Vereador de Iporá que fez gesto obsceno durante ato bolsonarista diz que “se empolgou”, mas ironiza críticas: “Manda mais”
13 abril 2026 às 18h31

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O vereador Rafael Júnior (MDB), mais conhecido como Rafael Cabeleireiro, de Iporá, está no centro de uma polêmica após aparecer em um vídeo viralizado mostrando o dedo do meio durante participação no “Acorda Goiás”, ato bolsonarista realizado em Goiânia no último sábado. O parlamentar, inclusive, deve ser alvo de uma representação no Conselho de Ética da Câmara da cidade.
De acordo com Rafael, que foi bombardeado com críticas de internautas e lideranças que se indignaram com a situação, o gesto tratou-se de um momento de “empolgação”.
“Realmente, eu me empolguei ali, junto com Danilo, e acabei fazendo um gesto obsceno. Então, eu quero pedir desculpa. Não condiz com o meu caráter, até mesmo com a minha religião, a qual eu quero também me desculpar com todos que gostam do meu trabalho, são meus parceiros. Eu quero me desculpar e é de verdade”, disse, em discurso na Câmara Municipal de Iporá.
O vereador, no entanto, emenda dizendo que a situação “não muda um centímetro” suas críticas em relação ao Partido dos Trabalhadores e chega e ironizar as críticas que tem recebido: “E não adianta ir nas minhas redes sociais achar que vai balançar a moita para mim, que eu não vou parar não, gente. Manda mais, que aqui aguenta, tá bom?”.
Conselho de Ética
Em um vídeo divulgado após a repercussão do caso envolvendo o vereador Rafael Júnior, o presidente do MDB de Iporá, José Carlos Teixeira, se referiu ao episódio como “inadmissível” e disse que o comportamento de Rafael é incompatível com a função pública.
“Quem ocupa o cargo público precisa ter postura, equilíbrio e respeito pela população”, afirma.
Ainda de acordo com o presidente, o caso já foi encaminhado para o Conselho de Ética para as devidas providências. “Pedimos desculpas a toda a população de Iporá que se sentiu ofendida, pois todos defendem uma política séria e respeitosa”, finaliza.
O Jornal Opção tenta contato com a Câmara Municipal de Iporá sobre a questão.
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