Por Euler de França Belém

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Valdivino Oliveira tentou ajustar contas de Agnelo Queiroz. Mas já era tarde

O economista Valdivino Oliveira (PSDB) foi contratado para, na marca do pênalti, ajustar as contas do governo de Agnelo Queiroz (PT), em Brasília. Não deu pé, é claro, mas pelo menos o altamente qualificado gestor goiano indicou os caminhos para a recuperação das contas públicas. O governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB), se quiser começar o governo sabendo o caminho das pedras, não poderá prescindir do trabalho do professor da PUC de Goiás. Seja como auxiliar direto ou como consultor.

Iris Rezende teria aconselhado Paulo Garcia a “mandar” na Prefeitura de Goiás

O principal conselheiro do prefeito de Goiânia, Paulo Garcia (PT), é o ex-prefeito Iris Rezende. Numa das conversas, o decano do PMDB teria dito que o petista-chefe precisa “mandar” na prefeitura. Noutras palavras, Iris Rezende sugeriu que Paulo Garcia assuma, de vez, a liderança de sua equipe e expurgue aqueles, de quaisquer partidos, que não estiverem realmente comprometidos com a gestão pública. Bem intencionado e decente, Paulo Garcia até agora não definiu uma marca para sua gestão e parece não ter um eixo administrativo. Faz muitas coisas, mas não é conhecido por uma coisa bem feita, aquilo que fica gravado no inconsciente coletivo. Iris Rezende fazia asfalto — é uma marca. Qual é a de Paulo Garcia? Ainda não se sabe. Mas engana-se quem acredita que o prefeito está “morto” do ponto de vista administrativo e político. Não está. Ele ainda tem tempo para recuperar a gestão e se posicionar politicamente de maneira mais forte. Mas precisa aceitar o conselho de Iris Rezende e assumir o comando da prefeitura, antes que seja tarde, muito tarde.

Vilmar Rocha aposta no fortalecimento da base em 2016 para chegar mais forte em 2018

No momento, Vilmar Rocha está se reunindo com os líderes do PSD para discutir a sucessão municipal de 2016. Ele é adepto da tese de Tancredo Neves de que, em política, não existe cedo — só tarde. Mas, como costuma dizer, cada coisa tem seu tempo. O objetivo do presidente do PSD é encorpar o partido a partir das eleições municipais. O PSD tem cinco deputados estaduais e dois deputados federais. Com uma estrutura municipal mais sólida, estabelecida em 2016, o partido tende a aumentar a bancada parlamentar na eleição seguinte, a de 2018. O PSD tem chance, por exemplo, de bancar candidato a governador em 2018.

Vilmar Rocha diz que vai manter e fortalecer aquilo que funciona bem na sua supersecretaria

O supersecretário de Cidades, Meio Ambiente, Infraestrutura e Assuntos Metropolitanos, Vilmar Rocha (PSD), pouco dado a arroubos autoritários e mudanças tão-somente marqueteiras, afirma que quer e vai trabalhar com aqueles que querem contribuir para a modernização de Goiás. Por isso, ao assumir a secretaria, não vai pedir a cabeça de ninguém nem vai promover mudanças radicais. O que estiver funcionando bem será mantido e ampliado.

A presidente Dilma Rousseff costuma chamar Vilmar Rocha de “Kassab de Goiás”

O secretário Vilmar Rocha (PSD) é o tipo de pessoa que não se irrita com nada. Está sempre bem-humorado e é extremamente afável. Homem culto, com formação até erudita, prefere se comportar de maneira simples, sem firulas acadêmicas (mas quem leu seu livro sobre o populismo sabe que seus voos acadêmicos são altos). É um liberal que aposta que o investimento no social, num país como o Brasil, é mesmo absolutamente necessário. Nisto, segue, de certa forma, a tese do liberalismo social sugerido pelo filósofo José Guilherme Merquior. A presidente Dilma Rousseff o chama de “Gilberto Kassab de Goiás”. Vilmar Rocha não se importa com a comparação, pois a presidente quer dizer que se trata de um político diplomático como o político de São Paulo. De brincadeira, integrantes do PSD começam a chama-lo de “Kassab do Cerrado” ou de “Kassabinho do Planalto”. O fato é que, embora Kassab seja ministro e de uma Estado mais poderoso, a história de Vilmar Rocha é muito superior à do líder do PSD nacional.

