Veja os estados onde Lula e Flávio Bolsonaro vão melhor — e pior — nas pesquisas
25 abril 2026 às 17h49

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Um levantamento com base no mapa eleitoral do PollingData para a eleição presidencial de 2026 revela um país divido entre regiões de predominância lulistas e áreas de vantagem para a direita com Flávio Bolsonaro. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém força no Nordeste, mas apresenta desempenho mais fraco no Sul, Centro-Oeste e parte do Sudeste.
O agregador de pesquisas utiliza a pesquisa Veritá levantada em Goiás no mês de março, Real Time Big Data e Paraná Pesquisas, de dezembro de 2024 para calcular o cenário em Goiás. No Estado, para o primeiro turno, Flávio chega a 43% enquanto Lula tem 23% das intenções de votos na média.

O presidente Lula tem seu melhor desempenho em Sergipe, com 54,3% de vantagem no cenário analisado, o que reforça o posicionamneto do estado dentro do bloco nodertino, onde o lulismo mantém maior capilaridade eleitoral com o histórico de eleições favoráveis e presença de vasta aliança local.
Sergipe, onde Lula registra seu melhor desempenho no cenário atual, também apresenta histórico consistente de apoio ao campo petista nas eleições presidenciais. Em 2018, no segundo turno, Fernando Haddad venceu no estado com 67,08% dos votos válidos, contra 32,92% de Jair Bolsonaro. Já em 2022, Luiz Inácio Lula da Silva manteve a vantagem, com 67,21% dos votos, enquanto Bolsonaro ficou com 32,79%.
Os números mostram uma estabilidade do eleitorado sergipano ao longo dos últimos ciclos, com vantagem superior a 30 pontos percentuais para o campo petista nas duas eleições. Esse padrão não é isolado: ele se insere em uma dinâmica mais ampla do Nordeste, região que concentra os melhores desempenhos de Lula e onde o presidente mantém sua principal base eleitoral. Estados como Bahia, Pernambuco, Maranhão e Piauí apresentam comportamento semelhante, reforçando o peso regional como sustentação decisiva do lulismo no cenário nacional.
Alianças para 2026
O bom desempenho do governo federal em Sergipe atraiu o governador Fábio Mitidieri (PSD), que deve estar no palanque de Lula no Estado. As estratégias eleitorais envolvem ainda as duas vagas para o Senado, com articulações junto à partidos de centro-direita, como o PSD e o próprio PP.
Em Sergipe, o campo governista também se beneficia de uma base política relativamente alinhada ao governo federal, o que ajuda a explicar a consistência dos números. O estado, embora pequeno em termos de eleitorado, são 1,7 milhão de eleitores, funciona como um indicador da força do presidente em regiões onde a disputa tende a ser menos fragmentada e mais polarizada em torno de programas sociais e avaliação de governo.
Retrato do momento
As pesqusias eleitorais são dados temporais e locais do cenário eleitoral, em especial antes do fechamento das composições. Os levantamentos, por mais precisos que sejam conseguem avaliar fatores como avaliação e intenção de votos, mas não incorporam fatores decisivos do processo político, como a formação de chapas, a definição oficial dos candidatos nas convenções partidárias e o fechamento das alianças nacionais e regionais.
Pelo calendário eleitoral brasileiro em 2026, as convenções para escolha de candidato vão ocorrer entre 20 de julho e 5 de agosto do ano da eleição, período em que os partidos formalizam suas candidaturas e coligações, o que tende a provocar mudanças relevantes nos cenários medidos até então.
Mato Grosso dá vantagem à Flávio Bolsonaro
Se Sergipe representa o ápice do desempenho lulista, Mato Grosso simboliza o extremo oposto — o ponto de maior consolidação da direita no cenário atual. No caso de Mato Grosso, onde Flávio Bolsonaro apresenta seu melhor desempenho relativo o cenário político local ajuda a explicar a vantagem. O estado é um dos principais polos do agronegócio no país, com eleitorado historicamente alinhado a pautas conservadoras.
Bolsonaro venceu no estado em 2018 com 60% dos votos contra Fernando Haddad e mais de 981,1 mil votos e em 2022, quando ampliou a votação para mais de 1,1 milhão de votos, embora tenha reduzido a vantagem percentual, nos resultados de primeiro turno.
A vitória de Jair Bolsonaro no estado em 2018 foi expressiva, com pouco mais de 60% e um total de 981,1 mil votos. Em 2018, no segundo turno, Jair Bolsonaro venceu em Mato Grosso com 1.085.824 votos, o equivalente a 66,42% dos votos válidos, contra 549.001 votos de Fernando Haddad (33,58%). Já em 2022, Bolsonaro voltou a vencer com ampla margem e ampliou a votação, alcançando 1.216.730 votos (65,08%), enquanto Luiz Inácio Lula da Silva somou 652.786 votos (34,92%).
Os números indicam não apenas a manutenção, mas a consolidação de um eleitorado majoritariamente alinhado à direita no estado ao longo dos últimos ciclos eleitorais. Mesmo com mudanças no cenário nacional, Mato Grosso manteve um padrão de votação consistente, com vantagem superior a 30 pontos percentuais para o campo bolsonarista nos dois pleitos. Esse histórico ajuda a explicar por que, no cenário atual captado pelas médias de pesquisas, Flávio Bolsonaro aparece com seu melhor desempenho relativo justamente no estado.
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