Resultados do marcador: Prefeitura de Goiânia
Até 90 vagas são oferecidas, incluindo cadastro de reserva, com salário de R$ 10,5 mil, para cargo na Secretaria Municipal de Finanças
Nas periferias, Waldir Soares é visto como o adversário mais perigoso para Iris Rezende. Mas não é forte entre as classes alta e média
A pesquisa qualitativa sugere que o tucano e o petebista são capazes de apresentar um plano para melhorar a capital
[caption id="attachment_54942" align="aligncenter" width="620"]
Virmondes Cruvinel, Giuseppe Vecci e Vanderlan Cardoso[/caption]
O presidente do PSD, Vilmar Rocha, defende a tese de que time que não joga não tem torcida. Porém, ao mesmo tempo, sugere que faz parte de um grupo político mais amplo do que seu próprio partido. Noutras palavras, pretende lançar candidato a prefeito de Goiânia — Virmondes Cruvinel ou Francisco Júnior, ambos deputados estaduais (Thiago Peixoto permanece como alternativa), são os nomes mais cotados —, mas pode compor tanto com o PSB da senadora Lúcia Vânia quanto com o PSDB do governador Marconi Perillo.
Mas as articulações para 2016 devem ser subordinadas, ao menos em alguma proporção, ao projeto do PSD para 2018. O ex-deputado federal sublinha que não há candidato natural da base marconista para o governo do Estado ou para o Senado nas próximas eleições — exceto Marconi Perillo, ressalva. O que isto sugere? Que o PSD pode bancar candidato a prefeito de Goiânia, mas, dependendo das conversas e alianças, pode lançar o vice de Giuseppe Vecci (PSDB) — ou Fábio Sousa (PSDB) — ou o vice de Vanderlan Cardoso, do PSB.
Principal líder da Rede em Goiás, Aguimar Jesuíno diz que fez um convite formal para o ex-reitor da Universidade Federal de Goiás Edward Madureira filiar-se ao partido, pois seria seu candidato a prefeito de Goiânia. “Porém, mesmo com o intenso desgaste do PT, Edward alegou fidelidade partidária e optou por não sair. O fato é que o PT ‘derreteu’. Em Goiânia o partido deve lançar Adriana Accorsi para prefeita, para não fazer tão feio. Ela deve obter de 4 a 5% dos voto. Aí vira candidata a deputada federal, o que tende a provocar uma crise com Rubens Otoni, pois o partido, desgastado como está, não fará dois deputados federais em 2018.” Aguimar não definiu sua candidatura a prefeito, mas admite que poderá disputar.
Do presidente do PPS em Goiás, Marcos Abrão: “O nosso pré-candidato a prefeito, Vanderlan Cardoso, do PSB está animado, articulando e trabalhando para fortalecer a aliança política. Nós sabemos que eleição só se ganha em cima da hora. Portanto, não se pode acreditar em favas contadas, em favoritos incontornáveis. Vanderlan tem a imagem positiva e cristalizada de que é um gestor eficiente. Quando a campanha começar, isto poderá ser realçado e, assim, poderemos ganhar”.
Quanto mais o deputado estadual Bruno Peixoto tenta se aproximar, com o objetivo de conquistar a vice, mais Iris Rezende fica desconfiado. Mas recentemente Bruno Peixoto acenou com um trunfo — money para a campanha — que poderá transformá-lo em vice de Iris Rezende em 2016. No momento, Bruno Peixoto trabalha nos bastidores para atropelar Agenor Mariano, o preferido de Iris Rezende. Porém, indiciado por envolvimento no cartel dos combustíveis — é dono de postos de combustível —, Bruno Peixoto está definitivamente fora do páreo, segundo iristas que frequentam o apartamento e não apenas o escritório de Iris Rezende.
Há duas costuras sendo feitas nos bastidores. O deputado federal Jovair Arantes, presidente do PTB em Goiás, trabalha para que o vice do pré-candidato do partido a prefeito de Goiânia, Luiz Bittencourt, seja o presidente nacional do PHS, Eduardo Machado — que, no momento, faz turismo em Amsterdã, na Holanda. O presidente do PTB em Goiás e o poderoso chefão do PHS são, como dizem os colunistas sociais, carne, unha e cutícula. A segunda costura inclui Vanderlan Cardoso (PSB), que, temendo perder a eleição, pode aceitar a vice do postulante petebista. Não é o que a senadora Lúcia Vânia planeja, mas o ex-prefeito de Senador Canedo faz suas próprias articulações.
[caption id="attachment_52006" align="aligncenter" width="620"]
Foto: Yocihar Maeda[/caption]
O presidente do PT em Goiânia, deputado estadual Luis Cesar Bueno, diz que o partido vai financiar pesquisas eleitorais para contribuir no afunilamento e definição do candidato a prefeito da capital. “Nós vamos trabalhar intensamente para o candidato que for escolhido”, sublinha o petista. “Para enfrentar um candidato como Iris Rezende, apontado como favorito, precisamos de pesquisas qualitativas.”