O Popular demite o jornalista Fernando Machado, correspondente em Rio Verde

Fernando Machado

O “Pop” demitiu, no fim de 2014, seu correspondente em Rio Verde, Fernando Machado (foto acima. De seu Facebook). A editora-chefe Cileide Alves informou que o cargo de correspondente na capital econômica do Sudoeste foi extinto.

Em dois anos e meio, Fernando Machado fez um trabalho qualificado, mostrando que a economia da região é maior do que parece aos que moram em Goiânia — há uma espécie de muro de Berlim, ainda que invisível, entre a capital e o interior — e publicando reportagens nas quais apontou problemas no uso do dinheiro público.

O Sudoeste, por sua importância econômica, além de política, merece uma cobertura mais atenta aos personagens e fatos locais. Extinguir o cargo de correspondente pode ser uma medida de contenção de despesas, mas, em termos estritamente jornalísticos, trata-se de um equívoco. O curioso é que a redação não defendeu a manutenção de um correspondente em Rio Verde — concordando inteiramente com a visão “administrativa” da nova equipe que dirige o Grupo Jayme Câmara.

Fernando Machado continua editando a “Revista King”, que está na décima edição. Em março, o jornalista lança um jornal em Rio Verde, com circulação quinzenal e, mais tarde semanal.

Lista oficial do secretariado do quarto governo de Marconi Perillo

O secretariado do governador Marconi Perillo tem perfil técnico e político. Mesmo os políticos têm formação técnica adequada e a maioria dos técnicos têm visão política aguçada (casos de Raquel Teixeira e Leonardo Vilela, com passagem positiva pela Câmara dos Deputados). Os principais partidos que contribuíram para a vitória do tucano-chefe, do PSDB, foram contemplados no primeiro escalão. O PSD tem dois secretários, Vilmar Rocha e Thiago Peixoto. PP tem um supersecretário, o vice-governador José Eliton. O PTB, que tende a ficar forte no segundo escalão (que terá papel decisivo na condução direta do governo), indicou o deputado Valcenor Braz. O deputado federal Jovair Arantes, presidente do PTB, desabafou com aliados que não ficou satisfeito com a escolha do secretariado, embora publicamente admita que as nomeações são de responsabilidade exclusiva do governador. O PHS emplacou Eduardo Machado na Metrobus. Uma das missões de Machado é contribuir para alavancar o projeto nacional do líder tucano. O PSDB, além de ter o governador, mantém integrantes em pastas chaves. Com a ida de Thiago Peixoto para a Segplan, o primeiro suplente da coligação governista, o deputado federal Sandes Júnior, do PP, permanece em Brasília. Com dois deputados estaduais na equipe do tucano-chefe, os suplentes Júlio da Retífica, principal líder político do Norte goiano, e Daniel Messac, ligado à Igreja Assembleia de Deus, continuam na Assembleia Legislativa. Ambos são tucanos. Eurípedes Júnior, presidente nacional do Pros, permanece como suplente. A indicação de Frederico Jayme para a chefia de Gabinete indica que ela vai funcionar praticamente como uma secretaria política. Porque Frederico Jayme não é meramente técnico. Acima de tudo, é um articulador político hábil e, por isso, será uma das principais pontes do governo com os prefeitos de vários partidos. Setores do PMDB que não aceitam a liderança de Iris Rezende tendem a se aproximar do governo, por intermédio de Frederico. Há risco, até, de debandada para o lado do governo. Henrique Tibúrcio, na Secretaria de Governo, é uma das apostas pessoais do governador Marconi Perillo. O projeto é transformá-lo num novo quadro político do PSDB em Goiás. Tibúrcio deixa a presidência da OAB-Goiás. E uma eleição será convocada -- só entre os conselheiros da Ordem -- para eleger o novo presidente. Será um mandato-tampão, até o fim de 2015. O advogado e professor universitário Flávio Borges é apontado como um dos candidatos mais fortes. Dependendo das articulações, no lugar de "um", pode ser "o" candidato. A seguir confira a lista oficial da nova equipe do governo de Goiás. I – Secretarias de Estado

