O Vila Nova foi punido pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) com multa de R$ 30 mil pelos incidentes registrados após a vitória por 2 a 1 sobre o Operário-PR, no Estádio Onésio Brasileiro Alvarenga (OBA), pela 5ª rodada da Série B. A decisão foi tomada pela 2ª Comissão Disciplinar nesta sexta-feira, 24. O clube não recebeu punição de perda de mando de campo, sanção que poderia chegar a dez partidas.

O time foi enquadrado no artigo 243-G do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que trata de ato discriminatório, desdenhoso ou ultrajante relacionado a preconceito de origem étnica, raça, sexo, cor, idade, condição de pessoa idosa ou pessoa com deficiência.

O caso ocorreu após a partida contra o Operário-PR, quando o atacante Berto, natural de Cabo Verde, relatou ter sido alvo de racismo. Ele afirmou que foi chamado de “macaquinho” por um torcedor do Vila Nova e também apontou gesto racista atribuído ao ex-presidente colorado Geso de Oliveira. A confusão terminou com arremesso de objetos entre atletas, dirigentes e torcedores.

Além da multa principal, o Vila Nova também recebeu punição de R$ 2 mil por conduta atribuída ao gandula André Fabrete Matochoco, suspenso por 20 dias por esconder a bola e retardar a reposição. Com isso, a punição total ao clube chegou a R$ 32 mil, segundo o Esporte Goiano.

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