Luis Cesar não exclui Edward Madureira, mas a maioria dos petistas avalia que, ao aceitar um cargo federal e na cota do PMDB, dificilmente o ex-reitor da UFG terá condições de ser candidato em Goiânia, onde o principal adversário do partido é o peemedebista-chefe Iris Rezende. “Edward é um dos grandes valores do partido”, contemporiza o deputado estadual.
O petista sublinha que é visível que o prefeito de Goiânia, Paulo Garcia, está numa “boa” fase. “Paulo e o PT vão ser protagonistas nas eleições de 2016, apesar de todo o desgaste nacional do partido. Paulo avalia que, do ponto de vista eleitoral, as coisas só começam a ficar claras a partir de abril. Por enquanto, o que há, no geral, é jogo de cena, mas não definições. O que parece muito sólido hoje amanhã poderá estar enfraquecido e o que parece fragilizado pode se tornar forte.”
Paulo Garcia, frisa Luis Cesar, “vai reorganizar o centro de Goiânia e está fazendo um belo trabalho na periferia”. O deputado avalia que “tentar isolar e ‘emparedar’ Paulo, como parte do PMDB está tentando fazer, é um equívoco. A gestão do prefeito está cada vez melhor e isto é visível para todos. Inicialmente, são os formadores de opinião que percebem o fato e vão comentando, mas, aos poucos, toda a sociedade vai percebendo que se está trabalhando, e muito, para melhorar a cidade, para requalificá-la”.
A presidente Dilma Rousseff, na opinião de Luis Cesar, “não vai sofrer impeachment. Ao ter Eduardo Cunha como propositor, matou-se, por assim dizer, a ideia de impedimento. O petismo sabe se mobilizar para a ‘guerra’ e, por isso, vai mostrar que a presidente tem apoio público para continuar administrando o país e melhorando a vida da maioria das pessoas”.
Peemedebista afirmou ainda que casamento com o PT nunca deu certo e que torce para acabar logo. Atualmente, ele é vice do petista Paulo Garcia
Especialista em direito eleitoral, advogado substitui Edilberto de Castro Dias, que deixou CGM para presidir a Comurg no mês passado
Políticos experimentados sugeriram ao Jornal Opção quais serão os temas da campanha para prefeito de Goiânia em 2016. Dada a corrupção na política nacional, apostam que “honestidade” será o tema central. Capacidade de gestão e a apresentação de propostas críveis são vitais. A requalificação dos serviços públicos de Goiânia estarão na ordem do dia. O eleitor vai ficar de olho em propostas sobre manter a cidade limpa, bem iluminada, com asfalto sem buracos. Ele vai querer discutir a questão da poluição sonora e visual. Geração de emprego e renda, embora não pareça tema municipal, estará na pauta. Segurança pública é um assunto governo do Estado? Não é mais, não. O eleitor vai querer um envolvimento maior do prefeito com o assunto. Trânsito — inclusive sinalização eficientes e articuladas — e transporte coletivo estarão na ordem do dia. Mas quem exagerar será crucificado pelo eleitorado. O candidato precisa ser, acima de tudo, crível.
Pergunta para um marqueteiro e para um pesquisador: “Quem, do ponto de vista do eleitor, está no páreo para prefeito de Goiânia?” Os dois concordam que apenas três nomes são cogitados nas conversas dos eleitores: Iris Rezende — até por inércia (é o eterno candidato) —, Waldir Delegado Soares e Luiz Bittencourt. Os nomes dos três são mais citados na imprensa e estão na boca dos eleitores. Os especialistas ouvidos dizem que a maioria não sabe quais são os nomes do PSDB e do PT.
Uma curiosidade, apontada pelos marqueteiros, é que os eleitores de Goiânia ainda não têm certeza de que Vanderlan Cardoso, do PSB, será candidato a prefeito da capital. Os que sabem que pretende disputar mandato em 2016 sugerem que será candidato a prefeito de Senador Canedo.
Jayme Rincón e Giuseppe Vecci não são muito conhecidos dos eleitores e, portanto, têm uma vantagem: a rejeição de ambos é baixíssima.
A novidade de uma pesquisa que está circulando nos bastidores é — além de mostrar Waldir Delegado Soares colado em Iris Rezende — o fato de que o deputado federal Sandes Júnior, do PP, está cada vez mais próximo de Vanderlan Cardoso. Na verdade, estão tecnicamente empatados.
O deputado estadual diz que o PT vai lançar candidato a prefeito da capital e que pode surpreender aqueles que o subestimam
Pré-candidato a prefeito de Goiânia se reuniu, neste sábado, com os secretários Vilmar Rocha e Thiago Peixoto