  • José Eliton de Figuêredo Júnior Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Científico e Tecnológico e de Agricultura, Pecuária e Irrigação• José Carlos Siqueira Secretaria de Estado da Casa CivilVilmar da Silva Rocha Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Recursos Hídricos, Infraestrutura, Cidades e Assuntos MetropolitanosAna Carla Abrão CostaSecretaria de Estado da Fazenda Thiago Mello Peixoto da Silveira Secretaria de Estado de Gestão e Planejamento
Henrique Tibúrcio Peña Secretaria de Estado de Governo • Raquel Figueiredo Alessandri Teixeira Secretaria de Estado da Educação, Cultura e Esporte • Joaquim Cláudio Figueiredo Mesquita Secretaria de Estado da Segurança Pública e Administração Penitenciária • Leonardo Moura Vilela Secretaria de Estado da Saúde •Lêda Borges de Moura Secretaria de Estado da Mulher, do Desenvolvimento Social, da Igualdade Racial, dos Direitos Humanos e do Trabalho II – Secretarias Extraordinárias • Valcenor Braz de Queiroz Secretaria Extraordinária do Entorno de Brasília • Sérgio Antônio Cardoso de Queiroz Secretaria Extraordinária de Articulação Política III – Órgãos de Assessoramento Direto ao Governador, Integrantes da Governadoria • Luiz Alberto de Oliveira Chefe de Gabinete de Gestão da Governadoria • Frederico Jayme Filho Chefe de Gabinete do Governador
  • Glória Edwiges Miranda Coelho Chefe de Gabinete Particular do Governador
  • Simão Cirineu Dias Chefe de Gabinete da Representação de Goiás no Distrito Federal•
  • Carlos Eduardo Reche Chefe de Gabinete de Gestão de Imprensa do Governador
  •  Adailton Florentino Nascimento Chefe do Gabinete Militar
  • Carlos Maranhão Gomes de Sá Presidente do Grupo Executivo do Veículo Leve sobre Trilhos• Adauto Barbosa Júnior Controlador-Geral do Estado • Cleomar Rizzo Esselin Filho Defensor Público-Geral do Estado • Alexandre Eduardo Felipe Tocantins Procurador-Geral do Estado
IV – Autarquias • Jayme Eduardo Rincon Presidente da Agência Goiana de Transportes e Obras • Haroldo Reimer Reitor da Universidade Estadual de Goiás – mandato • Francisco Taveira Neto Presidente do Instituto de Assistência dos Servidores Públicos do Estado de Goiás - Ipasgo • Alexandre Veiga Caixeta Presidente da Junta Comercial do Estado de Goiás – mandato • Ridoval Darci Chiareloto Presidente da Agência Goiana de Controle, Regulação e Fiscalização de Serviços Públicos – mandato • Marlene Alves de Carvalho e Vieira Presidente da Goiás Previdência (GoiásPrev) – mandato • Leandro Marcel Garcia Gomes Presidente da Agência Estadual de Turismo – Goiás Turismo • Pedro Antônio Arraes Pereira Presidente da Agência Goiana de Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Agropecuária – Emater • João Furtado de Mendonça Neto Presidente do Departamento Estadual de Trânsito V – Fundação • Maria Zaira Turchi Presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás – Fapeg VI – Empresas • José Taveira Rocha Diretor-presidente da Saneago – Saneamento de Goiás S.A • Júlio César Vaz de Melo Diretor-presidente da Companhia de Distritos Industriais de Goiás – GoiásIndustrial • José Fernando Navarrete Pena Presidente da Celg G&T – Geração & Transmissão • Humberto Tannus Junior Presidente da Agência de Fomento de Goiás S.A – GoiásFomento • Luiz Antônio Stival Milhomens Presidente da Agência Goiana de Habitação • Andrea Aurora Guedes Vecci Diretora-presidente da Indústria Química do Estado de Goiás – Iquego • Eduardo Machado e Silva Rodrigues Diretor-presidente da Metrobus – Transporte Coletivo S.A VII – Órgãos de Segurança Pública • Sílvio Benedito Alves Comandante-Geral da Polícia Militar do Estado de Goiás • João Carlos Gorski Delegado-Geral da Polícia Civil do Estado de Goiás • Carlos Helbingen Júnior Comandante-Geral do Bombeiro Milita A professora Eliana França está mantida no cargo de coordenação geral da Organização das Voluntárias de Goiás, indicada pela presidente de honra, Valéria Perillo.  

