O suspeito de matar estudante de medicina veterinária Luciano Milo, de 27 anos, foi preso, na tarde desta quarta-feira, 13, próximo à rodoviária de Trindade, na Grande Goiânia. Segundo a Polícia Militar, Wallyson Ascanio Tito foi localizado após ser procurado por romper a tornozeleira eletrônica e, após isso, perceberam que ele também aparecia nas imagens captadas próximo ao condomínio da vítima e onde segurava o notebook que pertencia ao estudante.

Segundo o tenente Gustavo Quaranda, o homem confessou que matou o estudante esganado com o carregador do notebook. Wallyson disse aos policiais que não se lembra o tempo que ficou dentro do apartamento e que vendeu o aparelho por R$ 100. O homem disse ainda que não lembra para quem vendeu o notebook;.

“Ele de fato relatou que esteve com a vítima, no apartamento dela, vislumbrou a possibilidade de subtrair um notebook, e cometeu o crime por esganadura, com carregadores diversos de celular, o próprio notebook. Levou esse notebook, o qual ele vendeu logo em seguida pra consumo de mais entorpecentes”, afirmou o tenente.

Ainda de acordo com o policial, ele teria rompido a tornozeleira logo em seguida de cometer o crime com o objetivo de dificultar a localização. Wallyson já possui diversas passagens pela polícia, como furto, tráfico de drogas e injúria.

O homem foi encaminhado pela Delegacia de Capturas para, depois, ser encaminhado ao presídio de Aparecida de Goiânia. Ele deve passar por audiência de custódia nesta quinta-feira, 13.

Relembre o caso

Familiares acionaram a polícia depois de não conseguirem contato com Luciano ao longo do dia. Segundo relato da corporação, o pai da vítima pediu que uma prima fosse até o apartamento verificar se havia acontecido algo. Ao chegar ao local, ela encontrou a porta fechada, mas destrancada. Ao entrar no imóvel, localizado no Setor Cidade Jardim, encontrou Luciano deitado na cama, aparentemente sem sinais vitais.

Desesperada, a familiar acionou o socorro médico, que esteve no apartamento e confirmou o óbito ainda no local.

A perícia técnico-científica e o Instituto Médico Legal (IML) foram chamados para realizar os primeiros levantamentos. Conforme informou a perita responsável pela ocorrência, as marcas encontradas no pescoço da vítima apresentavam características aparentes de esganadura.

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