Resultados do marcador: Câmara de Goiânia
Para o eleitor pode não parecer, mas as eleições municipais para escolha de vereadores e prefeitos é a mais difícil de todas por ser mais localizada do que um pleito de deputados estaduais, federais e senadores, além dos cargos majoritários.
Em Goiânia, por pouco mais de 12 anos, apenas um nome tinha força política para vencer com tranquilidade as eleições, dado o seu histórico político e por contar com a simpatia dos goianienses. Para Iris Rezende, havia muito amor em administrar a capital de Goiás, mas nunca foi fácil e o prefeito que mais vezes governou Goiânia também teve seus percalços.
A relação com a Câmara Municipal sempre foi motivo para Iris pensar em não disputar uma nova eleição para o Paço. Um interlocutor do então prefeito disse que “lidar com os vereadores era exaustivo”. Nada mudou, ainda é.
Rogério Cruz assumiu a Prefeitura em uma situação trágica e infeliz, porém a oportunidade de ouro não foi bem aproveitada. Logo nos primeiro meses de governo ele rompeu com o MDB de Daniel Vilela, atual vice-governador e filho do prefeito eleito.
Dentro do Paço se instalou o chamado grupo de Brasília. Pessoas que não conheciam Goiânia vieram administrar os problemas da cidade. A relação do prefeito com o próprio secretariado e com a Câmara continuou difícil.
A votação do reajuste do IPTU rendeu a apresentação de um pedido de impeachment e os vereadores diziam que foram enganados pelo prefeito e pelo então secretário de Governo, Arthur Bernardes. A situação acabou por ser caótica.
Sai o grupo de Brasília e alguns buracos se mantiveram tampados por muito tempo, mas provisoriamente. Michel Magul (MDB) ocupou a Secretaria de Governo por pouco mais de um ano, entre fevereiro de 2022 e março de 2023, mas não teve autonomia alguma na articulação política. Esse papel ficou com o chefe de gabinete e assessor particular de Cruz, José Alves Firmino.
A missão de negociar com a Câmara acabou com Jovair Arantes, que chegou trazendo a análise de que no Paço haviam “muitos prefeitinhos”. Até o momento esse relacionamento entre Câmara e Paço teve breves tréguas, mas nunca se pacificou, parte pela “fome” dos vereadores por cargos e poder e parte pela ineficiência política da Prefeitura. Um exemplo claro foi o esvaziamento do plenário do legislativo no momento da votação de um dos projeto mais importantes para Cruz neste ano eleitoral, o pedido de empréstimo de R$ 710 milhões para financiar obras de infraestrutura.
O ponto de atenção para todo o eleitorado em 2024 é votar com atenção para todos os cargos. A Câmara de Goiânia precisa de uma renovação e de um grupo com mais diversidade para debater, de verdade, um projeto de cidade. Para o cargo de prefeito o importante, desta vez, será olhar quem é o vice na chapa do seu candidato. Não basta o candidato a prefeito ter o perfil que o goianiense deseja, mas que o seu “braço direito” tenha empenho para executar o mesmo projeto e articular a favor de Goiânia, porque mais do que nunca Goiânia precisa de paz para crescer com justiça social.
Prefeito de Goiânia afirmou que informação ainda não havia chegado ao Paço goianiense
Proposta foi aprovada na última terça-feira, 26, pela maioria dos 28 vereadores presentes à Câmara de Goiânia
De acordo com os vereadores ouvidos pela reportagem, a aprovação de empréstimo é a prioridade da Casa em 2023
Parlamentares aprovaram ainda subsídio ao transporte coletivo
Denes Pereira foi convidado para participar de sessão CCJ para responder vereadores
Plenário também rejeitou veto sobre proibição de retenção de macas do Samu
Convocado pelo presidente Romário Policarpo, o chamado ‘grupo dos 29 parlamentares’ se encontrou na manhã desta segunda-feira, 6
Vereadora listou vários problemas no município que precisariam estar em pauta na Câmara Municipal; vereadora defendeu a legitimidade da eleição e composição atual da mesa diretora
Segundo relator, há indícios de irregularidades, mas não de crimes
Funcionamento na sexta-feira depende, atualmente, de decreto que tem validade até 31 de dezembro
Medida altera pela sétima vez configuração da Câmara Municipal; processos seguem com recursos no Tribunal Superior Eleitoral
Nova legislação tem como objetivo motivar trabalhadores da capital a buscarem qualificação
De olho na eleição para prefeito de 2024, o presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego), Bruno Peixoto (União Brasil), já iniciou as conversas com envolvendo vereadores da Câmara Municipal de Goiânia. Nesta quarta-feira, 14, o líder do Legislativo goiano organizou um almoço com as bancadas do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) da Câmara e da Assembleia.
Com a exceção dos vereadores Anselmo Pereira e Izídio Alves, além do deputado estadual Lineu Olímpio, todos os membros das bancadas do MDB compareceram. Apesar de não estar presente, Pereira, que é líder do prefeito Rogério Cruz (Republicanos) na Câmara, ainda ligou e conversou com Peixoto.
Segundo uma fonte do Jornal Opção, presente na reunião, a conversa girou em vários assuntos, incluindo discussões sobre Goiânia, mas não tocou na parte da candidatura. Conforme conta, o foco do almoço era promover união entre as duas bancadas e dialogar sobre a conjectura política. Entretanto, o evento ainda foi visto como uma forma do presidente da Alego “quebrar o gelo” com os vereadores goianienses.
Peixoto ainda deve buscar diálogo e realizar reuniões parecidas com membros de outras bancadas da Câmara Municipal. Por exemplo, além do MDB, o Podemos, o Solidariedade, o Partido da Mulher Brasileira (PMB) e o Republicanos são outras siglas com bancadas dentro da Casa.
De volta ao MDB?
Apesar de não pertencer ao MDB ou União Brasil, o deputado estadual Gugu Nader (Agir) esteve presente no evento. A presença do parlamentar indicar um possível retorno para a sigla emedebista, questão já apontada pela coluna Bastidores anteriormente. Também especulado no Partido Liberal (PL), Nader já disse que aceitaria um convite da sua antiga legenda.
De acordo com a defesa, além de garantir a legalidade da primeira recondução, a deliberação também permite uma nova reeleição se assim o destino político dos membros da mesa diretora

