Quatro acusados de matar o prefeito de Monte Alegre de Goiás, vão a júri popular

Crime ocorreu em 1999; A motivação teria sido política

Os réus Antônio Pereira Damasceno, conhecido por Toinho; José Roberto Pinheiro Macedo, o Zé de Filó; Floriano Barbo Rodrigues Neto e Luiz Carlos Medeiros, o Galego, serão submetidos a julgamento pela 4ª Vara de Crimes Dolosos contra a Vida e Tribunal do Júri de Goiânia, nesta quinta-feira, 21. Eles são os suspeitos de terem assassinado em 1999 o prefeito de Monte Alegre de Goiás, José da Silva Almeida, conhecido como Zé da Covanca.

Denunciados pelo Ministério Público de Goiás (MPGO), por intermédio da Promotoria de Justiça de Campos Belos, a sessão será realizada a partir das 8h30, no auditório do Fórum Cível de Goiânia, no Jardim Goiás. O MPGO será representado pelo promotor de Justiça, Paulo Brondi.

Relembre o caso

O crime teria acontecido em 25 de agosto de 1999, em Monte Alegre de Goiás e teria motivação política. Antônio Pereira Damasceno, então vice-prefeito do município, rompeu com o prefeito e teria sido o mandante do crime. Suas expectativas eram de que, com a morte da vítima, ele assumiria a chefia do Poder Executivo.

José Roberto Pinheiro Macedo, foi servidor público na administração de José de Almeida, o prefeito que foi assassinado. Contudo, Macedo foi demitido do cargo. Com isso, ele se juntou a Antônio Pereira Damasceno e, segundo o MPGO, teria sido o responsável por agenciar a contratação e o transporte dos pistoleiros para a cidade.

O policial civil, Floriano Barbo Rodrigues Neto, também havia sido demitido e se juntou ao outros dois mesmo sabendo que um crime aconteceria. Ele emprestou seu veículo para que José Roberto levasse mantimentos aos pistoleiros.

Para cometer o crime, um dos três pistoleiros contratados foi Luiz Carlos Medeiros. Ele já era conhecido por ter participado do sequestro de Wellington Camargo, irmão dos cantores sertanejos Zezé di Camargo e Luciano. Para cometer o crime, foi negociado uma quantia de dinheiro.

Todos os réus respondem pelos crimes previstos no artigo 121 (homicídio), parágrafo 2º, incisos I (crime cometido mediante paga ou promessa de recompensa) e IV (praticado à traição, de emboscada, ou mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa da vítima.

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