Por Euler de França Belém
O jornalista brilhou nas redações dos principais jornais de Goiás e tem experiência no setor público
O único deputado federal do partido diz que o próximo presidente tem de lutar para unir e não para dividir o partido
O empresário do ramo de loteamentos não quis cargo no governo, alegando que poderia prejudicar seus negócios
Ex-governador diz que "incompetência" do atual governador "está frustrando os seus eleitores"
Na cidade onde nasceu Iris Rezende, Cristianópolis, as mulheres conquistaram o poder na Câmara Municipal
Trata-se da primeira jornalista negra a apresentar o Jornal Nacional
O parlamentar do partido Democratas de Aparecida de Goiânia garante que tem “acesso direto ao governador de Goiás para tratar de qualquer assunto”
O profissional trabalhou no “Diário da Manhã” e em “O Popular”
O dentista e empresário Márcio Correia afirma ter ouvido em São Paulo que o engenheiro goiano engrandece o governo de João Doria
O jurista vai ler as memórias de Zé Dirceu e o parlamentar vai ler livro sobre os segredos da Constituinte de 1988
Douglas Tavolaro contratou o experimentado Américo Martins, ex-BBC, e estão dando sopa Cristina Serra, Mara Luquet, Thais Heredia, Evaristo Costa e Carla Vilhena
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Américo Martins e Douglas Tavolaro: os dois vão comandar o jornalismo na CNN Brasil | Fotos: divulgação[/caption]
O americano Jeff “Amazon” Bezos poderia comprar a “Folha de S. Paulo”? Só em parte. No Brasil nenhum grupo estrangeiro pode adquirir mais do que 30% de um meio de comunicação. Daí a possibilidade de “laranjas”. A lei precisa mudar, pois o capital externo pode contribuir para melhorar a imprensa patropi e, sobretudo, para torná-la menos infensa ao controle de políticos.
O jornalista Douglas Tavolaro, ex-vice-presidente de Jornalismo da TV Record, e o Rubens Menin, dono da Construtora MRV Engenharia e do Banco Inter — o primeiro entra com o trabalho e o segundo, com o dinheiro —, vão colocar no ar, em 2019, a CNN Brasil. Trata-se de uma parceria e não há evidência de que Tavolaro e Menin — que tem recursos financeiros suficientes — sejam laranjas dos americanos.
A CNN Brasil pretende contratar cerca de 400 jornalistas — o que sinaliza que vai cobrir ao menos a América do Sul. Para vice-presidente de Conteúdo, Tavolaro contratou Américo Martins, ex-diretor de Jornalismo da BBC para a Europa e Américas. “Ajudar a lançar a CNN Brasil é um privilégio para qualquer jornalista. Trata-se de uma das marcas mais importantes e com maior credibilidade no jornalismo mundial. Esse projeto é muito importante para a renovação da imprensa no Brasil e é um orgulho participar desse desafio”, afirma o profissional.
A CNN Brasil deve mesclar jornalistas experimentados com profissionais jovens mas com alguma experiência em televisão. Como a TV Globo está rescindindo contratos e alguns repórteres-apresentadores deixaram a empresa espontaneamente — como Mara Luquet e Alexandre Garcia —, a oferta de bons profissionais não é pequena.
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Evaristo Costa, Sérgio Aguiar e Carla Vilhena: possíveis apostas da CNN no Brasil | Fotos: reprodução[/caption]
O Portal Imprensa, citando Cristina Padiglione, do blog Telepadi, sugere que Carla Vilhena, Evaristo Costa e Sérgio Aguiar podem ser os primeiros a fechar com a CNN Brasil. Sérgio Aguiar saiu recentemente da apresentação do “Em Pauta”, da GloboNews. Ele disse que não houve problema com (redução de) salário. Apesar de sua contestação, o que se comenta, nos bastidores da Globo, é que pediu aumento salarial e, não conseguindo, pediu demissão — tendo em vista que a CNN Brasil já estava de olho em seu passe.
Há outros nomes disponíveis no mercado, como André Luiz Azevedo, Mara Luquet, Cristina Serra, Thais Heredia e William Waack. Na verdade, eles se recolocaram no mercado, mas talvez não rejeitem um convite, com salário e condições de trabalho decentes, da CNN Brasil. Até porque quem trabalhar na CNN no Brasil pode alcançar voos mais altos no futuro.
Marcelo Cosme é competente e experimentado, mas não consegue substituir Sérgio Aguiar
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Jornalista Marcelo Cosme | Foto: reprodução[/caption]
O melhor apresentador de um programa de televisão não é necessariamente aquele profissional mais intelectualizado. Sérgio Aguiar, de 49 anos, apresentava o “Em Pauta”, das GloboNews, com rara competência e empatia com os participantes. Não era o mais preparado do grupo, mas dificilmente errava a mão, exceto quando o assunto era mais denso. O público certamente o apreciava.
