Por Euler de França Belém
Afinal, Vanderlan Cardoso está ou não na base do governador Marconi Perillo? A pergunta é feita todos os políticos—tanto da oposição quanto da situação.
Se o partido político vale mais do que cada indivíduo, e se o PSB, controlado pela senadora Lúcia Vânia, sua presidente, está na base do governador Marconi Perillo, é possível dizer que Vanderlan Cardoso pertence à base governista.
Especula-se que, por não ter um projeto criativo e moderno, Iris Rezende começa como favorito e vai se desidratando
O lema é: “Todos contra Iris Rezende e pela renovação da política em Goiânia”
Na discussão a respeito dos incentivos fiscais, a atuação do vice-governador de Goiás e secretário de Desenvolvimento, José Eliton, foi crucial para evitar um confronto mais desgastante entre o governo e empresários.
Articulador habilidoso, que aprecia dizer a verdade mas sem arrogância, José Eliton jogou água fria na fervura, apaziguou os ânimos e obteve o apoio do governador Marconi Perillo. Os empresários querem segurança jurídica nos contratos de incentivos fiscais assinados com o governo de Goiás.
O vereador avalia que ganha as prévias e será indicado para disputar a Prefeitura de Goiânia. Ele pode ser laranja de um candidato oculto
O ex-deputado federal Luiz Bittencourt, pré-candidato do PTB, e o deputado federal Giuseppe Vecci, do PSDB, são as duas principais apostas dos políticos mais ligados ao governador de Goiás, Marconi Perillo, do PSDB, para tentar vencer as eleições para prefeito de Goiânia.
O tucano-chefe percebe Luiz Bittencourt e Giuseppe Vecci como técnica e politicamente consistentes. O governador estaria convencido de que os dois têm perfil para derrotar o ex-prefeito Iris Rezende. E, se eleitos, têm condições de governar com qualidade.
Pesquisas qualitativas, indicativas de quais nomes poderão crescer, quando e se seus discursos forem assimilados, sugerem que Luiz Bittencourt e Giuseppe Vecci podem superar Iris Rezende, que não é visto como criativo e moderno.
Quando o novo vence, mas tenta afagar o velho, tende a não se firmar, e às vezes acaba atropelado pelas forças anti-mudança
Petistas comemoram o fato de que, finalmente, o prefeito Paulo Garcia percebeu que o PMDB não tem aliados — tem interesses. Quando os interesses são contrariados, os aliados não contam mais. O prefeito foi (e é) leal a Iris Rezende, não divulgou sua caixa preta, mas os peemedebistas têm se comportado de maneira desleal, na avaliação dos petistas.
A lealdade de Paulo Garcia tem sido paga, diariamente, com ingratidão.
Além dos mosqueteiros Agenor Mariano e Clécio Alves, o irismo está buscando mais políticos para criticar a gestão de Paulo Garcia. A tese é que, criticando-a desde agora, quando chegar outubro, os eleitores estarão convictos de que o PMDB não patrocina e não tem nada a ver com o PT e com o prefeito Paulo Garcia.
O curioso é que os peemedebistas estão na gestão de Paulo Garcia desde abril de 2010. Muitos continuam encastelados na prefeitura. Não vai ser fácil dissociarem-se do PT. Os eleitores podem entender que foram e estão sendo enganados pelo PMDB.
O onipresente Iris Rezende, do PMDB, estaria por trás das declarações feitas pelo vereador Clécio Alves propondo o impeachment do prefeito de Goiânia, Paulo Garcia (PT).
Como preposto, sabe-se que o ex-presidente da Câmara, que apoiava o petista até poucos dias, não move um dedo sem o sinal verde do ex-prefeito.
Clécio Alves é habitué do escritório de Iris Rezende. Ele e Agenor Mariano, o vice-prefeito de Goiânia e crítico visceral do prefeito Paulo Garcia.
Segundo o governo de Goiás e a Eletrobrás, todos os obstáculos para a venda da Celg foram removidos. Não há mais empecilhos à privatização da empresa em março. O interesse de grandes grupos, nacionais e internacionais, é imenso, consistente e crescente.
