“Flávio Bolsonaro deve responder questionamentos sobre o caso Master”, diz Caiado ao cobrar explicações sobre relação com Vorcaro
13 maio 2026 às 19h36

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O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), afirmou nesta quarta-feira, 13, que o senador Flávio Bolsonaro “deve responder aos questionamentos” envolvendo o financiamento do filme “Dark Horse”, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, e sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.
Em resposta ao Jornal Opção, Caiado defendeu transparência no caso e afirmou que a sociedade exige clareza nas relações entre agentes públicos e empresários.
“O senador Flávio Bolsonaro deve responder aos questionamentos sobre o financiamento do filme e as relações com o dono do Master. Tudo que envolve Master e cifras milionárias precisa ser tratado com total transparência com a população. O Brasil vive um momento em que a sociedade exige clareza nas relações entre agentes públicos, empresas e interesses privados”, declarou.
A manifestação ocorre após reportagens publicadas pelo The Intercept Brasil apontarem supostos áudios, mensagens e documentos relacionados a negociações para obtenção de recursos destinados ao longa “Dark Horse”.
Segundo as reportagens, as conversas envolveriam pedidos de apoio financeiro ao banqueiro Daniel Vorcaro para viabilizar a produção do filme sobre Jair Bolsonaro.
Após a repercussão do caso, Flávio Bolsonaro divulgou nota afirmando que o financiamento buscado era privado e defendendo a instalação de uma CPI para investigar o Banco Master.
“Mais do que nunca é fundamental a instalação da CPI do Banco Master. É preciso separar os inocentes dos bandidos. No nosso caso, o que aconteceu foi um filho procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de Lei Rouanet”, afirmou o senador.
Na nota, Flávio também declarou que conheceu Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, quando, segundo ele, ainda não existiam acusações públicas contra o banqueiro. O parlamentar negou ter oferecido vantagens, intermediado negócios com o governo ou recebido qualquer benefício financeiro.
O caso ampliou o desgaste entre setores da direita brasileira em meio à disputa antecipada pelo eleitorado conservador para as eleições presidenciais de 2026.
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