O deputado federal Heuler Cruvinel é cotado para a Secretaria de Governo

O deputado federal Heuler Cruvinel, do PSD, é cotado para a Secretaria de Governo. Segundo um político de Rio Verde, o parlamentar foi sondado diretamente pelo governador Marconi Perillo, do PSDB. O político afirma que, como Thiago Peixoto estaria resistindo a assumir a Secretaria de Gestão e Planejamento (Segplan), o tucano-chefe teria feito o convite a Heuler Cruvinel. O fato é que os dois dificilmente irão para o governo. No primeiro escalão só há espaço para mais um integrante do PSD, porque o deputado Vilmar Rocha já foi indicado para uma supersecretaria. Portanto, irá Cruvinel ou Peixoto. "Se Marconi indicar três membros do PSD para o primeiro escalão, o deputado federal Jovair Arantes terá um ataque de nervos", diz um deputado.

Morre em acidente na BR-153 o advogado Athenágoras Alexandre Souza, de Porangatu

O advogado Athenágoras Alexandre Souza (na foto, à direita, sem óculos), de 34 anos, faleceu na terça-feira, 30, na BR-153, nas proximidades do município de Mara Rosa. Ele capotou a caminhonete (estava sozinho), que, em seguida, caiu de uma ponte. Era um profissional atuante na região de Porangatu, no Norte de Goiás. Filho de Maria Inácio, Athenágoras é irmão do médico Pitágoras Souza e de Zélia Souza. Ele era casado e deixa dois filhos. Atendia pobres O advogado Mário Pinheiro escreveu no Facebook:  "Sou advogado em Porangatu e por diversas vezes atuamos juntos. Ele era um excelente profissional e atuava muito no Tribunal de Júri, inclusive atendendo pessoas necessitadas. Nossa região perdeu muito com a sua morte. Ficarei com boas lembranças". (Colaborou Ivan Vieira Soares)

