Após críticas no início do ano pela contratação de 1,4 mil servidores temporários para a educação, a Prefeitura de Goiânia alegou que parte dos aprovados no concurso público não compareceu às convocações, o que levou à necessidade de ampliar os contratos emergenciais para atender a demanda nas escolas e Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs).

A explicação foi dada pelo secretário da Fazenda de Goiânia, Oldair Marinho, em resposta ao Jornal Opção. Segundo ele, a gestão municipal priorizou inicialmente a convocação dos aprovados no cadastro de reserva, mas enfrentou dificuldades para preencher as vagas.

“Primeiro chamavam os concursados, mas eles não compareciam. E havia a necessidade urgente e imediata de preencher essas vagas”, afirmou. De acordo com o secretário, a demora entre a realização do concurso e as convocações também pode ter contribuído para a ausência de candidatos.

“Como a ordem do concurso já tem um tempo, pode ser que quem estava na fila já tenha passado em outro concurso”, disse. A contratação dos temporários foi alvo de críticas de candidatos aprovados no concurso da educação que aguardam nomeação. À época, eles questionaram a ampliação dos vínculos precários mesmo com a existência de cadastro de reserva válido.

Oldair afirmou que o tema chegou a ser discutido no comitê de controle de gastos da administração municipal. Segundo ele, a decisão foi tomada diante da necessidade de evitar problemas na rede pública de ensino, especialmente após as dificuldades registradas em 2025 com falta de vagas em CMEIs e escolas.

“Vocês vão lembrar da briga que foi no ano passado: falta de vaga no CMEI, falta de vaga nas escolas e tal. Então, a gente pode dizer que esse problema praticamente não vimos este ano”, declarou. O secretário reconheceu que podem existir casos pontuais, mas avaliou que o cenário melhorou em relação ao ano anterior. “Talvez tenha ocorrido uma ou outra situação bem pontual, mas não da forma como foi no ano passado”, afirmou.

Ao defender a medida, Oldair também ressaltou a preocupação da gestão municipal com a prestação dos serviços públicos nas áreas essenciais. “O prefeito é muito preocupado em fazer com que, efetivamente, os serviços públicos cheguem onde têm que chegar, principalmente nas áreas de saúde e educação”, disse.

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