União Brasil oficializa Bruno Peixoto no comando em Goiás e Rueda o chama de “futuro do partido”
13 maio 2026 às 20h06

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O deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), Bruno Peixoto (União Brasil), foi oficializado nesta quarta-feira, 13, como presidente estadual do partido em Goiás durante convenção da legenda em Goiânia. O evento reuniu prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, deputados e lideranças nacionais da sigla, entre elas o presidente nacional do União Brasil, Antonio Rueda.
Peixoto já ocupava a presidência da comissão provisória do partido e assume o comando estadual da legenda em meio às articulações para as eleições de 2026, em um cenário marcado pela saída do ex-governador Ronaldo Caiado do União Brasil para disputar a Presidência da República
Durante o evento, Rueda indicou que o apoio formal da federação União Progressista — formada por União Brasil e PP — à candidatura presidencial de Caiado ainda dependerá de negociações internas e de prévias partidárias.
“Vai ter uma discussão, vai ter uma prévia, mas ele vai ser lembrado também”, afirmou. Segundo o dirigente, tanto União Brasil quanto PP devem debater internamente os cenários nacionais antes da definição de uma candidatura presidencial da federação.
Apesar disso, Rueda exaltou o peso político de Caiado dentro da legenda e classificou Bruno Peixoto como “o futuro do partido”. “O Caiado vai para uma missão muito importante que é a presidência e o Bruno já chegou mostrando para o que veio”, disse.
Peixoto quer ampliar bancada e eleger senadora
Ao assumir oficialmente a direção estadual do União Brasil, Bruno Peixoto afirmou que pretende ampliar a presença do partido no Congresso Nacional e na Assembleia Legislativa em 2026. O deputado também reafirmou apoio à pré-candidatura da primeira-dama Gracinha Caiado ao Senado.
“Nosso objetivo é eleger de seis a sete deputados federais e seis a sete deputados estaduais e eleger nossa senadora Gracinha Caiado”, declarou.
Gracinha, que assumiu a presidência da federação União Progressista em Goiás, afirmou que a união entre PP e União Brasil fortalece o grupo governista para a disputa estadual de 2026 e consolidou apoio à candidatura do vice-governador Daniel Vilela ao Palácio das Esmeraldas.
“Essa federação só fortalece aquilo que já está estabelecido, o apoio do PP e do União Brasil na eleição de Daniel”, afirmou.
A primeira-dama também defendeu que a pré-candidatura presidencial de Caiado ainda pode ganhar musculatura nacional ao longo dos próximos meses e criticou a polarização política nacional entre lulismo e bolsonarismo.
“O Brasil já cansou dessa polarização. O Brasil não aguenta mais discutir todos os dias o 8 de janeiro. O Brasil quer discutir segurança pública, saúde e o social”, disse.
Questionada sobre a escolha de Bruno Peixoto para o comando do União Brasil em Goiás, Gracinha negou qualquer desconforto político e afirmou que a decisão foi construída em conjunto.
“Não poderíamos ter um nome melhor do que Bruno Peixoto. Isso foi feito em conversação comigo e ele”, afirmou.
A convenção também ocorreu em meio às discussões sobre a formação da chapa governista para 2026, especialmente em torno da disputa ao Senado e da escolha do vice na chapa de Daniel Vilela. Gracinha afirmou que ainda há conversas em andamento envolvendo suplências e alianças partidárias, mas evitou antecipar definições.
Ela ainda descartou que a eleição em Goiás caminhe para uma polarização direta entre o grupo de Caiado e o bolsonarismo, citando a aprovação do ex-governador após a reeleição em 2022. “Você vê todas as pesquisas indicando que votariam no candidato que o governador Ronaldo Caiado escolhesse. Então eu não tenho dúvida que Daniel Vilela será eleito no primeiro turno”, afirmou.
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