Os equipamentos de raio-X encontrados em um ferro-velho de Anápolis permanecerão sob custódia da Vigilância Sanitária do município enquanto as autoridades investigam sua origem e adotam os procedimentos necessários para o descarte seguro dos componentes perigosos. A informação foi confirmada pelo gerente da Vigilância Sanitária do município, Césio Malaquias, em entrevista ao Jornal Opção.

Segundo o gerente, uma avaliação técnica realizada após a apreensão descartou qualquer risco radiológico para a população. “São aparelhos portáteis antigos, mas já confirmamos que não oferecem risco. Eles só emitiriam radiação se estivessem ligados à eletricidade e em funcionamento”, explicou.

Apesar disso, a Vigilância identificou outro ponto de atenção: o óleo presente nos equipamentos, utilizado para proteger componentes internos. “Nossa maior preocupação ficou com esse óleo, que contém uma substância cancerígena e altamente tóxica. Se cair no solo ou houver contato direto, pode causar até um acidente ambiental”, afirmou.

Por esse motivo, os aparelhos foram levados para uma área restrita da Vigilância Sanitária, onde permanecerão armazenados sob monitoramento. “Eles estão no nosso setor de apreensões, uma área fechada e com vigilância permanente. Achamos mais prudente deixá-los aqui”, disse Césio.

De acordo com o gerente, a preservação dos equipamentos tem um objetivo específico: permitir que os órgãos competentes rastreiem sua procedência antes que sejam desmontados ou inutilizados. “Precisamos identificar numeração, modelo e demais informações para descobrir de onde vieram e como chegaram até aqui. Se descaracterizarmos o equipamento antes disso, perdemos essa possibilidade.”

Somente após essa etapa será realizado o descarte dos materiais potencialmente perigosos. “Os componentes contaminantes passam por tratamento térmico em empresa especializada. Depois disso, o restante da estrutura pode seguir para descarte convencional ou reciclagem”, explicou.

Césio ressaltou que o Brasil possui protocolos específicos para equipamentos de raio-X, incluindo o registro e a baixa formal antes da destinação final. Segundo ele, as partes que oferecem risco ambiental não podem ser descartadas como sucata comum.

A origem dos aparelhos ainda está sendo apurada. Conforme o gerente, o caso chegou ao conhecimento das autoridades após uma denúncia encaminhada ao Corpo de Bombeiros. As primeiras inspeções encontraram caixas com poucas identificações externas, o que motivou a atuação conjunta dos órgãos responsáveis para verificar a natureza do material.

Enquanto a investigação continua, a Vigilância Sanitária reforça que não há risco para moradores ou trabalhadores da região onde os equipamentos foram encontrados. “Não existe nenhum perigo para a população neste momento”, garantiu.

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