STF torna Gustavo Gayer réu por injúria contra presidente Lula
28 abril 2026 às 16h41

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A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, receber a denúncia da Procuradoria-Geral da República contra o deputado Gustavo Gayer por injúria contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Com a decisão, o parlamentar passa à condição de réu no processo.
O caso envolve uma publicação feita pelo deputado na rede social X, em fevereiro de 2024, com uma imagem editada do presidente. Segundo a denúncia, a montagem associava Lula a símbolos ligados ao nazismo e ao grupo Hamas, o que, para a PGR, configura ofensa à honra.
De acordo com o órgão, houve “disseminação consciente de imagem manipulada” com conteúdo considerado ofensivo e sem relação com crítica política legítima. A subprocuradora-geral Elizeta de Paiva Ramos afirmou que a conduta ultrapassou os limites do debate público.
A defesa do deputado argumentou que a publicação está protegida pela imunidade parlamentar e se enquadra como crítica política. Sustentou ainda que não houve intenção de cometer crime.
Relator do caso, o ministro Flávio Dino votou pelo recebimento da denúncia, afirmando que há indícios suficientes para abertura da ação penal e que houve extrapolação dos limites aceitáveis, mesmo no contexto político.
Acompanharam o voto os ministros Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes e Cármen Lúcia.
Com a decisão, o processo segue para a fase de ação penal no STF, após eventual análise de recursos. O deputado poderá apresentar defesa, e o caso avançará para coleta de provas, depoimentos e interrogatório.
Ao final, o Supremo deverá julgar se o parlamentar será condenado ou absolvido.
O Jornal Opção tentou contato com o parlamentar e com sua assessoria de comunicação mas não obteve resposta até o fechamento desta matéria. O espaço segue aberto para manifestações.
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