feitas e convidam a ver o filme e a ler o livro. Mas falta nuance e história. O macarthismo é apresentado como um dos maiores constrangimentos da história americana — ignorando-se, por certo, a Guerra Civil Americana, que matou mais de meio milhão de pessoas, a corrupção política dos Estados Unidos no século 19, o racismo exacerbado, o assassinato de Luther King e dos irmãos John e Bob Kennedy, a ação quase livre da Máfia em vários Estados do país e o Caso Watergate. O macarthismo tinha um quê de histeria, perseguiu diretores, atores e roteiristas de cinema, mas, comparado com o comunismo — que matou mais de 100 milhões de pessoas no século 20 —, é frango de granja. Ao defender os perseguidos de Hollywood, como o esquerdista Dalton Trumbo, não se leva em conta que o comunismo era pior do que o macarthismo. Não dá nem para comparar. Os textos sequer relatam que comunistas americanos (e soviéticos infiltrados) roubaram o segredo da bomba atômica do governo dos Estados Unidos e, a partir dos dados obtidos, puderam construir sua própria bomba atômica. O macarthismo era mais uma reação do que uma ação e provocou menos danos à liberdade de expressão — e não gerou mortes em série — do que se imagina. Será que os críticos de cinema acreditam que, se vivesse na União Soviética de Stálin, Dalton Trumbo poderia ter escrito roteiros com pseudônimos ou assinados por outros colegas? Lá, não teria continuado a viver na mesma cidade, livre, leve e solto. Teria sido enviado para a Sibéria ou teria sido fuzilado. Na democracia, embora tenha sido perseguido, pôde contestar o sistema e, em seguida, voltar a trabalhar livremente. Como comunista, e sabendo o que os comunistas estavam fazendo na União Soviética e na China — prendendo, matando, perseguindo, tomando empregos de maneira incontornável —, Dalton Trumbo não deve ser tratado como “vítima”. Ele sabia o que estava fazendo, ao ser um agente comunista — ainda que meio festivo —, e o senador Joseph McCarthy também sabia o que estava fazendo ao contribuir para reduzir sua força no establishment de Hollywood. “Trumbo — A Vida do Roteirista Ganhador do Oscar Que Derrubou a Lista Negra de Hollywood” (Intrínseca, 384 páginas, tradução de Catharina Pinheiro), de Bruce Cook, parece ser um livro extraordinário. O título, se é que é de sua autoria, contém certo ufanismo. “Trumbo — Lista Negra”, filme de Jay Roach, tem sido incensado pela crítica patropi e internacional. Conta a história do roteirista. Respeitado como roteirista, Dalton Trumbo dirigiu o filme antibelicista “Johnny Vai à Guerra”. Um filme de qualidade.

Livro conta a história dos cineastas John Ford, John Huston e Frank Capra na Segunda Guerra Mundial

