Por Euler de França Belém
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Na reta final, Evandro Magal, do PP, e Alison Maia, do DEM, intensificaram suas campanhas em Caldas Novas. Os dois candidatos a prefeito fazem críticas duríssimas um ao outro. Sem contemplação.
A equipe de Magal garante que o prefeito é favoritíssimo e já encomendou o terno de posse para o pepista. Mas os aliados de Alison Maia garantem que o candidato democrata não joga a toalha jamais.
Há quem diga que Alison Maia pode até não ser eleito, por falta de estrutura partidária e recursos financeiros, mas teria conquistado o coração dos eleitores de Caldas Novas, como uma espécie de fato novo da política local. Há também quem o elogie por ter coragem de enfrentar, não apenas Magal, mas também os grupos econômicos poderosos que o apoiam.
Quando perguntam sobre o terceiro candidato, Arlindo, os eleitores dizem, brincando: “Voltou para o Ceará”. É que o postulante é registrado com o nome de Arlindo Ceará.
Há um consenso entre juristas gabaritados de que a Justiça Eleitoral não pode ser usada como instrumento de censura dos jornais durante as campanhas eleitorais.
A retirada de reportagens, sem uma leitura atenta do que foi publicado, é um caso que mancha a Justiça Eleitoral brasileira.
Políticos de má-fé exploraram a boa fé — e até a falta de informação e formação — de alguns juízes na disputa eleitoral deste ano.
Pode-se dizer que, em alguns casos, a Justiça eleitoral agiu contra os interesses do cidadão, ao “censurar” os jornais, exigindo que reportagens críticas fossem retiradas dos sites. Em definitivo, “censurar” a imprensa não é função de magistrados.
Em Minaçu, surgiu um político surpreendente, Nick Barbosa. Falando um português estropiado, como se fosse o Jeca Tatu da modernidade — há quem o chame de Lula piorado do DEM —, e criticando funcionários públicos concursados, o integrante do DEM é dono de uma fortuna avaliada em 51 milhões de reais.
As pesquisas de intenção e voto põem Nick Barbosa em primeiro lugar. Há quem acredite que é incontornável. Mas Neuza Lúcia Barbosa está na sua cola.
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Zé Gomes em entrevista ao Jornal Opção | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption]
José Gomes da Rocha podia ser populista, podia ter problemas na Justiça, mas era mesmo um político amado pela população de Itumbiara. A cidade em peso chorou sua morte.
Com todos os seus exageros, José Gomes da Rocha, assassinado aos 58 anos, era tido como um político que contribuiu para a modernização de Itumbiara. Ele não parecia, mas era um gestor eficiente. Pode-se dizer que existe uma Itumbiara antes e uma Itumbiara depois de Zé Gomes.
O que mais impressionava em Zé Gomes era sua vitalidade e o bom humor. O assassinato do ex-prefeito reduz, de alguma forma, parte da força política do município.
De Roberto do Orion, candidato a prefeito de Anápolis pelo PTB: “Vou para o segundo turno e vou derrotar o candidato do PT”.
Roberto do Orion afirma que não se importa de ir para a próxima etapa em segundo lugar. “O importante é que tenho condições de virar o jogo, pois tendo a incorporar novas forças políticas, o que não ocorrerá com o PT do prefeito João Gomes.”
De um irista (mais do que peemedebista): “Os deputados Jovair Arantes e Henrique Arantes, se a disputa de Goiânia for para o segundo turno, tendem a apoiar Iris Rezende”.
No início da definição das candidaturas, o deputado federal Henrique Arantes procurou uma aliança com Iris Rezende e tentou puxar Francisco Júnior, do PSD, para vice. Mas esbarrou na vontade férrea do presidente do PSD, Vilmar Rocha, e do deputado Thiago Peixoto.
De um peemedebista não-irista: “Se Iris Rezende for eleito prefeito de Goiânia, Ronaldo Caiado sairá como um dos grandes vencedores do pleito. Porém, se for derrotado, o senador sairá como um dos principais derrotados, pois perderá o apoio do PMDB para a disputa de 2018”.
O que o peemedebista está sugerindo é que, em 2018, o PMDB vai bancar Daniel Vilela para governador e vai ignorar Ronaldo Caiado, que, se ficar isolado, terá dificuldade para disputar o governo.
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Comenta-se que, se for derrotado em Goiânia, Iris Rezende irá se filiar ao DEM para disputar a vice de Ronaldo Caiado em 2018. A vice ou o governo.
Iris Rezende e Ronaldo Caiado esqueceram o passado contencioso e agora são carne, unha e, até, cutílica.