Jornal Opção faz 39 anos com mais de meio milhão de acessos por semana

[caption id="attachment_24573" align="alignleft" width="620"]Patrícia Moraes Machado e Herbert Moraes: jornalistas e empresários responsáveis pelo amplo e histórico sucesso editorial do Jornal Opção / Foto: Fernando Leite/Jornal Opção Patrícia Moraes Machado e Herbert Moraes: jornalistas e empresários responsáveis pelo amplo e histórico sucesso editorial do Jornal Opção / Foto: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption] Não é qualquer dia que um jornal (ou uma empresa) completa 39 anos, quase meio século. O Jornal Opção, que fez 39 anos na semana passada, é uma criação do jornalista e economista Herbert de Moraes, hoje dirigido por sua filha, a jornalista Patrícia Mo­raes Machado. Leitor da imprensa al­ternativa, aquela que combatia a ditadura com inteligência, coragem e talento, o jornalista decidiu criar, não um simulacro, mas um jornal ativo, regional mas sem perder a universalidade. Criado nos tempos da ditadura, que na época tinha 11 anos, o jornalismo comandado por Herbert Moraes enfrentava sua fúria ao fazer reportagens e análises inteligentes e sutis. Talvez tenha sido o jornal goiano que percebeu a oportunidade da distensão/Abertura, do governo Geisel ao governo Figueiredo, com mais perspicácia. Publicou reportagens questionadoras e abriu amplo espaço àqueles que defendiam a Anistia dos presos e dos exilados políticos. Hoje, como antes, o forte do Jornal Opção é sua capacidade analítica. Durante a campanha eleitoral, enquanto as oposições combatiam um governador Marconi Perillo “mutante”, sem compreendê-lo, o jornal apresentou algumas ideias que nortearam o debate. Primeiro, o jornal disse que Marconi estava recuperando sua popularidade por intermédio da gestão. De fato, o gestor recuperou o político e, em seguida, o político potencializou o gestor. Segundo, o jornal frisou que Iris Rezende era o opositor “adequado” para o tucano-chefe. Por­que, além de não ganhar dele, impedia a ascensão dos novos, dada sua es­trutura partidária e nome cristalizado. Marconi Perillo derrotou Iris Re­zende, mas foi este quem derrotou Vanderlan Cardoso e Antônio Gomide. As 39 anos, com corpinho de 20, quer dizer, sempre novo, o Jornal Opção mantém o semanário impresso e o Jornal Opção Online. Na semana passada, o jornal obteve 526.605 visualizações únicas — mais de meio milhão. O Jornal Opção se tornou um veículo de dimensão nacional. Na semana passada, obteve alta visualização nas principais cidades do país: São Paulo (só a capital) — 65 mil; Rio de Janeiro — 51.072; Brasília — 24.783; Belo Horizonte — 22.579; Porto Alegre — 12.920. Em Goiânia, sua base, foram 113.690 visualizações.

“Alzheimer” do Vaticano quase levou o padre Marcelo Rossi ao suicídio

marcelo rossiQuando o papa Francisco diz que há um “terrorismo do falatório” na Igreja Católica, nas suas várias seções, deve-se admitir que Marcelo Rossi, um padre pop, que canta e escreve livros, é uma de suas vítimas. Um bispo encaminhou “documentação” para o Vaticano informando que o religioso brasileiro “desvirtuava” a liturgia católica ao se apresentar como um pop star. Como a sanha persecutória existe em qualquer lugar, o Vaticano iniciou uma investigação das ações de Marcelo Rossi. Durante o processo, em que várias pessoas foram ouvidas, novos documentos foram apresentados, e imagens do padre em programas de televisão foram enviadas para a Itália. Depois de gastar dinheiro, e de deixar o padre doente — sofreu depressão, ficou magérrimo e chegou a pensar em suicídio —, o Vaticano descobriu o óbvio: Marcelo Rossi não oferecia risco algum à liturgia católica. Marcelo Rossi é o típico religioso que — apesar de aparecer muito, por ser um comunicador nato — nada tem a ver com ideologias de esquerda e de direita. É um tradicionalista que usa meios modernos para se comunicar com os fieis.

Papa Francisco, que mais atualiza do que muda a Igreja Católica, aponta suas doenças

papa-francisco-3 O surpreendente papa Francisco apresenta-se, ao dizer que a Cúria sofre de “Alzheimer espiritual”, como uma espécie de psicanalista ou psiquiatra dos homens da Igreja Católica. Há doenças incrustadas nas estruturas da Igreja Católica, sempre perniciosas, frisou o papa. Francisco fala em 15 doenças, apontando o “terrorismo do falatório”, “esquizofrenia existencial”, “exibicionismo mundano”, “narcisismo falso” e “rivalidades pela glória”. Setores conservadores da Igreja Católica começam a atacar o papa, às vezes não de maneira frontal. Os mais cautelosos sugerem que as ideias de Francisco têm sido distorcidas, para torná-lo, junto com a Igreja, mais progressista do que, de fato, é. Um religioso chegou a dizer que a Igreja está uma “bagunça”. Porém, o que parece caos, caos não é. O papa Francisco está implantando uma mentalidade mais arejada na Igreja Católica, atualizando-a, mas sem mudá-la nos seus valores básicos, que são religiosos e humanistas.