[caption id="attachment_58135" align="alignleft" width="246"]46129673 Pesquisa alentada de cinco anos revela como e em que circunstâncias os cineastas Frank Capra, George Stevens, John Ford, John Huston e William Wyler retrataram a Segunda Guerra Mundial . Mera propaganda?[/caption] Historiadores europeus, como Norman Davies, sugerem que os Estados Unidos criaram o mito de que “venceram” a Segunda Guerra Mundial e salvaram a Inglaterra de Winston Churchill, a França de Charles de Gaulle e a União Soviética de Stálin. De fato, os americanos foram fundamentais para a derrota da Alemanha nazista. Mas não se pode desconsiderar o empenho dos ingleses — se Churchill tivesse sucumbindo às pressões internas para negociar com Adolf Hitler, a Europa teria caído sob controle dos adeptos da “teoria” do espaço vital — e dos soviéticos. Ninguém sofreu tanto no conflito quanto o povo soviético (morreram cerca de 20 milhões de pessoas). Quando as tropas do país do presidente dos Estados Unidos entraram na guerra, em 1941, depois do ataque do Japão a Pearl Arbor, a Inglaterra de Churchill lutava contra os nazistas há dois anos (a guerra começou em setembro de 1939). Conta-se que o ator Michael Caine teria retirado seus filhos de uma escola americana ao saber que os professores de História estavam ensinando que a batalha começou em 1941. Se os americanos não pelejaram sozinhos, por que a história dominante enaltece os Estados Unidos e praticamente ignora a União Soviética e, por vezes, até os ingleses? Primeiro, a URSS de Stálin assinou um acordo de não-agressão com Hitler, em agosto de 1939, e por isso os nazistas, sentindo-se encorajados, invadiram a Polônia, em setembro de 1939, deflagrando a Segunda Guerra Mundial. Os políticos ingleses e franceses, que cultivavam uma política de apaziguamento com o nazismo, finalmente perceberam que Hitler não iria parar e, por isso, precisava ser contido o quanto antes. Os soviéticos ficaram, num primeiro momento, como vilões. Depois, lutaram bravamente e foram decisivos, mais do que os americanos, para derrotar o nazismo. Aos poucos, os historiadores, sobretudo os ingleses, reconhecem sua importância. O comunismo era e é uma desgraça, mas o soldado soviético era intrépido. John Ford diretor de cinema pb01 Segundo, o cinema de Hollywood contribuiu para criar a mitologia do heroísmo americano. Os filmes produzidos nos Estados Unidos no geral são imprecisos (de maneira intencional), praticamente ignoram outros participantes aliados, e criaram um glamour romântico sobre soldados e oficiais do país que pelearam na Europa. Os filmes soviéticos (e mesmo os ingleses) raramente são exibidos fora da Rússia e demais países que pertenceram à URSS. Insistamos num ponto: os Estados Unidos foram importantíssimos para derrotar Hitler, mas, sem a capacidade de resistência dos ingleses e soviéticos, a Alemanha teria se tornado a senhora da Europa. “Cinco Voltaram — Uma História de Hollywood na Segunda Guerra Mundial” (Objetiva, 560 páginas), de Mark Harris, é, sem dúvida, um livro do balacobaco. Mas deve ser lido a partir do prisma exposto acima. O cinema, no caso da guerra, foi largamente utilizado para propalar propaganda política. Por isso o presidente dos Estados Unidos, Franklin D. Roosevelt — tão extraordinário quanto Churchill — enviou cineastas para a Europa. Eles foram destacados para relatar a guerra a partir do ponto de vista americano. Só que, como os diretores Frank Capra, George Stevens, John Ford (foto acima), John Huston (foto abaixo) e William Wyler eram extraordinários, os filmes quase sempre são de qualidade. O talento — a narrativa por vezes precisa, ainda que romantizada, em certos casos — sobrepõe-se à propaganda. Artistas criativos sempre vão além daquilo que lhe pedem e cobram. John Huston 2cultural3 Mark Harris percebe a propaganda, admite o vezo americano em detrimentos das visões europeias-soviéticas, mas destaca a importância do cinema do país de John Ford em exibir a crueza da guerra, suas vicissitudes e até, no meio do deserto de sentimentos, momentos belos, de rara humanidade. A caixa “A Segunda Guerra no Cinema” reúne alguns filmes interessáveis: “Fomos os Sacrificados” (John Ford), “48 Horas!” (Alberto Cavalcanti), “Também Somos Seres Humanos” (William Wellman), “Proibido!” (Samuel Fuller), “Amargo Triunfo" (Nicholas Ray) e “Mercenários Sem Glória” (André De Toth). Norman Davies e a Segunda Guerra Mundial O historiador Norman Davies sugere que o cinema simplifica a Segunda Guerra Mundial e concentra-se, na maioria das vezes, nos Aliados, notadamente na participação dos americanos. Confira no link: https://jornalopcao.com.br/colunas/imprensa/norman-davies-cinema-americano-simplifica-segunda-guerra-mundial

Livro de Nick Davies desnuda jornalismo baixo clero do News of the World

[caption id="attachment_58133" align="alignleft" width="193"]46127451 Vale Tudo da Notícia mostra, sem meias palavras, que parte da imprensa da desenvolvida Inglaterra é mais suja do que o lixo que recolhe[/caption] “Vale Tudo da Notícia” (Intrínseca, 480 páginas, tradução de Marcelo Levy), de Nick Davies, conta, de maneira detalhada, o escândalo do extinto jornal britânico “News of the World”, de Rupert Murdoch. O jornal, por meio de editores e repórteres — a prática era aprovada pelo proprietário —, comprava informações obtidas ilegalmente de detetives particulares, que faziam grampos telefônicos e seguiam pessoas. Os repórteres invadiam caixas de mensagens de celulares de pessoas proeminentes da Inglaterra. Com as informações, publicavam reportagem e, por vezes, chantageavam empresários, políticos e artistas. Davies conta as histórias centrais, mostrando que o jornalismo baixo clero era deliberado, e histórias menores. James Murdoch pressionava políticos e buscava obter vantagens comerciais sem nenhum pudor. Conhecido como “homem do lixo”, Benji percorre as ruas de Londres, na madrugada, vasculhando sacos de lixo em busca de informações para vendê-las aos tabloides (que, na Inglaterra, é sinônimo de sensacionalismo). O repórter Sean Hoare tomava drogas com celebridades. O livro de Davies mostra como o jornalismo — aquilo, argh!, que é vendido como jornalismo — do chamado Primeiro Mundo pode ser sujo. Tidos como os leitores mais qualificados do mundo, ao lado dos franceses, os ingleses adoram qualidade (a leitura de um escritor excepcional como Ian McEwan, por exemplo), mas apreciam, por intermédio dos tabloides, chafurdar no lixo mais abjeto dos seres humanos. Aliás, muito não é lixo, se não for publicado. É apenas vida íntima, que é mais complexa, rica e diversificada do que imagina a nossa vã filosofia. Quando o “The Guardian” publicou as denúncias, provocando um debate extraordinário na sociedade inglesa, o ‘News of the World”, desmoralizado, fechou as portas. Um trecho do livro pode ser lido no site da Editora Intrínseca.