O prefeito peemedebista permanece poucos pontos atrás do tucano, mas sua rejeição parece intransponível
“A região Leste da capital ‘adotou’ Vanderlan Cardoso como seu candidato praticamente oficial. Há uma sintonia fina dele com os eleitores"
Assassinatos do ex-deputado federal José Gomes da Rocha e do cabo Vanilson Pereira, da Polícia Militar, além do fato de o vice-governador José Eliton ter sido baleado, sugerem tragédias não diferentes das mortes de John Kennedy e Olof Palme
Um jornalista disse que ofereceram 250 mil dólares para a revista da Editora Abril publicar reportagem garantindo que o peemedebista era o “ministro das boas notícias”. Duas matérias de fato sugeriram que o goiano era um gestor de qualidade
Livro sobre Roberto Civita, o criador das revistas “Quatro Rodas”, “Veja” e “Exame” e dono da Editora Abril, garante que o dono da revista “CartaCapital” não se demitiu e que a CEF não emprestou dinheiro ao grupo
Leitores não teriam aprovado o novo design gráfico do jornal
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Roberto Kalil e Julio César Saucedo: médicos garantem que houve fatalidade, e não erro médico, na morte de Roberto Civita[/caption]
Em 2013, levando uma vida agitada e sedentária, Roberto Civita, seu corpo, começa a “falhar”. Havia fumado cachimbo por mais de 50 anos, sem tragar. Na biografia “Roberto Civita: O Dono da Banca — A Vida e as Ideias do Editor da Veja e da Abril” (Companhia das Letras, 534 páginas), o jornalista Carlos Maranhão relata que, “em 1994, com diagnóstico de obstrução na artéria coronária, ele se submeteu a uma angioplastia na Cleveland Clinic”.
Em 2010, a mulher de Roberto Civita, Maria Antonia Magalhães Civita, conversou com o cardiologista Roberto Kalil Filho, do Hospital Sírio-Libanês, e expôs a situação física do marido. Em seguida, no seu sítio, a perna esquerda do empresário começou a inchar. “Ele tivera um embolia pulmonar”, constatou Kalil, possivelmente em decorrência de voos longos entre China, Europa e Brasil. Passou a tomar anticoagulantes. Depois, em 2011, “sofreu uma nova trombose venosa na perna”.
Em 2012, depois de uma pneumonia, Kalil descobriu “uma obstrução de 90% na principal artéria do coração, a artéria descendente inferior, como consequência de uma alta taxa de LDL, o chamado mau colesterol”. O médico Pedro Leme fez um bem-sucedido cateterismo. O urologista Miguel Srougi descobriu um problema na próstata e Roberto Civita foi operado nos Estados Unidos.
Ainda em 2012, Kalil descobriu um aneurisma da aorta abdominal. Quando Roberto Civita estava internado, o ex-presidente Lula da Silva o visitou. O publisher da “Veja” admitiu para o petista-chefe que a capa na qual um de seus filhos é apresentado como “O Ronaldinho de Lula” foi excessiva e, por isso, a reportagem não deveria ter sido publicada. “Deixei sair porque não veto matérias.”
Com o aumento da dilatação da aorta abdominal, Roberto Civita volta a Nova York em busca de apoio médico. Ao voltar ao Brasil, procura Kalil, que sugeriu a colocação de um stent e o nome do médico paraguaio Julio César Saucedo Mariño. O especialista “foi escolhido para colocar a prótese via endovascular, a endoprótese. Ou seja, através da virilha”.
Maria Antonia, sempre atenta à saúde do marido, perguntou a Julio Saucedo: “Doutor, qual é o risco de fatalidade?” O médico respondeu: “Dois por cento”.
Para a mulher, mostrando tranquilidade, Roberto Civita disse: “Vivi bem, comi bem, viajei bem e para mim o trabalho sempre foi uma diversão. Acha que quero ficar velho sem poder fazer o que gosto?”
Feita a cirurgia, de repente, Kalil gritou: “Segurem o elevador!” Roberto Civita foi levado novamente para o centro cirúrgico, às pressas. “A distância era um andar, mas achei que ele não chegaria vivo”, afirma o médico. “A hemoglobina estava caindo, em um sinal de sangramento. Ocorrera a pior hipótese: o rompimento da aorta”, assinala Carlos Maranhão. “Era uma aorta muito doente”, diz Kalil. “No movimento de pressão para colocar a prótese, a aorta não resistiu.”
Carlos Maranhão conta que “a hemorragia foi muito grande. Roberto” tomou “vinte livros de sangue”. “Sua imunidade caiu a níveis críticos. Haveria na sequência perda de irrigação sanguínea nos rins, no estômago, no intestino e nas pernas. Nas semanas posteriores, os dedos das mãos e dos pés começariam a gangrenar. Ele seria submetido a mais duas cirurgias para a retirada das partes dos órgãos que haviam morrido. Antibióticos poderosos, em altas doses, lesariam seu nervo auditivo. O fato de ser alérgico a antibióticos contribuiu para o agravamento do quadro clínico. Àquela altura, caso se recuperasse, ficaria em cadeira de rodas.”
Em 26 de maio de 2013, Roberto Civita morreu. Giancarlo Civita e Victor Civita Neto, filhos do empresário, “afirmam que não tiveram como saber se houve erro médico. Maria Antonia não atribuiu a morte do marido a qualquer falha no diagnóstico ou nas cirurgias”. “Não houve erro, houve a fatalidade, dentro do risco do procedimento, conhecido pela família e pelo paciente, devidamente explicado e reexplicado”, sustenta Kalil. “A palavra é essa, fatalidade”, corrobora Julio Saucedo.