Ao se aliar ao MST, à CUT e ao ex-deputado Mauro Rubem na batalha contra a privatização da Celg, o senador Ronaldo Caiado, do DEM e da direita mais tradicional do país, balançou as redes sociais. O DEM nacional preocupou-se com a “esquerdização” (momentânea) do goiano. Admiradores fieis chegaram a criticar a incoerência do senador. Nem o PMDB (que vendeu a usina de Cachoeira Dourada) ficou ao lado do democrata.
Afinal, o DEM não é visto como um partido liberal (seu nome anterior era Partido da Frente Liberal —PFL)? Agora, sem mais nem menos, um de seus próceres passa a atacar a privatização de uma estatal. Na questão, Ronaldo Caiado contraria frontalmente o ideário do partido Democratas.
No Senado, em Brasília, Ronaldo Caiado, assim como o DEM, defende a política de privatização do governo de Fernando Henrique Cardoso ou de qualquer outro (até do PT de Dilma Rousseff). O que ocorre é que, em Goiás, com o objetivo de desgastar o governo e a imagem do governador Marconi Perillo, o líder do Democratas posiciona-se contra a venda da Celg para a iniciativa privada.
Implacável nas suas críticas, o senador Ronaldo Caiado escolheu como alvo a secretária da Fazenda do governo de Goiás, Ana Carla Abrão Costa, no Twitter.
Porém, ao perceber que o PMDB está escapando-lhe das mãos, dada a derrota acachapante de Iris Rezende para o grupo de Daniel Vilela, Ronaldo Caiado, segundo um integrante do PSB, estaria articulando para obter o apoio da senadora Lúcia Vânia (mãe de Ana Carla), presidente do PSB, para a disputa de 2018.
Ronaldo Caiado planeja disputar o governo de Goiás, em 2018, mas não dá para concorrer numa campanha majoritária sozinho. A ressalva é que Ana Carla está comprometida com o projeto do governador Marconi Perillo — que está fazendo uma reforma na estrutura do Estado para torná-lo mais barato para a sociedade — até a alma. Uma aliança contra o senador do DEM não passa pela cabeça da senadora e da secretária.
[caption id="attachment_42742" align="alignnone" width="620"] Senador Ronaldo Caiado tem sido visto como o político mais contundente e consistente nas críticas ao governo da presidente Dilma Rousseff[/caption]
Facções do PT nacional definiram o senador Ronaldo Caiado, do DEM de Goiás, como seu inimigo prioritário. A tese é que vão tentar transformá-lo, aos poucos, no novo Demóstenes Torres (começaram há pouco tempo com uma denúncia sobre uma funcionária que, recebendo pelo Senado, trabalhava num escritório de Goiânia).
Luas vermelhas petistas também planejam dirigir o gatilho das acusações, brevemente, para o deputado federal Alexandre Baldy, do PSDB de Goiás.
Segundo um petista, em aliança com alguns políticos e jornalistas, Alexandre Baldy é um dos principais fomentadores de denúncias, na Câmara dos Deputados, contra o governo de Dilma Rousseff (PT).
O que o PT não deve e não pode fazer é usar órgãos públicos para articular vinganças políticas, ideológicas e pessoais.
Não se sabe exatamente por quê, mas Vanderlan Cardoso definiu como seu projeto número um — e ele é visto como um ser humano dos mais teimosos — destruir o prefeito de Senador Canedo, Misael Oliveira, do PDT. Não fisicamente, é claro, pois é pacífico, e sim eleitoralmente. (Comenta-se que há um sério problema sobre loteamentos.)
A aliados, sobretudo de Senador Canedo, Vanderlan Cardoso admite que tem mais interesse em derrotar Misael Oliveira do que se eleger em Goiânia. Numa gravação, divulgada na internet até por seus aliados, ele afirma que Senador Canedo é sua prioridade eleitoral.
(Na foto: Vanderlan Cardoso, Misael Oliveira e Dioji Ikeda)