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Aposentados, pensionistas e reformados recebem, juntos, R$ 413 milhões. Secretária afirma que vencimentos serão depositados até o dia 10

A decisão do Governo de Goiás de pagar a folha de fevereiro dos servidores da ativa dentro do mês trabalhado, excluindo os inativos, é resultado, além das decisões políticas, de uma conta matemática. A folha de aposentados, pensionistas e reformados corresponde a 40,28% do total pago ao funcionalismo. Os dados estão no Portal da Transparência. Em janeiro, o governo havia pago 83% dos funcionários dentro do mês trabalhado.
Em fevereiro, a folha total do funcionalismo chegou a R$ 1.052.075.451,46 – um valor 2,5% maior que o de janeiro, que foi de R$ 1.025.556.978,67. Somente com inativos, a folha do mês é de R$ 413.081.475,07 – 0,5% a menos que a de janeiro, que foi de R$ 415.170.929,48.
Mesmo com a queda nominal, proporcionalmente a participação dos inativos no total da folha subiu de 39,46% para 40,28% (os valores não incluem os pensionistas especiais). Isso porque a folha total diminuiu de R$ 1.052.075.451,46, em janeiro, para R$ 1.025.556.978,67. Atualmente, o Poder Executivo tem 66.079 servidores inativos, o que representa 39,55% do total.
Em janeiro, o governador Ronaldo Caiado havia prometido pagar o funcionalismo no mês trabalhado – exceto a folha de dezembro, que foi escalonada, segundo o governador pelo fato de o governo anterior, de José Eliton, não ter deixado recursos para o cumprimento do pagamento.
Eliton também não vinha pagando o servidor dentro do mês trabalhado. Apenas servidores com salário até R$ 3,5 mil recebiam até o último dia útil de cada mês. O restante, recebia no dia 10 subsequente. Isso representava, segundo a Secretaria da Fazenda na época, 70% de todo o funcionalismo. A partir de novembro, porém, nem essa data foi cumprida e, em dezembro, a folha não foi paga.
A decisão de excluir os inativos dos pagamentos realizados esta semana causou revolta de entidades que representam os servidores. O presidente do Sindpúblico, Nylo Sérgio Nogueira, se disse indignado. “Os inativos foram esqueidos, não bastasse o atraso do salário de dezembro”, afirmou ao Jornal Opção. Na sexta-feira, 2, representantes dos militares estiveram com Caiado. “Os inativos são os que mais sofrem, pois usam os vencimentos para comprar remédios por enfermidades adquiridas no exercício da profissão”, disse o presidente da Associação dos Subtenentes e Sargentos (Assego), Luís Cláudio Coelho. Já as entidades representativas da Polícia Civil emitiram nota de repúdio em que exigem tratamento equânime para todos os profissionais, ativos ou inativos. “Esse e qualquer tipo de diferenciação salarial afrontam, gravemente, os princípios de isonomia e dignidade da pessoa humana”, diz a nota, assinada conjuntamente por cinco entidades.
Em contato com o Jornal Opção na manhã desse sábado, 2, a secretária da Economia de Goiás, Cristiane Schmidt, afirmou que a folha será quitada integralmente até o próximo dia 10. “Conforte reiteramos diversas vezes, pagaremos os salários dos devidos meses até o dia 10 de cada mês subsequente. Neste mês, alcançamos todos os ativos do Executivo no último dia útil. Até o dia 10, todos serão devidamente pagos, dando preferência aos inativos”, disse.
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A primeira medida a ser adotada pelo ex-deputado Jofran Frejat (PR), em caso de vitória nas urnas em outubro, será extinguir a Agefis e transferir o poder de fiscalização para as administrações regionais.
O ex-secretário de Saúde disse que tem o apoio de seu partido e disposição para concorrer ao Palácio do Buriti em outubro. Ele disse ainda que cumpre um acordo, firmado com políticos de diferentes partidos, de que o nome com maior aprovação em pesquisas de opinião, será o cabeça de chapa. Mas essa posição não tem sido respeitada por outros pré-candidatos.
O compromisso foi fechado com os deputados Izalci Lucas (PSDB) e Alberto Fraga (DEM), com os ex-distritais Alírio Neto (PTB) e Eliana Pedrosa (Podemos), com os ex-vices-governadores Paulo Octávio (PP) e Tadeu Filippelli (MDB).
Partidos fazem movimentos de aproximação com as categorias locais e nacionais. A União emprega 350 mil servidores, enquanto o governo do Distrito Federal trabalha com 250 mil. Devido ao alto grau de instrução destes trabalhadores, a conquista do voto é penosa. A rejeição de sindicatos e associações é extremamente nociva para campanhas majoritárias. Para ter chance de vitória, as chapas precisam, ao menos, da neutralidade do funcionalismo.