Marcelo Cosme é um profissional qualificado e conhece bem televisão. Mas não demonstra empatia com Gerson Camarotti, Guga Chacra, Eliane Cantanhêde, Bete Pacheco, Mônica Waldvogel e Jorge Pontual. Embora não seja inseguro, deixa a impressão de que não afina com os demais colegas. Fica parecendo um corpo estranho no “Em Pauta” e, deste modo, a “família” não parece uma família — irmãos, e sim vizinhos. A imagem cristalizada é que falta conexão entre os pares porque o “âncora” não consegue ligá-los. Talvez Bete Pacheco consiga.
Sites citam Leila Sterenberg, Cecília Flesch, Bete Pacheco, Marcelo Cosme, Samy Dana (com seu jeitão de cientista maluco), Márcio Gomes e Tiago Scheuer como nomes cotados para substituir Sérgio Aguiar e, agora, Marcelo Cosme.
O presidente do partido afirma que composição com o PT de Antônio Gomide não está no radar do emedebismo
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Márcio Correia | Foto: jornal Opção[/caption]
Ao contrário do que tem sido ventilado, o presidente do MDB de Anápolis, o dentista e empresário Márcio Correia, diz que o partido vai lançar candidato a prefeito. “Dizem que vamos lançar o vice de Antônio Gomide, do PT, quando, na verdade, não conversei nenhuma vez com o deputado. Somos adeptos da tese de que time que não joga não tem torcida. O MDB é um partido grande, com história, portanto lançará candidato na segunda mais importante cidade do Estado.”
No momento, o MDB tem dois nomes para a disputa — Márcio Correia e Marcelo Daher. E há um terceiro nome. “Importante mesmo é que estamos formatando uma forte chapa de candidatos a vereador”, afirma o emedebista.
Sobre o presidente regional do MDB, Daniel Vilela, Márcio Correia frisa que perdeu a eleição para governador, mas se mantém prestigiado na sociedade.
Embora seu interesse seja exclusivamente a Fecomércio-Sesc, o empresário é apontado como o João Doria de Goiás
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Marcelo Baiocchi, presidente da Fecomércio: nome novo para prefeito de Goiânia | Foto: arquivo[/caption]
Quem será o novo na disputa pela Prefeitura de Goiânia em 2020? Iris Rezende (MDB), obviamente, que disputa eleições já 60 anos e está desconectado da Goiânia moderna, não é. Elias Vaz, do PSB, está na política há vários anos. Francisco Júnior, do PSD, já disputou, assim como Adriana Accorsi, do PT, a Prefeitura de Goiânia. Major Araújo é deputado estadual e foi eleito vice de Iris Rezende em 2016. Portanto, é responsável por sua vitória, ainda que tenha renunciado ao cargo decorativo.
O novo pode ser um empresário? Pode. Um deles é Wilder Morais (DEM), que venceu pelos próprios méritos, longe da política. Saiu de baixo, filho de taxista, e se tornou um dos empresários mais ricos de Goiás. Ele é dono da Construtora Orca, de shoppings e constrói as unidades do Carrefour.
O segundo empresário é o presidente da Federação do Comércio do Estado de Goiás (Fecomércio), Marcelo Baiocchi. Em conversas reservadas com amigos, ele diz que, apesar do assédio de políticos — que o avaliam como uma pessoa de “valor”, como o “novo” e “João Doria de Goiás” —, não pretende disputar. Prefere gerir a Fecomércio (com o Sesc) com eficiência, representando o empresariado e a sociedade.
O golden boy do pepismo tem arrancado elogios do governador de São Paulo, João Doria
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Foto: Divulgação[/caption]
Secretário de Transportes do governador de São Paulo, João Doria, do PSDB, o empresário e ex-deputado federal Alexandre Baldy descobriu que São Paulo não é um Estado, e sim um “país”. O PIB e a população de sua capital, Sampa, são maiores do que o de Goiás e de vários Estados. Tudo lá é superlativo. O goiano de Goiânia tem arrancado elogios de Doria, que o avalia como ágil, proativo e não burocrático.
Baldy se tornou player político nacional ao assumir o Ministério das Cidades do governo de Michel Temer. Agora, com sua atividade em São Paulo, a locomotiva do país, seu papel nacional está sendo reforçado. Recentemente, com a vitória de Rodrigo Maia para presidente da Câmara dos Deputados, voltou a ser cotado para um ministério do governo do presidente Jair Bolsonaro.
O senador Ciro Nogueira pode bancar Baldy para presidente nacional do PP.