Quebra de sigilo telefônico de jornal vai espantar fontes em todo o País

O jornal “Diário da Região”, de São José do Rio Preto (SP), e a TV Tem, afiliada da Rede Globo, tiveram acesso ao processo e transcrições de escutas telefônicas de denúncias sobre corrupção na Delegacia Regional do Trabalho em Rio Preto. As denúncias eram verdadeiras — funcionários anularam multas trabalhistas e fiscalizações após receber propinas — e foram publicadas. Porém, por discordar do vazamento das informações, a Procuradoria da República pediu a quebra de sigilo telefônico do jornal. A Procuradoria da República quer saber qual ou quais são as fontes que vazaram as informações. A Justiça avaliou como correto o pedido do procurador Svamer Cordeiro e mandou quebrar o sigilo telefônico. O jornal entrou com mandado de segurança no Tribunal Regional Federal (TRF). Por lei, a imprensa tem o direito de preservar suas fontes, por isso os jornalistas decidiram não revelar o nome do autor ou autores do vazamento. “O jornal não concorda de maneira alguma [com a ação da Procuradoria da Repú­blica]. Nós [imprensa] temos um direito de sigilo a fonte, garantido pela Constituição”, disse o editor-chefe do “Diário da Região”, Fabrício Carareto. O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo frisa que é “inconstitucional” a decisão da Justiça “e uma afronta ao exercício pleno de liberdade de expressão e jornalística”. A As­sociação Brasileira de Jornalismo Investigativo diz que é “uma afronta não só à prerrogativa constitucional do sigilo da fonte, mas à própria liberdade de expressão e de imprensa”. Em nota, a Abraji acrescenta que a preservação da fonte é um “instrumento constitucional para assegurar um direito humano fundamental no Estado Democrático de Direito, que é o da liberdade de imprensa”. O diretor-executivo da Associação Nacional de Jornais, Ricardo Pedreira, considera “absurda” a quebra do sigilo telefônico. “A própria Constituição garante que o jornalista tem o direito de informar dados de processos sigilosos, inclusive há decisões do Supremo Tribunal Federal a respeito disso”, afirmou o dirigente da ANJ ao Portal Imprensa. Se a Procuradoria da Repú­blica ganhar a batalha, poucas fontes vão repassar informações confidenciais para a imprensa.

“Depressão” de Dilma Rousseff sugere que não tem como escapar do cerco corrupto

A presidente Dilma Rousseff passa a impressão de que está deprimida. É uma depressão diferente, de matiz político. A presidente, mais lulista do que petista, está cercada por uma máfia de desonestidade, mas permanece honesta. Está sob cerco, não da oposição, e sim de um esquema corrupto, que não criou e não aprova. Mas do qual não pode se libertar. É prisioneira de seu governo. Quando chorou durante a divulgação do relatório da Comissão Nacional da Verdade, que apontou crimes cometidos pela ditadura, é bem possível que a presidente, apesar da tristeza por se lembrar dos muitos amigos torturados e mortos, tenha chorado também devido à sua atuação atual. Dilma Rousseff sabe que terá de governar com os homens e mulheres possíveis, por causa das alianças políticas, e não, como queria Marina Silva, com os melhores. Noutras palavras, Dilma Rousseff sabe que novos escândalos virão e, sobretudo, sabe que não terá muito a fazer.

Maior crítico brasileiro, Luiz Costa Lima diz que Everardo Norões é um grande contista

Luiz Costa Lima é, talvez, o mais importante crítico literário (além de teórico) brasileiro. E, dos críticos de primeira linha, é dos poucos (ao lado de Alcir Pécora) que examinam autores não consagrados pela crítica, seja acadêmica ou de jornal. Ele é um descobridor de talentos, um especialista que firma reputações. No suplemento de cultura do “Valor Econômico”, o “EU&”, de 19 de dezembro, escreveu uma crítica notável do livro de contos “Entre Moscas”, de Everardo Norões. Embora premiado pela 12ª edição do Prêmio Portu­gal Telecom, Everardo No­rões é pouco conhecido e ra­ra­mente é comentado nos jor­nais. O texto de duas páginas de Luiz Costa Lima certamente é a crítica mais consistente e empática que recebeu em toda a sua vida de escritor.