Centro-Oeste deve produzir 157 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na safra 2026/27
20 agosto 2026 às 18h50

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A região Centro-Oeste deve registrar crescimento na produção de cana-de-açúcar na safra 2026/27. A estimativa é de uma colheita de 157 milhões de toneladas, volume 4,6% superior ao registrado no ciclo anterior, segundo dados divulgados nesta quinta-feira, 20, pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
A área destinada à cultura na região está projetada em aproximadamente 2 milhões de hectares, enquanto a produtividade média deve chegar a 78.755 quilos por hectare. O desempenho coloca o Centro-Oeste entre as principais regiões produtoras de cana-de-açúcar do país.
Além do Centro-Oeste, a Conab prevê crescimento da produção no Sul e no Norte. A estimativa é de uma colheita de 37,3 milhões de toneladas nos estados sulistas e de 4,1 milhões de toneladas na região Norte.
Brasil deve colher 705 milhões de toneladas
No cenário nacional, a produção de cana-de-açúcar deve atingir 705,2 milhões de toneladas na safra 2026/27, crescimento de 4,7% em relação ao ciclo 2025/26.
O avanço é resultado tanto da ampliação da área cultivada quanto do aumento da produtividade. A área destinada à colheita deve crescer 1,1% e chegar a 9,1 milhões de hectares. Já a produtividade média nacional está estimada em 77.905 quilos por hectare, avanço de 3,6%.
O Sudeste permanece como a principal região produtora do país, com previsão de colher 451,4 milhões de toneladas. A área destinada à cultura deve alcançar 5,6 milhões de hectares, com produtividade média de 80.872 quilos por hectare, resultado 4,6% superior ao observado na safra anterior.
Somente São Paulo, maior produtor nacional, deve responder por 362,8 milhões de toneladas.
No Nordeste, a produção está estimada em 55,5 milhões de toneladas, crescimento de 4,1% na comparação com o ciclo anterior. A área colhida deve alcançar 923,5 mil hectares, enquanto a produtividade média é projetada em 60.037 quilos por hectare.
Produção de etanol deve crescer 11,7%
Apesar do aumento previsto para a colheita de cana-de-açúcar, a produção brasileira de açúcar deve recuar. A Conab estima 42,89 milhões de toneladas na safra 2026/27, queda de 2,9% em relação ao ciclo anterior.
Em sentido contrário, a produção de etanol deve avançar. O combustível produzido a partir da cana-de-açúcar deve alcançar 29,98 bilhões de litros, crescimento de 9,7%.
O avanço deve ser ainda maior no etanol produzido a partir do milho, cuja produção está estimada em 11,91 bilhões de litros, alta de 17%.
Somadas as diferentes matérias-primas, a produção brasileira de etanol deve chegar a 41,88 bilhões de litros, crescimento de 11,7% na comparação com a safra anterior.
Maior mistura de etanol na gasolina favorece mercado
No mercado doméstico, a perspectiva para o etanol permanece favorável diante do aumento da demanda pelo combustível anidro, utilizado na mistura com a gasolina.
A elevação do percentual obrigatório de etanol anidro na gasolina de 27% para 30%, em vigor desde agosto de 2025, ampliou a demanda pelo biocombustível e influencia as decisões das usinas sobre a destinação da cana entre a fabricação de açúcar e de etanol.
No mercado internacional, os preços do açúcar seguem influenciados pelas expectativas sobre a oferta mundial e pelas condições climáticas nas principais regiões produtoras.
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